A Procuradoria-Geral da República (PGR) rejeitou a segunda proposta de delação premiada apresentada pela defesa do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, preso desde 4 de março por fraudes no sistema financeiro envolvendo o Banco Master. O comunicado foi feito ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta segunda-feira (15/6) e recebido no gabinete do ministro André Mendonça, o relator do inquérito.
Formalmente, essa é a primeira vez que a PGR nega a delação e novas negociações não devem ser abertas. A Polícia Federal (PF) já tinha negado essa proposta e uma anterior.
Interlocutores afirmam que o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e outros membros da PGR envolvidos no caso negaram a delação por motivos similares aos da PF: Vorcaro não apresentou elementos novos ao que a investigação já tem em mãos. A PF apreendeu pelo menos 8 celulares do ex-banqueiro.
Outro ponto é que Vorcaro não se comprometeu “efetivamente” com a devolução dos valores desviados. A PGR defendia que o ex-banqueiro teria que sinalizar que devolveria aos cofres públicos ao menos R$ 60 bilhões.
Transferência
Após rejeitar a segunda versão da delação apresentada pela defesa de Vorcaro, a PF solicitou que o ex-banqueiro deixe a Superintendência da corporação, em Brasília, e seja transferido de volta ao Complexo da Papuda. A decisão cabe ao relator, ministro André Mendonça e a PGR deve se manifestar também sobre a transferência.
Vorcaro foi preso a primeira vez em novembro de 2025, depois, foi liberado com o uso de tornozeleira eletrônica. Em março de 2026, ele voltou a ser preso pela PF, a mando do ministro André Mendonça, relator do inquérito do Banco Master, no Supremo Tribunal Federal (STF).
O ex-banqueiro é investigado por comandar um esquema bilionário de fraudes financeiras que podem chegar a R$ 12 bilhões, de acordo com a Polícia Federal.