Com a ajuda de aliados históricos e do Centrão e contando com “sacrifícios” do PT, o presidente Lula (PT) conseguiu definir seus palanques em 25 estados do país, além do Distrito Federal. O petista reverteu as expectativas iniciais e, a pouco mais de um mês do início da campanha eleitoral, leva vantagem sobre Flávio Bolsonaro (PL) na definição dos arranjos regionais.
O cenário nacional só não está totalmente bem encaminhado para Lula, candidato à reeleição, porque a indefinição ainda prevalece em Minas Gerais. Para atenuar o problema, porém, petistas lembram que Flávio também não conseguiu até agora estruturar um palanque no estado, o segundo maior colégio eleitoral do país.
Até agora, o PT deverá ter candidatos a governador em 11 estados: Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Piauí, Rio Grande do Norte, Rondônia, Roraima e São Paulo, além do Distrito Federal. Nas demais unidades da Federação, o presidente Lula contará com a ajuda de aliados históricos, como o PSB, ou do chamado Centrão.
Principal adversário de Lula até agora, conforme as pesquisas, Flávio Bolsonaro passou a encontrar dificuldades de definir seus palanques após a revelação de suas conversas com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, preso pela Polícia Federal no escândalo do banco Master.
O senador e presidenciável contará com candidatos do PL em 12 estados: Amazonas, Goiás, Mato Grosso, Paraná, Paraíba, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Sergipe, Rio de Janeiro, Rondônia e Roraima. O PL pode ter candidatura própria no Piauí. O radialista Toni Rodrigues é o possível nome.
Em outros cinco, o senador terá o apoio de aliados da centro-direita, como o Republicanos, e do Centrão: Acre, Amapá, Mato Grosso do Sul, Pará e São Paulo, além do Distrito Federal. Nos demais, a situação de Flávio Bolsonaro em termos de palanques regionais segue indefinida, a poucos dias do início do período eleitoral destinado para a realização de convenções.