JOTA Principal: Lula usa Mercosul para defesa do Pix, tema ‘em disputa’ com Flávio Bolsonaro

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Bom dia!

O presidente Lula usou a reunião do Mercosul para reforçar a defesa do Pix, um dos pontos em “disputa” entre ele e Flávio Bolsonaro.

Ao sugerir o uso do meio brasileiro como sistema de pagamento do bloco, o petista leva o tema para o palco internacional (nota 1).

Por um lado, ele busca conectar o tema da soberania nacional ao passar por cima das críticas feitas pelos EUA ao aplicar tarifas ao Brasil — o governo Trump disse que as empresas americanas seriam prejudicadas por um serviço gratuito.

Por outro, incorpora em seu discurso a narrativa do sucesso do sistema, cuja paternidade é reivindicada pela família Bolsonaro, por ter sido lançada pelo Banco Central durante os anos de mandato de Jair.

🚨 A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (1/7) operação para apurar desvio no uso de cota parlamentar. Entre os alvos estão assessores do líder do PL da Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ).

A ação policial foi autorizada pelo ministro Flávio Dino, do STF. Mais detalhes, na edição de amanhã.

Boa leitura.

O PONTO CENTRAL

1. Pix para os vizinhos

O presidente Lula participou ontem (30/6) da cúpula do Mercosul, em Assunção, no Paraguai, onde defendeu o Pix como modelo para criação de sistema de pagamentos no bloco, Luísa Carvalho escreve no JOTA.

O presidente disse que a integração financeira “reduzirá custos, fortalecerá o comércio intrabloco, ampliará o uso de moedas locais e aumentará nossa resiliência frente a choques externos”.
Lula também defendeu uma estratégia conjunta para o desenvolvimento das cadeias produtivas de minerais críticos, considerados essenciais para a transição energética e a indústria digital.
O petista citou o crime organizado transnacional como um dos principais desafios da América do Sul e destacou a criação de iniciativas conjuntas de combate ao tráfico de armas e drogas.

O presidente afirmou que vai disputar a reeleição para “garantir que o Brasil se mantenha como um país democrático”.

Lula disse que “extremistas planejaram um golpe de Estado”, mas que “a confiança nas regras democráticas” têm se fortalecido apesar de tentativas de “semear dúvidas sobre a integridade dos processos eleitorais na América do Sul”.
O presidente afirmou que as eleições no Peru e na Colômbia são prova da “resiliência institucional” da região — mas não citou por nome os recém-eleitos Keiko Fujimori e Abelardo de la Espriella, alinhados à direita.

UMA MENSAGEM DA TAKEDA BRASIL

O papel da inteligência artificial para o paciente

Legenda: Oncologista Sandro Martins / Crédito: Leo Orestes

A inteligência artificial (IA) já permite maior autonomia aos usuários ao empoderar os pacientes a tirar dúvidas técnicas sobre seus próprios exames. Durante a 6ª edição do Blueprint for Success Brazil Summit, em São Paulo, foi destacado que:

o paciente mais bem informado atua de forma segura como um fator de mobilização para o aprimoramento contínuo do sistema de saúde; e
A tecnologia pode permitir ao usuário ser o condutor do seu próprio histórico de saúde, com a possibilidade de migrar entre diferentes operadoras e prestadores levando todas as informações clínicas.

2. Escolhidos e rejeitados

O senador Flávio Bolsonaro / Crédito: Ton Molina /Agência Senado

Lula abriu a maior vantagem sobre Flávio Bolsonaro desde janeiro, segundo a nova rodada da pesquisa AtlasIntel divulgada hoje (1/7), Daniel Marcelino analisa no JOTA PRO Poder.

O presidente tem 47% das intenções de voto, contra 36% de Flávio no primeiro turno.
O avanço de Lula acontece apesar de a aprovação do governo ter oscilado negativamente, de 47,4% para 45,9%, em meio à repercussão da operação da PF contra Jaques Wagner.
Um dado que expõe os limites de crescimento dos dois principais presidenciáveis é o fato de que ambos têm alta rejeição: Flávio Bolsonaro com 53% e Lula com 48,6%.

Sim, mas… A série histórica não inclui o resultado de maio, já que a rodada de pesquisa daquele mês permanece suspensa por decisão do TSE, após questionamento do PL sobre um bloco de perguntas que citava a relação entre Flávio Bolsonaro e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Mesmo sem contar maio, a trajetória da curva das pesquisas da Atlas sugere que Flávio Bolsonaro segue em tendência de perda de apoio eleitoral.
O movimento contrasta com os resultados dos levantamentos divulgados nesta semana por BTG/Nexus e Vox Brasil, que apontaram leve recuperação do presidenciável do PL.

3. Cresce a dívida

Prédio do Banco Central / Crédito: Getty Images

A Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) subiu para 81,1% do PIB, o maior patamar desde maio de 2021, quando estava em 81,4%, Gabriel Shinohara escreve no JOTA PRO Poder.

O indicador estava em 78,6% do PIB em dezembro do ano passado e vem subindo mês após mês neste ano.
A dívida bruta considera o resultado do governo federal, do INSS, dos governos estaduais e municipais.
De acordo com o Banco Central, os dois principais fatores para alta em 2026 foram a incorporação dos juros e as emissões líquidas de dívida.
Por outro lado, o crescimento do PIB nominal e a valorização cambial tiveram o efeito oposto e seguraram um pouco a alta.

4. Adeus, subsídio

Caminhão em posto de gasolina / Crédito: Getty Images

O governo começa a retirar as medidas criadas neste ano para mitigar os efeitos da alta do petróleo, Fábio Pupo escreve no JOTA PRO Poder.

A primeira a cair, a partir de hoje, é a subvenção de R$ 0,35 ao diesel.
O governo diz que as iniciativas visavam assegurar o abastecimento interno de petróleo e derivados.
Desde o acordo entre Estados Unidos e Irã, neste mês, a cotação do petróleo caiu no mercado global, permitindo a redução gradual das medidas.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse que está em avaliação a retirada da subvenção de R$ 0,44 à gasolina “assim que o preço estiver mais estabilizado”.

Sim, mas… O governo mantém, por enquanto, o imposto de exportação sobre o petróleo e sobre o diesel rodoviário.

5. Heavy metal

Piscina de detritos na usina Angra II / Crédito: Getty Images – 1.jan.2024

O governo avalia a criação de um grupo para estudar o papel do urânio em programas estratégicos de defesa e transição energética, Fábio Pupo escreve no JOTA PRO.

O tema é uma das pautas da reunião do Conselho Nacional de Política Mineral marcada para amanhã (2/7).
O conselho também deve discutir a criação de grupos de trabalho voltados aos minerais críticos e ao fortalecimento do serviço geológico.
A pauta inclui ainda a definição de critérios para enquadrar empreendimentos como estratégicos para receber o “aval expresso” do Licenciamento Ambiental Especial.

6. Chapa pura

Ronaldo Caiado e Gilberto Kassab / Crédito: Secovi-SP

O PSD está prestes a anunciar que o presidente nacional do partido, Gilberto Kassab, deve ocupar o posto de vice de Ronaldo Caiado, Beto Bombig escreve no JOTA PRO Poder.

Nas pesquisas mais recentes, Caiado aparece tecnicamente empatado com Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo), todos variando entre 3% e 7% das intenções de voto.
O patamar está muito abaixo de Lula e de Flávio — o desafio desse segundo pelotão, que tenta construir uma “terceira via”, é enorme e, até agora, pouco provável.
No entanto, a avaliação das pré-campanhas é que Kassab está apostando em um derretimento de Flávio Bolsonaro.

👀 Bastidores Caiado, Kassab e dirigentes do PSD procuraram outros partidos do Centrão para compor a chapa, como o MDB, o Republicanos e a federação União-PP.

Em linhas gerais, ouviram que a tendência é permanecer fora da polarização no primeiro turno.

7. Supersalários

O ministro Edson Fachin / Crédito: Gustavo Moreno/STF

O presidente do STF, ministro Edson Fachin, criou um grupo para sistematizar contribuições para uma proposta legislativa com regras definitivas para a remuneração de juízes, Lucas Mendes escreve no JOTA PRO Poder.

Fachin afirmou que é preciso um “choque de República” para lidar com o tema e disse ser necessária a “transformação” e a “modernização” do sistema de Justiça brasileiro.
A iniciativa é concomitante ao fim do julgamento no STF sobre as verbas indenizatórias aos magistrados, conhecidas como “penduricalhos”.
A maioria dos ministros manteve a limitação da remuneração a 70% do teto constitucional, mas ampliou a lista de penduricalhos permitidos.

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