Lula é aprovado por 49% e desaprovado por 48%, diz Indexa

O levantamento mensal da Indexa Pesquisas, divulgado nesta terça-feira (21), mostra que a aprovação do presidente Lula (PT) passou a superar numericamente a desaprovação: 49% dos entrevistados aprovam a forma como o presidente governa o país, enquanto 48% desaprovam. Outros 3% não souberam ou preferiram não responder.

Na avaliação detalhada da administração, 33% classificam o governo como ótimo ou bom, sendo 16% “ótimo” e 17% “bom”. Outros 22% consideram a gestão regular. As avaliações negativas somam 41%, resultado da combinação de 12% que avaliam o governo como ruim e 29% que o classificam como péssimo. Outros 4% não souberam ou não responderam.

O cenário permanece desafiador para o Planalto: embora a aprovação e a desaprovação estejam tecnicamente empatadas, as avaliações negativas (41%) seguem acima das positivas (33%) na medida tradicional de desempenho do governo.

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Aprovação e apoio à reeleição seguem caminhos distintos 

Já quando a pergunta trata da reeleição, o cenário muda. Para 51% dos brasileiros, Lula não merece permanecer por mais quatro anos na Presidência. Apenas 36% defendem um novo mandato, enquanto 13% não souberam ou não responderam.

Para o sociólogo e CEO da Indexa Pesquisas, Arilton Freres, a diferença entre os dois indicadores não representa uma contradição. “A aprovação mede a percepção sobre o desempenho do governo no presente. Já a decisão de renovar um mandato envolve expectativas em relação ao futuro, desejo de alternância e confiança na capacidade de enfrentar os desafios dos próximos anos. São dimensões distintas da avaliação do eleitor”, afirma.

Em outras palavras, o que os dados da Indexa estão sugerindo é que o apoio à continuidade do governo é mais restrito do que a aprovação da administração. Mesmo entre eleitores que reconhecem aspectos positivos da gestão, parte considera que o país deve passar por uma alternância de poder ao fim do mandato. 

A pesquisa ouviu 2.000 eleitores em todo o Brasil entre 16 e 19 de julho. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no TSE sob o número BR-02904/2026.

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