Alfredo Gaspar será o candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro

O candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL) oficializou, nesta quarta-feira (5/8), o nome do deputado Alfredo Gaspar (PL-AL) como candidato a vice em sua chapa.

A solução de chapa pura se dá num contexto de isolamento político e dificuldade de fechar alianças com outras legendas. Na terça-feira (4/8), Republicanos, União Brasil e Podemos confirmaram a neutralidade na disputa presidencial.

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A escolha surpreendeu o mundo político. Até o último momento, Rogério Marinho era o principal cotado, mas trabalhou pessoalmente para encontrar outra solução interna. A campanha também procurava o nome de uma mulher para ocupar o posto, como forma de diminuir resistências dessa fatia do eleitorado ao presidenciável, mas optou por Alfredo Gaspar

O nome do deputado também reforça a estratégia de campanha de ligar o presidente Lula (PT) ao escândalo dos desvios em benefícios do INSS, já que Gaspar foi o relator da CPMI do INSS.

Nesta semana, Lulinha, filho do presidente, se tornou alvo de três investigações por suposto tráfico de influência. O ex-assessor de Lula, Marco Aurélio Santana Ribeiro, Marcola, também está na mira da Polícia Federal (PF) por ter recebido um empréstimo de Roberta Luchsinger, lobista e amiga de Lulinha.

Negativas do Centrão

Partidos de centro como Republicanos, Podemos e a Federação União Progressista se negaram a formar uma coligação com o PL e indicar um nome para a vice. A aliança também ajudaria o candidato a conquistar um tempo maior de rádio e TV, ultrapassando a chapa de Lula em tempo de inserção. 

As siglas, porém, preferiram adotar a neutralidade na corrida ao Palácio do Planalto em prol dos palanques estaduais, na tentativa de fortalecer a presença no Legislativo. Nomes como Tereza Cristina (PP-MS), Daniela Marques (Republicanos) e Renata Abreu (Podemos) foram sondados, mas os partidos declinaram.

As negativas ocorrem por diferentes motivos. Mas, em sua maioria, decorrem das alianças estaduais: em algumas regiões, em especial no Nordeste, os partidos do centrão estão no mesmo palanque que Lula. Os últimos meses foram de negociações do PT para tentar afastar as siglas de Flávio, operação que foi bem sucedida. 

Além disso, o fato de dirigentes da federação União-Progressistas terem ligações com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, preso e sob investigação da Polícia Federal, também cria um ambiente menos favorável a essas legendas embarcarem na chapa adversária à de Lula. 

Por fim, o fato de as pesquisas indicarem hoje o presidente como franco favorito torna o palanque de Flávio menos convidativo, porque significa mais quatro anos de oposição, caso ele não consiga se eleger. 

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