A semana começa com Lula buscando aproveitar do relativo bom momento, diante dos percalços vividos por Flávio Bolsonaro após as notícias sobre sua relação com Daniel Vorcaro.
O tema central da semana é a PEC pelo fim da jornada 6×1, uma das principais apostas eleitorais do presidente, que se reunirá com Hugo Motta agora pela manhã para bater o martelo sobre o texto. O parecer deve ser apresentado na comissão à tarde, e a expectativa é que o projeto seja votado no plenário nos próximos dias.
O esforço é relevante também porque as festas juninas estão chegando, época em que Brasília fica algumas semanas mais vazia. O próprio Lula deve engrossar a estatística, já que pode viajar a Aracaju na sexta (29) para acompanhar eventos culturais.
Já Flávio Bolsonaro embarcou para os Estados Unidos, onde tentará encontrar o presidente Donald Trump e mudar o assunto que têm dominado sua pré-campanha desde as revelações do Intercept Brasil.
Enquanto isso, o ministro André Mendonça autorizou a volta de Vorcaro para uma cela especial na Polícia Federal, em Brasília, com a mudança na equipe de advogados do ex-banqueiro e a Procuradoria-Geral da República ainda nas tratativas por um acordo de delação.
Boa leitura e boa semana.
O PONTO CENTRAL
1. Chegou o dia
A Câmara entra na semana decisiva para votar a PEC que reduz a jornada de trabalho, Mariah Aquino registra no JOTA PRO Poder.
Os olhos estarão voltados à comissão especial já às 17h de hoje (25), quando o relator, deputado Leo Prates, apresentará o parecer.
Por que importa: O relatório será votado na comissão durante a semana, e a intenção expressa por Hugo Motta é levar o texto ao plenário ainda nesta semana.
O quórum elevado que a votação requer, porém, se une às pontas ainda soltas na proposta, que podem dificultar o despacho ao Senado ainda em maio.
O principal impasse segue sendo quanto tempo vai durar a transição para a nova jornada, e de que forma esse impacto será diluído.
O governo é favorável a que a mudança ocorra da forma mais breve possível, pensando também em colher os louros eleitorais da aprovação, divididos com o Parlamento fortemente engajado no texto.
É certo que a PEC reduzirá a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, com dois dias de descanso, sendo um, preferencialmente, no domingo, sem redução salarial.
Detalhes relacionados a especificidades de diferentes categorias serão negociados por meio do projeto de lei sobre o tema encaminhado pelo Executivo.
UMA MENSAGEM DA INDÚSTRIA BRASILEIRA (CNI, SESI, SENAI, IEL)
Dia da Indústria
25 de maio é o Dia da Indústria e para alavancar a economia, a CNI (Confederação Nacional da Indústria) lançou o Projeto para o Brasil 2050. São 50 propostas voltadas para o país crescer, por meio do fortalecimento do equilíbrio fiscal e de vantagens competitivas e da melhora do ambiente de negócios. O projeto também prevê o fomento a iniciativas com grande potencial, como a economia circular, data-centers e combustíveis sustentáveis.
“Propomos uma reflexão sobre o futuro que queremos, com ações efetivas. A iniciativa envolve o setor produtivo, o poder público e a sociedade em torno de um plano de longo prazo”, diz o presidente da CNI, Ricardo Alban.
Confira os números que mostram a relevância da indústria brasileira para a economia:
23,4% do PIB brasileiro;
67,7% das exportações de bens e serviços;
66,8% do investimento empresarial em pesquisa e desenvolvimento;
35,2% da arrecadação de tributos federais;
20,6% dos empregos formais (11,8 milhões de trabalhadores).
E, em celebração ao Dia da Indústria, todas as pessoas no Brasil que derem bom dia para a Alexa nesta segunda-feira receberão informações sobre a indústria brasileira.
Conheça a campanha “A indústria cria. A indústria é mais Brasil”.
2. Passível de incerteza
Sessão do Congresso que derrubou vetos e Lula à LDO / Crédito: Lula Marques/Agência Brasil
O Congresso fez um gesto para os prefeitos e buscou se beneficiar politicamente ao derrubar vetos de Lula à LDO e retomar a liberação de doação de bens, valores e benefícios durante as eleições, Marianna Holanda e Fábio Pupo escrevem no JOTA PRO Poder.
A sessão ocorreu em meio à Marcha de Prefeitos, quando milhares de gestores municipais ocupam os corredores da Câmara e do Senado.
A autorização para esse tipo de liberação de recursos era um dos pleitos deles, e foi aprovada por 281 deputados e 48 senadores, com resistência do governo.
Por que importa: A decisão tende a favorecer eleitoralmente os deputados e senadores, que podem irrigar suas bases no período.
Lideranças do Congresso dizem que a medida é uma forma de corrigir o que apontam como uma distorção: o fato de um determinado convênio ficar paralisado durante o período eleitoral e só poder ser retomado após a disputa.
A população estaria sendo prejudicada, alegam.
Ou seja, ficam liberadas emendas parlamentares durante o período eleitoral, muitas represadas, desde o veto de Lula no início do ano.
A derrubada de vetos destrava o uso de recursos federais em obras rodoviárias e também para despesas relacionadas a hidrovias, mesmo que não sejam de competência da União.
Também vai ser possível que municípios pequenos, de até 65 mil habitantes, firmem convênios de recursos com a União mesmo que estejam em situação de inadimplência.
Sim, mas… Técnicos das Casas e parlamentares avaliam que o texto pode ser questionado no Supremo, por eventual desacordo com a legislação eleitoral.
Para isso, a Advocacia-Geral da União, partido político ou instituição da sociedade civil teria de recorrer à Corte para analisar o caso.
Por enquanto, o governo ainda não sinalizou se vai contestar a derrubada dos vetos no STF.
Representantes do Executivo afirmam que Lula não deve promulgar o texto, o que demonstra contrariedade com o que foi aprovado.
3. Certo fôlego
Flávio Bolsonaro em encontro da bancada do PL / Crédito: Beto Barata/PL
O mais recente Datafolha indica que o campo antipetista do eleitorado está disposto a continuar sustentando a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro ao Planalto, mesmo após as revelações das ligações do senador com Daniel Vorcaro, Beto Bombig analisa no JOTA.
No principal cenário de primeiro turno, Flávio baixou até um índice muito próximo da reserva histórica do chamado “bolsonarismo radical” — algo entre 25% e 30% do eleitorado.
No segundo turno, porém, quando ele passa a ser apresentado aos entrevistados como única opção contra Lula, o senador volta a se aproximar do petista e se mostrar altamente competitivo.
Por que importa: A pré-candidatura de Flávio Bolsonaro não derreteu, como sonhavam os petistas, e começa a apresentar sinais de uma resiliência ancorada no grande contingente de eleitores que rejeitam Lula — ou que não estão dispostos a dar um novo mandato ao presidente.
Ainda é cedo para uma análise definitiva sobre os possíveis efeitos eleitorais da ligação com Vorcaro, até porque as apurações e processos ainda estão em curso.
Mas, com o que já se sabe até aqui e à luz dos resultados dessas duas pesquisas, é possível afirmar que o principal candidato de oposição ainda permanece como a alternativa mais viável e consolidada para derrotar Lula.
🔮 O que observar: O resultado desta e das próximas rodadas pode funcionar para Flávio e o PL se fortalecerem politicamente nos arranjos regionais em curso, como no caso de Minas Gerais.
Nesse sentido, a pesquisa poderá servir para o senador afastar as especulações de que desistirá da pré-candidatura.
Outro ponto relevante é o cenário em que Michelle Bolsonaro é apresentada como pré-candidata ao Planalto.
Apesar de ter menos intenções que o enteado no primeiro turno, a ex-primeira-dama também é um nome com reais chances de derrotar o petista em uma eventual fase decisiva da campanha.
⏩ Pela frente: Flávio ganha certo fôlego para continuar como pré-candidato, tentar se afastar do escândalo do Master e se manter como principal nome da oposição.
Até porque Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão) não conseguiram até agora aparentar viabilidade eleitoral.
Ainda assim, o senador continuará com a sombra de Michelle pairando sobre sua cabeça.
4. Fila do abate
Bois pastam no Centro-Oeste / Crédito: Wenderson Araújo/Trilux
Duas frentes de restrição às exportações de carnes brasileiras passaram a preocupar o Planalto pelo potencial de afetar a balança comercial e respingar na inflação em meio ao período eleitoral, Vivian Oswald e Daniel Marcelino escrevem no JOTA PRO Poder.
O efeito sobre os preços é um ponto sensível para o governo, que, assim como analistas, vê a possibilidade de pico da pressão inflacionária perto de outubro — às vésperas da eleição.
🥩 Panorama: A principal fonte de preocupação talvez esteja na União Europeia, que, a despeito da implementação do acordo de livre comércio com o Mercosul, mudou suas regras sanitárias sobre o uso de antimicrobianos.
A alteração afeta as condições para importações de carnes bovinas e de outros produtos de origem animal vindos de terceiros países. O bloco anunciou uma lista de fornecedores adaptados às novas normas, e o Brasil está fora dela.
Tratativas entre as autoridades dos dois lados tiveram início na semana retrasada.
Se, ao final, os europeus acharem que os brasileiros não atenderam às demandas, as carnes “made in Brazil” estarão fora do mercado europeu já a partir de 3 de setembro.
Além disso, em abril, o país já bateu mais da metade da cota de exportações de carne estipulada pela China — seu maior comprador.
A proximidade do limite é motivo de apreensão para o setor, pois o que exceder esse limite estará sujeito à taxação de 55%.
Ao mesmo tempo, Pequim negocia com Washington as bases da relação comercial bilateral, após a visita de Donald Trump a Xi Jinping.
Teme-se que os americanos tenham um aumento da cota atribuída à carne dos Estados Unidos, o que poderia afetar a boa vontade chinesa de aumentar espaço para a carne brasileira.
👀 O que observar: Não é só no Planalto que o preço dos alimentos virou termômetro político — as pesquisas de opinião vêm capturando, com nitidez crescente, o desconforto do eleitor diante das gôndolas.
O levantamento mais recente da Genial/Quaest mostra que a percepção de que os preços seguem em alta saltou de 58% em março para 69% em maio: onze pontos em dois meses.
Há, ainda assim, um contraponto nesses levantamentos de opinião pública.
A expectativa em relação ao futuro não é ruim: 40% dos entrevistados avaliam que a situação econômica vai melhorar no horizonte dos próximos 12 meses, enquanto o contingente dos que projetam piora recuou de 34% para 27% entre março e maio.
É uma margem estreita, mas relevante: mostra que parte do eleitorado, mesmo pressionada no presente, ainda concede ao governo o benefício da dúvida sobre a trajetória adiante.
É nessa folga que a campanha de Lula aposta para sustentar a narrativa de que a alta dos alimentos é episódica, e não estrutural — fruto de choques externos, e não de um descontrole doméstico.
Sim, mas… Esse otimismo é frágil e depende, em larga medida, exatamente das variáveis que escapam ao controle imediato do Executivo.
Quais sejam: o desfecho das tratativas com a União Europeia, o comportamento da cota chinesa, o eventual redirecionamento de exportações para o mercado interno e o ritmo da safra.
⏩ Pela frente: Se o pico inflacionário projetado para outubro se confirmar, o componente otimista da pesquisa tende a se desidratar com rapidez, justo quando o eleitor cristaliza sua decisão de voto.
O governo não pode errar — e a inflação é um dos principais indicadores da economia rapidamente reconhecidos pelo eleitor.
5. Despesa crescente
Agência do INSS no centro do Rio / Crédito: Tomaz Silva/Agência Brasil
O governo elevou o tamanho do bloqueio orçamentário neste ano em decorrência do aumento na projeção de despesas sujeitas ao arcabouço fiscal, inclusive de gastos com dois itens pagos pelo INSS, Fábio Pupo escreve no JOTA PRO Poder.
Um deles é o BPC (Benefício de Prestação Continuada), com R$ 14,1 bilhões a mais em relação ao previsto em março; e o outro são os benefícios previdenciários, com R$ 11,5 bilhões a mais.
O valor congelado subiu em R$ 22,1 bilhões, totalizando agora R$ 23,7 bilhões, segundo o relatório bimestral de receitas e despesas, publicado na sexta (22).
Por que importa: As despesas previdenciárias têm tido uma aceleração em meio à determinação do presidente Lula de diminuir a fila do INSS.
A redução da fila foi uma promessa de campanha de Lula, que já demitiu o presidente anterior do INSS pelo ritmo nas concessões.
O BPC causa preocupação no governo por continuar tendo aumento expressivo — se nada mudar, o benefício pode ultrapassar o tamanho do Bolsa Família nos próximos anos.
Os dois itens impulsionaram o total das despesas primárias previstas para 2026, que avançaram R$ 4,9 bilhões (para R$ 2,6 trilhões).
Enquanto isso, a receita líquida mostra um avanço menor, de R$ 4,4 bilhões (para R$ 2,5 trilhões).
O resultado primário efetivo previsto pelo governo é um déficit de R$ 60,3 bilhões (equivalente a -0,44% do PIB).
No cálculo da meta, que tem deduções permitidas por lei, o resultado fica positivo em R$ 4,1 bilhões (equivalente a 0,03% do PIB).
A meta para o ano é de 0,25% do PIB, com bandas que permitem um saldo final entre 0% e 0,5%.
6. Entrega
Carteiro entrega carta no Rio de Janeiro / Crédito: Divulgação/Correios
O governo Lula e os Correios não descartam a venda de uma fatia minoritária da estatal como parte de uma transformação estrutural da empresa em um novo mandato do petista, Fábio Pupo continua no JOTA PRO Poder.
A companhia vem acumulando sucessivos prejuízos bilionários em meio a um conjunto de problemas, que inclui a menor demanda por serviços tradicionais e a obrigação de manter agências em todo o país.
📤 Panorama: A ideia já não encontra tanta resistência no círculo de Lula como poderia ser imaginado anos atrás.
É avaliado, inclusive, um movimento via IPO (oferta pública inicial de ações), mas o formato mais provável é o de uma parceria com um sócio estratégico do setor privado — desde que o controle da companhia permaneça sob o comando da União.
O diagnóstico interno é que a empresa precisa tomar iniciativas porque dificilmente sobreviverá a longo prazo sendo apenas um operador postal puro.
Uma das ideias sobre a mesa é uma guinada em direção ao mercado de logística, enquanto no curto prazo medidas de recuperação podem diminuir o tamanho do aporte necessário na empresa.
AGENDA BSB
7. Dívidas rurais, minerais críticos e mais
O Senado deve analisar nesta semana o projeto que trata da renegociação das dívidas rurais (PL 5.122/23). Após reunião entre parlamentares e o ministro Dario Durigan, foi anunciado um acordo para que os prazos de pagamento sejam alongados, mas com critérios de enquadramento no programa mais rígidos. Também houve acordo para que a linha de crédito tenha carência de até 2 anos, desde que haja pagamento de juros desde o início do contrato. Houve o compromisso de estruturar um fundo garantidor para o setor, com inspiração no FGC (Fundo Garantidor de Crédito). A ideia é que este fundo tenha formato público-privado, com contribuições do governo, das instituições financeiras e dos próprios agricultores, ajudando a alavancar o crédito e proteger o setor em momentos de crise.
Há a expectativa no Senado pela definição, nesta semana, da relatoria do PL 2.780/2024, que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. Um dos nomes sondados é o senador Renan Calheiros, segundo o JOTA apurou. O líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues, informou que a proposta deve ter uma tramitação célere na Casa, sendo discutida apenas na Comissão de Assuntos Econômicos e depois no plenário.
O governo deve apresentar o resultado primário referente a abril na próxima quinta (28). De acordo com os economistas ouvidos no boletim Prisma Fiscal, o saldo deve ficar positivo em R$ 17 bilhões. As receitas federais têm sido ajudadas neste ano pelo patamar do petróleo. Segundo a Receita Federal, o país arrecadou R$ 1 trilhão de janeiro a abril — um aumento real de 5,4% em relação ao mesmo período do ano passado. Os dados mostram um avanço ainda maior em abril, com alta real de 7,8%. Nesse último caso, o crescimento foi puxado pelas receitas não administradas pela Receita — grupo que inclui os royalties de petróleo —, com avanço real de 14,9% em relação a abril do ano passado, para R$ 20 bilhões.
O Banco Central divulga hoje (25) o Relatório de Estabilidade Financeira. Às 11h, o presidente do BC, Gabriel Galípolo, e os diretores de Fiscalização, Ailton de Aquino, e de Política Econômica, Paulo Picchetti, participam de coletiva de imprensa. O relatório é divulgado semestralmente e apresenta análises e estudos sobre o cenário de estabilidade e de riscos para o sistema financeiro.
A previsão é que ministros de Lula compareçam a audiências públicas na Câmara esta semana. Na quarta (27), a Comissão de Ciência, Tecnologia e Inovação aguarda a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação Luciana Santos para prestar contas. No mesmo dia e horário, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, é esperado na Comissão de Saúde. Na Comissão de Minas e Energia, a partir das 10h, o ministro Alexandre Silveira é esperado para debater a antecipação da entrada em operação de usinas termelétricas contratadas no âmbito do LRCAP 2026, entre outros assuntos referentes à pasta.
Estão na pauta do STF de quinta (28) ações que questionam a Reforma da Previdência de 2019 e a Reforma Trabalhista de 2017. Um dos temas debatidos será a análise de dispositivos da Reforma da Previdência de 2019 que criaram o requisito de idade mínima para a aposentadoria especial de trabalhadores que exercem atividades insalubres. A outra ação discute os critérios para a aplicação da justiça gratuita nos tribunais trabalhistas introduzida pela reforma de 2017.
O STF julga em plenário virtual até sexta (29) as alterações feitas na Lei da Ficha Limpa em 2025 que mudaram a forma de contagem do prazo de inelegibilidade de candidatos. Na prática, a lei reduziu o tempo de punição a políticos cassados. O tema tem impacto direto nas eleições de 2026, pois pode devolver às urnas nomes como o do ex-governador José Roberto Arruda, o ex-deputado Eduardo Cunha e o ex-governador Anthony Garotinho.
Também está no plenário virtual do STF, até sexta (29), o julgamento de mérito sobre a lei que instituiu o piso da enfermagem. A ação foi movida pela CNSaúde (Confederação Nacional de Saúde) contra a constitucionalidade da lei 14.434/22. A lei chegou a ser suspensa por decisão liminar do ministro Luís Roberto Barroso, em 2022, por entender que não estava clara a estimativa de impacto financeiro da medida. Os efeitos da norma foram liberados após aprovação de leis com as fontes de custeio e regras para a implementação. No caso dos repasses da União, a lei aprovada em 2023 autorizando a assistência financeira a estados e municípios fixou a verba em R$ 7,3 bilhões. Na Lei Orçamentária de 2026, o montante foi de R$ 8,7 bilhões.