No principal cenário eleitoral de primeiro turno da pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada nesta terça-feira (19/5). Lula alcança 47% das intenções de voto, alta de 0,4 ponto em relação a abril. Flávio Bolsonaro (PL), por sua vez, recua de 39,7% para 34,3% — uma queda de mais de cinco pontos percentuais distribuída por praticamente todos os segmentos decisivos do eleitorado e que coincide com o desgaste provocado pelo caso envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro e o Banco Master.
Pelo levantamento, Lula ficaria com cerca de 50% dos votos válidos, patamar que o coloca na fronteira da vitória em primeiro turno.
Já os principais beneficiários da retração de Flávio Bolsonaro são Renan Santos (Missão), que sobe de 5,3% para 6,9%, e Romeu Zema (Novo), que avança de 3,1% para 5,2%. Também cresce o contingente de eleitores indecisos e de votos em branco ou nulos, sinal de que parte do eleitorado antipetista busca alternativas dentro do campo conservador sem migrar para Lula.
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Nos cenários sem Flávio, Lula mantém 46,7%, contra 17% de Romeu Zema (Novo) e 13,8% de Ronaldo Caiado (PSD), ambos sem demonstrar capacidade de herdar o eleitorado bolsonarista. No cenário com Michelle Bolsonaro, o presidente permanece em 47%, enquanto a ex-primeira-dama registra 23,4%. Esse resultado confirma que ela preserva forte apelo junto ao eleitorado bolsonarista, mas está distante do desempenho recente de Flávio.
Segundo turno
O confronto mais competitivo mudou de patamar. Em abril, Lula e Flávio apareciam empatados na margem de erro, com o senador numericamente à frente (47,8% a 45,5%). Em maio, o presidente abre vantagem de 7,1 pontos: 48,9% a 41,8%. Lula também venceria Jair Bolsonaro (48,5% a 43,4%), Zema (47,8% a 37,6%), Caiado (47,5% a 38,5%) e Renan Santos (47,8% a 28,4%).
Aprovação do presidente Lula
A aprovação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a crescer em maio. A taxa de aprovação subiu de 46,8% para 47,4%, enquanto a desaprovação recuou de 52,5% para 51,3%. A aprovação líquida — diferença entre os dois índices — passou de -7,6 pontos percentuais em março e -5,7 em abril para -3,9 em maio, o melhor resultado do presidente no ano.
As variações são moderadas, mas reforçam a reversão da tendência de desgaste observada desde o início do ano. O movimento sugere que as medidas anunciadas nas últimas semanas pelo Planalto começam a produzir efeitos graduais, porém consistentes, sobre a percepção do eleitorado.
Rejeição e medo eleitoral
Pela primeira vez, Flávio Bolsonaro aparece como o nome mais rejeitado da disputa, com 52%, superando Lula (50,6%), Jair Bolsonaro (49,1%), Michelle (45,6%), Zema (42,2%), Haddad (39,9%), Caiado (38%) e Renan Santos (37,8%).
O dado mais sintomático da pesquisa, no entanto, está no chamado “medo eleitoral”: 47,4% dos entrevistados afirmam temer a eleição de Flávio Bolsonaro, contra 40,5% que se preocupam mais com a reeleição de Lula. Até abril, os dois cenários apareciam praticamente empatados. A inversão, agora clara, resume bem o momento da corrida presidencial.
O levantamento ouviu 5.032 pessoas entre 13 e 18 de maio, por meio digital, com margem de erro de um ponto percentual e 95% de confiança, registrado no TSE sob o número BR-06939/2026.