A bancada do Partido dos Trabalhadores no Distrito Federal pediu, nesta terça-feira (18/11), a instalação “urgente” de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara Legislativa de do DF, para investigar a tentativa de compra do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB), em um contexto de fraudes com riscos bilionários.
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A manifestação do PT-DF veio após a prisão de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, e o afastamento de Paulo Henrique Costa, presidente do BRB, pela Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal. Ambos são investigados por fraudes financeiras que afetariam a venda do banco privado.
Segundo nota divulgada pelo partido, o risco da aquisição do Banco Master pelo BRB fica comprovado pela operação, que aponta emissão de títulos e carteiras de créditos fraudulentas pelo Banco Master. Nesta terça, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Master e já havia vetado a aquisição do banco pelo BRB.
O deputado representante da sigla no DF, Chico Vigilante, afirma que o governador Ibaneis Rocha (MDB) e sua vice, Celina Leão (PP), acobertaram as negociações e questionou o real interesse nessa aquisição. “Sempre esteve claro que o governo Ibaneis (MDB) e Celina (PP) pretendiam empurrar o prejuízo bilionário para a população de Brasília sob o disfarce de ‘crescimento institucional’. O PT já havia se colocado contra as negociações em outras instâncias, inclusive na justiça e órgãos de controle.
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Operação Compliance Zero
A Polícia Federal divulgou nesta terça-feira que a Operação Compliance Zero, que prendeu Vorcaro, tem o objetivo de combater a emissão de títulos de crédito falsos por instituições financeiras que integram o Sistema Financeiro Nacional. Foram expedidos mandados de prisão, busca e apreensão, e medidas cautelares nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Bahia e no Distrito Federal, onde o BRB foi alvo.
Em nota, a PF afirma que as investigações iniciaram em 2024 após requerimento do Ministério Público Federal para investigar a fabricação de títulos de créditos falsos que teriam sido vendidos por uma instituição financeira a outro banco e, após fiscalização do Banco Central, substituídos por outros ativos sem avaliação técnica adequada.