Lançado oficialmente no primeiro dia da Cúpula de Líderes em Belém, o Fundo Florestas Tropicais para Sempre, ou The Tropical Forests Forever Facility (TFFF), começa com a promessa de aportes de mais de US$ 5 bilhões. A grande novidade é que a Noruega deve anunciar US$ 3 bilhões, que se somam aos US$ 1 bilhão do Brasil e US$ 1 bilhão da Indonésia, confirmado nesta quinta-feira (6/11).
Fontes disseram ao JOTA que já são cinco países à mesa. O governo de Portugal afirmou que entrará com 1 milhão de euros como “contribuição inicial”. Tudo indica que o Reino Unido, que ajudou a financiar as bases da criação do fundo ficará de fora. O chanceler alemão Friederich Merz anuncia aporte na sexta-feira (7/11).
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Os recursos dos noruegueses serão liberados gradualmente até 2035 e deverão ser reembolsados até 2075. A Noruega estabeleceu algumas condições para o desembolso dos fundos. Pelo menos 100 bilhões de coroas norueguesas devem ser garantidas por outros doadores até 2026; a contribuição norueguesa não poderá ultrapassar 20% do total arrecadado; o modelo de financiamento deve ser sustentável e manter um nível de risco aceitável. O Parlamento Norueguês (Storting) analisará a proposta de alocação durante o debate sobre o orçamento nacional.
Modelo inédito
O TFFF é uma das maiores apostas de resultado deste COP30 para o governo brasileiro. O presidente Lula comemorou os primeiros números: “de grão em grão, a galinha enche o papo”.
É imensa a expectativa em torno da capacidade do fundo de receber recursos. Ele traz um modelo inédito de financiamento para as florestas que, segundo fontes do governo, pode até vir a ser replicado no futuro para outras iniciativas. A ideia é que com US$ 25 bilhões de capital soberano poderá alavancar outros US$ 100 bilhões. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou recentemente em US$ 10 bilhões até o final do ano.