A sétima rodada da Genial/Quaest realizada entre os dias 10 e 13 de julho mostra que o ambiente político continua favorável ao presidente Lula (PT). Depois de abrir dez pontos de vantagem sobre Flávio Bolsonaro (PL) em junho, Lula manteve a liderança no primeiro turno e ampliou a vantagem no segundo, indicando que tanto a recuperação gradual do presidente quanto a perda de fôlego do principal adversário não foram movimentos passageiros.
Se, na pesquisa anterior, o principal destaque era o avanço de Lula entre os eleitores independentes, agora os sinais positivos aparecem distribuídos por diferentes indicadores da sondagem.
A liderança eleitoral foi preservada, a aprovação do governo voltou a superar numericamente a desaprovação e a percepção da economia continuou melhorando. Em conjunto, esses indicadores sugerem que a recuperação observada em junho ganhou consistência ao longo do último mês.
Corrida eleitoral
No campo eleitoral, a principal novidade não é uma mudança brusca nas intenções de voto, mas a consolidação do quadro observado na rodada anterior.
No primeiro turno, a disputa praticamente repetiu o cenário observado em junho. Lula variou de 39% para 40% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro fez o caminho inverso e oscilou de 29% para 28%. Com isso, a vantagem do presidente passou de dez para doze pontos percentuais. Mais importante do que a pequena variação é a estabilidade do quadro, que é favorável ao incumbente.
No segundo turno, a vantagem do presidente também se mostra sólida no levantamento da consultoria. Em junho, Lula aparecia derrotando Flávio Bolsonaro por 44% a 38%. Agora, a diferença passou para 45% a 37%, ampliando a margem de seis para oito pontos.
Aprovação do governo
A melhora da situação eleitoral do presidente continua acompanhando a evolução dos indicadores de avaliação e aprovação do governo. Em junho, a aprovação havia alcançado 47%, praticamente empatada, dentro da margem de erro, com a desaprovação, de 48%. Agora, pela primeira vez desde dezembro de 2024, a aprovação (48%) aparece numericamente acima da desaprovação (47%), um resultado que, embora ainda represente empate estatístico, marca uma inflexão importante na percepção sobre o momento do governo.
O cruzamento das curvas tem peso político: muda a narrativa predominante sobre o governo e a forma como seu momento passa a ser interpretado por eleitores, pela mídia, aliados e agentes do mercado.