Tereza Cristina reforça preocupação com impacto do acordo Mercosul-UE no agro

A senadora Tereza Cristina (PP-MS) afirmou que o setor do agronegócio tem analisado e estudado formas para evitar que acordos comerciais prejudiquem os produtores brasileiros. Na saída de uma reunião com o vice-presidente Geraldo Alckmin e o senador Nelsinho Trad (PSD-MS) no Palácio do Planalto, ela manifestou, nesta quarta-feira (11/2), a preocupação de alguns segmentos com os impactos do acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia.

Assinado no mês passado, o entendimento precisa da aprovação do F brasileiro. “Nós temos que trabalhar para que alguns segmentos não sejam fortemente atingidos, como o leite, que tem uma preocupação. O setor lácteo passa por uma crise interna. Então, eles têm uma preocupação da concorrência dos produtos que vêm de lá pra cá”, afirmou a senadora, lembrando ainda dos acordos Mercosul-Singapura e Mercosul-EFTA, firmados em 2024 e 2025, respectivamente.

Assine gratuitamente a newsletter Últimas Notícias do JOTA e receba as principais notícias jurídicas e políticas do dia no seu email

Na terça-feira (10/2), a Representação Brasileira no Parlamento do Mercosul teve parecer favorável para aprovação do acordo Mercosul-UE pelo relator, mas adiou a votação do texto após pedido de vista do deputado Renildo Calheiros (PCdoB-PE). Segundo Trad, que é vice-presidente da comissão mista e presidente da Comissão de Relações Exteriores (CRE) do Senado, já era esperado que algum político pedisse mais tempo para estudar o acordo. Mas ele deixou claro que não está em jogo mudar ou complementar o texto do entendimento. A resposta do parlamento deve ser sim ou não.

“Quando a gente foi pra sessão, eu já estava com isso na cabeça, que alguém ia pedir vista. Então, isso dentro do colegiado é algo que você tem que assimilar, é algo da legitimidade do parlamentar”, afirmou o senador.

A votação do acordo foi marcada para 24 de fevereiro, após o feriado de Carnaval. Tereza Cristina avalia o acordo como positivo, mas reforçou que é preciso aprimorar as salvaguardas internamente, justamente para que alguns setores não sejam atingidos. Ela falou em leite e vinhos.

“No agro, às salvaguardas tiraram um pouco do brilho do acordo que a gente esperava que pudéssemos ter de imediato. Já exportamos soja, já exportamos carne, todo tipo de proteína, menos suíno, que tem uma pequena cota, mas é o início de uma via de mão dupla”, afirmou a senadora.

Generated by Feedzy