Quem já pediu o FGC do Banco Master pode também receber garantia do Will Bank? Entenda

Investidores do Banco Master, que entrou em liquidação em novembro do ano passado, puderam recorrer ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC) para recuperar valores. Nesta quarta-feira (21/1), o Banco Central (BC) decretou também a liquidação do Will Bank, nome fantasia da Will Financeira, que pertence ao conglomerado Master. Diante da decisão, como fica a situação de clientes que tinham investimentos em ambas as instituições?

Via de regra, o FGC garante até R$ 250 mil por investidor, limitados a R$ 1 milhão a cada quatro anos. No caso de clientes do Will Bank e do Master que compraram títulos de investimentos antes da fusão dos dois bancos, esse limite é aplicado por instituição, ou seja: o investidor terá direito à garantia de até R$ 250 mil por banco, R$ 500 mil no total. A mudança de controle da Will Financeira foi publicada no Diário Oficial no dia 30 de agosto de 2024, com efeitos a partir de 21 de agosto daquele ano.

Assine gratuitamente a newsletter Últimas Notícias do JOTA e receba as principais notícias jurídicas e políticas do dia no seu email

De acordo com a assessoria de imprensa do FGC, a partir de 22 de agosto de 2024, nos casos em que o cliente possua produtos em ambas as instituições, os valores serão consolidados por CPF ou CNPJ, respeitando o limite de R$ 250 mil.

Já para investidores do Will Bank que compraram títulos após a fusão com o Banco Master, o FGC considera uma única garantia de até R$ 250 mil para todas as instituições do conglomerado somadas.

Os títulos garantidos incluem instrumentos como CDBs, RDBs, LCIs, LCAs, entre outros. A mesma lógica se aplica a valores depositados em poupança, conta-corrente, conta-salário e depósitos à vista.

Liquidação do Will Bank

O Banco Central afirma que em um primeiro momento entendeu adequada a imposição do Regime Especial de Administração Temporária (RAET) ao Master Múltiplo S/A, que controla a Will Financeira, ante a possibilidade de uma solução que preservasse seu funcionamento. Em novembro do ano passado, o JOTA apurou que essa possibilidade concreta de solução seria a venda do Will Bank.

Inscreva-se no canal de notícias do JOTA no WhatsApp e fique por dentro das principais discussões do país!

Mas isso não foi mais viável, informou nesta quarta o BC, depois do “descumprimento pela Will Financeira da grade de pagamentos com o arranjo de pagamentos Mastercard (Mastercard Brasil Soluções de Pagamentos Ltda.) e o consequente bloqueio de sua participação nesse arranjo” na segunda-feira (19/1).

Diante disso, “tornou-se inevitável a liquidação extrajudicial da Will Financeira, em razão do comprometimento da sua situação econômico-financeira, da sua insolvência e do vínculo evidenciado pelo exercício do poder de controle do Banco Master S.A., já sob liquidação extrajudicial”.

Generated by Feedzy