BTG/Nexus: primeira semana de campanha aperta corrida entre Lula e Flávio

A 11ª rodada da pesquisa BTG/Nexus, divulgada nesta segunda-feira (24/8), indica que, na primeira semana da campanha eleitoral, Flávio Bolsonaro (PL) oscilou para cima nos cenários espontâneo e estimulado de 1º e 2º turnos, reforçando a percepção de uma eleição que vai se apertando cada vez mais conforme se aproxima das urnas.

No voto espontâneo, o presidente Lula (PT) manteve os 38% da rodada anterior, enquanto Flávio Bolsonaro subiu de 29% para 31%.

No 1º turno estimulado, Lula também permaneceu em 41%, enquanto Flávio oscilou de 36% para 37%. Ronaldo Caiado manteve 5%, e Romeu Zema e Renan Santos oscilaram de 4% para 3% cada. Com isso, a vantagem de Lula sobre Flávio caiu de 5 para 4 pontos percentuais.

A pesquisa também testou um segundo cenário de 1º turno, com a inclusão de Pablo Marçal, que está inelegível, mas ainda não teve seu registro julgado pelo TSE. Nesse cenário, Lula aparece com 40%, Flávio Bolsonaro com 34%, Caiado com 5% e Marçal com 4%, à frente de Renan Santos, com 3%, e Romeu Zema, com 2%.

Certeza do voto no maior patamar

A certeza de voto dos eleitores de Lula e Flávio Bolsonaro atingiu o maior patamar da série histórica. Entre os que declararam voto em cada candidato, 88% dos lulistas e 86% dos eleitores de Flávio afirmam que não mudarão de voto até 4 de outubro.

O dado indica, neste momento, pouco espaço para mudanças entre os dois líderes da corrida presidencial.

Segundo turno mais apertado

No principal cenário de 2º turno, Lula oscilou de 47% para 46%, enquanto Flávio passou de 44% para 45%. Com isso, a vantagem do petista encolheu de 3 para 1 ponto percentual, configurando um empate técnico e a menor vantagem numérica de Lula em três semanas.

Aprovação e rejeição

Na avaliação do governo Lula, a aprovação oscilou 1 ponto para cima, para 48%, enquanto a desaprovação chegou a 49%, também com oscilação de 1 ponto.

A rejeição a Lula coincide, portanto, com sua desaprovação: 49% dizem que não votariam no presidente de jeito nenhum.

Já a rejeição a Flávio Bolsonaro oscilou de 50% para 48%, também dentro da margem de erro.

A Nexus entrevistou, por telefone, 2.006 pessoas entre 21 e 23 de agosto. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com um intervalo de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no TSE sob o número BR-09028/2026.

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