Zema diz que seu aliado e sucessor privatizará a Cemig se for reeleito em MG

O ex-governador e presidenciável Romeu Zema (Novo) afirmou hoje que seu sucessor no governo de Minas Gerais, o atual governador Mateus Simões (PSD), fará a privatização da Cemig, a companhia energética do estado, se ganhar a eleição. A afirmação foi feita durante um evento organizado pela revista Veja, em São Paulo.

Simões, candidato à reeleição, era o vice de Zema até março deste ano, quando o pré-candidato do Novo deixou o governo para concorrer ao Planalto. A declaração do ex-governador foi feita em momento no qual ele falava sobre a Copasa, a companhia de saneamento de Minas que encerrou seu processo de privatização no último dia 11 e movimentou nas duas fases de sua oferta secundária de ações (follow on) um montante de R$ 8,4 bilhões.

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“Eu diria que o único grande projeto que nós não levamos adiante em Minas, mas que o próximo governador Mateus Simões vai levar, é a privatização da companhia de energia, que é a Cemig”, afirmou Zema. A declaração foi entendida como um compromisso para o mercado assumido pelo ex-governador em nome do atual, já que ambos são aliados e continuam caminhando juntos eleitoralmente.

Até agora, Simões, porém, tem sido cauteloso ao abordar a privatização ou federalização da Cemig, que estaria fora do foco imediato do governo mineiro, até pela ausência de condições políticos no atual mandato. O atual governador de Minas Gerais tem afirmado que o mais importante neste momento é garantir a modernização da gestão da companhia energética em vez da venda.

O governo Romeu Zema (2019-2026) chegou a protocolar projetos propondo a desestatização da Cemig, contudo, a Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) e o governo optaram por dar prioridade ao avanço da venda da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa).

No mesmo evento, Zema disse que, se for eleito presidente, irá “privatizar tudo” para promover um economia “gigantesca”.

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