O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que a negativa da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF) indica o fim da governabilidade do presidente Lula (PT). “Para mim, com essa votação, o governo acabou”, disse o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro. O nome do ministro da Advocacia-Geral da União (AGU) para a Corte foi rejeitado com 42 votos contrários nesta quarta-feira (29/4), fato que não ocorria desde 1894.
“Essa é a prova de que o governo Lula não tem mais governabilidade”, disse após a sessão do Senado. “Isso tudo é o que se refletiu aqui em plenário hoje, essa grande insatisfação da classe política com o que vem acontecendo e diante da total inércia por parte dessa autocontenção do STF (sic)”, continuou.
“Para mim, com essa votação, o governo acabou. O governo não tem governabilidade, não tem mais a menor condição de tratar de absolutamente nada aqui. Isto é consequência de muita incompetência e de muita corrupção no governo Lula”, afirmou.
A rejeição de uma indicação ao Supremo não ocorria desde 1894, durante a presidência de Floriano Peixoto. A derrota de Messias foi comemorada por opositores ao governo com gritos de “Fora, Lula!”. O AGU recebeu somente 34 votos favoráveis. Houve uma abstenção.
Flávio Bolsonaro disse que o resultado já era esperado. O senador, principal oponente de Lula nas eleições deste ano, considera que a derrota indica que o presidente não será reeleito.
“É um governo que não consegue mostrar tração, não consegue dar uma esperança para a população, não resolve os problemas da sociedade, trata mal a classe política como um todo. Isso aqui é uma prova, sim, de fragilidade do governo Lula. Mas isso aí, eu acho que já era esperado. A única certeza que eu tenho é que a partir de 2027 o Lula não será mais presidente da República, e eu acho só que eu estou errando a data: pode ser a partir de 2026”, afirmou.
O senador disse que, da sua parte, não houve articulação para derrotar o ministro. “Pela primeira vez, eu vi algo acontecendo de forma espontânea. Não teve articulação, pelo menos da minha parte. Não trabalhei pedindo votos contra”, disse
O líder da Oposição no Congresso, Rogério Marinho (PL-RN), afirmou que no início desta semana, após reunião com a bancada junto Flávio Bolsonaro, os parlamentares opositores ao governo tiveram a “convicção” de que teriam grande parte dos votos.