O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) confirmou nesta terça-feira (31/3), durante uma reunião ministerial, que o seu vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB), permanecerá em sua chapa para disputar as eleições 2026.
“O companheiro Alckmin vai ter que deixar o Mdic [Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços] porque ele é candidato a vice-presidente da República outra vez”, anunciou o presidente na reunião com membros de seu governo, no Palácio do Planalto.
Na reunião desta terça-feira, Lula também declarou que 18 dos 38 ministros que do governo deixarão suas posições “por missões muito mais importantes nos próximos meses”, referindo-se às eleições em outubro.
Para concorrer nas eleições em outubro como vice, Alckmin precisará, assim como os demais ministros, se desincompatibilizar do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços até 4 de abril, data limite definida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para que todos os interessados em disputar as eleições deixem suas funções atuais.
A definição veio após setores do PT defenderem nos bastidores um nome do Movimento Democrático Brasileiro (MDB) para ocupar o posto de vice na disputa eleitoral deste ano. O objetivo era que Alckmin ficasse livre para concorrer a uma vaga no Senado em São Paulo, mas Edinho Silva, presidente nacional do partido, declarou que alianças com o MDB se restringiriam aos estados.
Lula já havia declarado no evento de lançamento da pré-candidatura de Fernando Haddad (PT) ao governo de São Paulo que ficaria “imensamente feliz” em ter Alckmin ao seu lado como vice esse ano, mas deixou em aberto a possibilidade remanejá-lo para a disputa pelo Senado. “Haddad precisa de uma chapa para ganhar”, declarou o presidente na ocasião.
No entanto, essa possibilidade foi descartada por resistência do próprio Alckmin, que chegou a dizer que não iria se candidatar a outro cargo caso não fosse colocado como vice ao lado de Lula nas eleições deste ano.