BC, PF e BNDES buscam respaldo de Fachin para medidas contra crimes financeiros

Chefes do Banco Central (BC), da Polícia Federal (PF) e do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) se reuniram com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, nesta segunda-feira (23/3) para tratar de medidas de combate aos crimes financeiros e cibernéticos.

Segundo o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, o encontro serviu para colocar o Judiciário a par do que está sendo planejado para proteger o sistema financeiro. Os órgãos integram um grupo criado para fazer um diagnóstico do tema e propor medidas de enfrentamento às irregularidades.

Além de Mercadante, participaram o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e o presidente do BC, Gabriel Galípolo.

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“O Banco Central está preparando uma série de medidas prudenciais, mas precisa do respaldo da justiça, um respaldo forte para que a gente consiga enfrentar isso”, afirmou Mercadante a jornalistas, ao final da reunião. “Como tem acontecido nesses crimes, tem mecanismos de tentar assaltar, através do Pix, caixas de instituições financeiras. O Banco Central vai apresentar [medidas] ao ministro Fachin para trabalhar junto com o Supremo nesse esforço”.

Conforme Mercadante, é importante que o Judiciário acompanhe as medidas que estão sendo planejadas e saiba o que está sendo feito. Ele não disse se há um prazo específico para as ações.

PF, BNDES e a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) têm um acordo de cooperação técnica para fortalecer ações conjuntas de prevenção e repressão à lavagem de dinheiro, ao crime organizado e aos crimes cibernéticos, com foco na proteção do Sistema Financeiro Nacional.

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A troca de experiências desses órgãos resultou em algumas recomendações aos bancos. “Na alçada para liberar recursos, que [os bancos] tenham mais de uma pessoa responsável, para evitar cooptação pelo crime, que as linhas de defesa cibernética sejam várias na instituição”, disse Mercadante. “E tem medidas que são indispensáveis para que isso possa ser contido e que não se repita, e é isso que o BC vai propor”.

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