Após a internação do ex-presidente Jair Bolsonaro em um hospital em Brasília, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta sexta-feira (13/3) reforço na segurança da unidade de saúde. O magistrado também suspendeu as visitas de aliados políticos que tinham sido autorizadas para a Papudinha, onde o ex-presidente está preso.
Na mesma decisão, Moraes autorizou Michelle Bolsonaro como acompanhante do marido, e a visita dos filhos Flávio, Carlos, Jair Renan, Laura e a enteada Letícia. O ministro proibiu o uso de celulares e equipamentos eletrônicos dentro do quarto do ex-presidente.
Tiveram os encontros com o ex-presidente cancelados:
Bruno Scheid, pecuarista;
Caroline Rodrigues de Toni, deputada federal;
Jorginho dos Santos Mello, governador do Estado de Santa Catarina;
Zucco, deputado federal;
Ricardo de Mello Araújo, vice-prefeito da cidade de São Paulo;
Rodrigo Santana Valadares, Deputado Federal;
Thiago dos Santos Boava, fazendeiro.
Na decisão, Moraes determina a manutenção de, no mínimo, dois policiais militares na porta do quarto do hospital, bem como as equipes que entender necessárias dentro e fora do hospital.
Bolsonaro foi levado ao DFStar nesta sexta-feira (13/3) após mal-estar em sua cela. Os médicos da Papudinha acharam melhor a remoção hospitalar. Já na unidade de saúde, foi constatado um quadro suspeito de broncopneumonia aguda provavelmente por aspiração, por isso, a necessidade da internação. Bolsonaro está preso desde 22 de novembro de 2025 por ter sido condenado por tentativa de golpe de estado pelo STF.