A investigação sobre o Banco Master no Supremo Tribunal Federal (STF) foi redistribuída por sorteio ao ministro André Mendonça na noite desta quinta-feira (12/2). O ministro substitui Dias Toffoli na supervisão dos inquéritos, após reunião dos 10 ministros da Corte.
Segundo nota divulgada pelo STF, o próprio Toffoli pediu para deixar a relatoria, “considerados os altos interesses institucionais”.
Todos os atos já tomados por Toffoli à frente da investigação seguem válidos. A Corte entendeu que não houve suspeição nem impedimento do ministro à frente do caso.
O entendimento preserva as provas e o material já levantada na investigação, que poderia ser anulado caso houvesse o reconhecimento de suspeição. Agora, cabe a Mendonça dar continuidade ao caso.
A reunião dos ministros que definiu a saída de Toffoli do inquérito foi convocada pelo presidente da Corte, Edson Fachin.
Na ocasião, ele apresentou aos colegas um relatório da Polícia Federal (PF) com menções a Toffoli encontradas na investigação do caso Master. Fachin também apresentou aos colegas a resposta que Toffoli deu sobre as informações.
A reunião durou cerca de 3h. Começou no meio da tarde e foi até por volta das 20h30.