O Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master nesta terça-feira (18/11), mesma data em que a Polícia Federal prendeu Daniel Vorcaro, dono da instituição financeira.
Com a liquidação extrajudicial, o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) é acionado para ressarcir os investidores da instituição financeira. O FGC prevê o pagamento de até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ e por instituição bancária, limitados a R$ 1 milhão a cada 4 anos. Quem tinha investimentos acima deste limite no Banco Master não será ressarcido.
A Polícia Federal divulgou que a Operação Compliance Zero, que prendeu Vorcaro, tem o objetivo de combater a emissão de títulos de crédito falsos por instituições financeiras que integram o Sistema Financeiro Nacional.
As investigações tiveram início em 2024, após requisição do Ministério Público Federal, para investigar a possível fabricação de carteiras de crédito insubsistentes por uma instituição financeira. Tais títulos teriam sido vendidos a outro banco e, após fiscalização do Banco Central, substituídos por outros ativos sem avaliação técnica adequada. O Banco Master integraria essa cadeia.
São investigados os crimes de gestão fraudulenta, gestão temerária, organização criminosa, entre outros.
Policiais federais cumprem cinco mandados de prisão preventiva, dois mandados de prisão temporária e 25 mandados de busca e apreensão, além de medidas cautelares diversas da prisão, nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Bahia e no Distrito Federal.
Nesta segunda-feira (17/11) havia sido anunciado que o Banco Master tinha sido comprado pela Fictor Holding Financeira, um grupo desconhecido, e por um investidores árabes. Com a liquidação extrajudicial este negócio não irá se concretizar.