Podemos opta pela neutralidade e Renata Abreu não será vice de Flávio Bolsonaro

O Podemos, partido presidido pela deputada federal Renata Abreu (Podemos-SP), também está prestes a anunciar a neutralidade na disputa presidencial nas eleições 2026. A sigla era uma das últimas alternativas de Flávio Bolsonaro (PL) em busca de uma coligação que pudesse definir um nome para vice, além de aumentar o tempo de rádio e TV do candidato.

Renata Abreu chegou a ser cogitada como uma opção, mas em consulta aos diretórios do partido nos últimos dias, formou-se o entendimento de que a neutralidade era a melhor opção. Foi a mesma postura adotada por outros partidos do chamado Centrão, como a federação União Progressista, o Republicanos e o MDB, que preferiram priorizar a independência nos palanques estaduais a fechar uma coligação a nível nacional com o PL.

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Ex-governador de Minas Gerais e também candidato à presidência, Romeu Zema (Novo) também tentou atrair o Podemos para uma coligação. Ele tinha interesse em ter o empresário Geraldo Ruffino como candidato a vice. O partido, porém, optou por lançá-lo ao Senado por São Paulo e apoiar a reeleição de Tarcísio de Freitas (Republicanos) no estado.

Com mais um revés, Flávio Bolsonaro fica isolado e cada vez mais próximo de uma chapa puro-sangue, com um vice dentro do próprio PL. O Republicanos, presidido por Marcos Pereira, também formalizou nesta semana a neutralidade na disputa presidencial.

É deste partido um dos nomes mais desejados por Flávio Bolsonaro para o posto: a ex-presidente da Caixa Daniella Marques, que assumiu a construção de parte do programa econômico da campanha. Dentro do Republicanos, porém, ela não é vista como um nome que represente a sigla, uma vez que é filiada há pouco tempo.

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O PL também recebeu a negativa da federação União Progressista, formada pelo União Brasil e Progressistas, maior grupo do chamado Centrão. Flávio chegou a convidar e receber um aceite da senadora Tereza Cristina (PP-MS) para ocupar a vice, mas também foi barrada pelo partido.

Após reunião da executiva nacional, o PP entendeu que era mais vantajoso priorizar a construção dos palanques regionais ao invés de uma coligação nacional com o PL. Este foi o mesmo raciocínio adotado por outras siglas, que estão focadas em garantir uma participação relevante no Congresso Nacional, e se desdobram em diferentes alianças, de acordo com a região do país.

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