Zema defende geração de empregos para homens e alega que mulheres têm afazeres em casa

Romeu Zema (Novo), pré-candidato à presidente e ex-governador de Minas Gerais, defendeu nesta segunda-feira (22/6) a geração de empregos para homens jovens, alegando que o foco das mulheres seria a família e os afazeres domésticos. A declaração ocorreu durante o evento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), em Brasília.

“Primeiro, eu lido muito com homens. As mulheres têm outras atribuições em casa, têm filhos, têm uma diferença muito grande com relação aos homens”, disse o pré-candidato do Novo.

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Segundo Zema, o governo federal tem uma política “populista” e “paternalista”, o que prejudicaria o desenvolvimento profissional da população mais jovem, que se acomodaria ao receber benefícios sociais.

Nesse contexto, o pré-candidato propôs a criação de um “prêmio” de R$ 5.000 para beneficiários que deixarem o Bolsa Família e conseguirem um emprego formal. De acordo com ele, o valor seria compensado por meio dos impostos e contribuições pagos pelo trabalhador na condição de celetista.

Vale lembrar que as regras atuais do Bolsa Família não impedem que o beneficiário esteja empregado. O critério para corte do programa é a renda familiar mensal.

“Nós temos que incentivar as pessoas saírem [do Bolsa Família], nós temos de criar algum mecanismo, porque hoje as pessoas estão se recusando [a trabalhar], elas querem ficar nessa zona de conforto que se criou e isso perpetua uma geração que, eu tenho denominado, quase que de imprestáveis, porque daqui a cinco, dez anos ninguém se qualificou, ninguém está preparado para o mercado de trabalho, cada vez que demanda mais conhecimento”, acrescentou Zema.

Questionado sobre a possível aprovação da proposta de emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6×1 e estabelece um limite de 40 horas semanais, o ex-governador de Minas afirmou que o brasileiro está mais preocupado em pagar as dívidas.

“Temos um povo que muitas vezes não é tão crítico porque tá tão apertado, precisando trabalhar tanto para pagar as contas e as dívidas que deixa esse tipo de coisa de lado”, enfatizou.

Durante o evento, a CNI apresentou um documento aos presidenciáveis com a agenda da indústria para o Brasil, que inclui tópicos como a necessidade de revisão de programas e benefícios sociais, como o Benefício de Prestação Continuada (BPC), além da revisão ou extinção do abono salarial.

A CNI ainda criticou o arcabouço fiscal aprovado em 2023, que não teria capacidade de conter o aumento de gastos e controlar a dívida pública, que atingiu 78,6% do PIB em 2025.

No caso da dívida pública, o pré-candidato do Novo afirmou que uma solução viável seria a venda de empresas públicas para quitar os débitos federais.

“Não existe vaca sagrada quando se diz respeito a estatal […] No Brasil vou privatizar tudo também. Nós não vamos perder essa oportunidade e aplicar esse recurso para abater a dívida e investir em infraestrutura. Hoje nós temos estatais que são estratégicas apenas para os políticos”, enfatizou.

Zema fez menção ainda a uma suposta “gastança” do governo do presidente Lula (PT) e pontuou a necessidade de reformas em áreas como a Previdência para garantir o equilíbrio fiscal.

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No momento de pré-campanha, Romeu Zema tem buscado apoio de setores considerados estratégicos em diferentes regiões do país. Nos últimos dias, esteve em Pernambuco para conhecer representantes do setor têxtil e pretende realizar novas agendas ainda no interior de São Paulo e em outros estados do Nordeste.

O pré-candidato do Novo se colocou como uma das possibilidades dentro do campo da direita e não descartou uma aliança com o pré-candidato Ronaldo Caiado (PSD), ex-governador de Goiás, em um eventual segundo turno.

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