Flávio Bolsonaro propõe suspender reforma tributária e reduzir IVA a 20%

Em evento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), o pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), reforçou sua proposta de suspender a atual reforma tributária. Segundo ele, sua posição não seria contra a ideia da reforma em si, mas a favor de rever o regramento aprovado pelo Congresso. 

Na avaliação do pré-candidato, a mudança nas regras teria sido afetada pelo lobby de grandes setores econômicos. Com a revisão, segundo ele, seria possível reduzir o IVA a 20%.

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“Quando eu falo de suspender a regulamentação da reforma tributária, é para dar tempo para a gente fazer uma reforma tributária negativa, com redução de carga tributária ao longo dos anos, com previsibilidade, com ajuste fiscal”, argumentou.

Flávio Bolsonaro ainda relacionou a alta carga tributária à taxa de juros. “É com isso [redução de exceções] que eu vou trabalhar incansavelmente, dando previsibilidade, fazendo uma reforma tributária que aponte para a redução de juros ao longo do tempo”, defendeu.

A fala de Flávio Bolsonaro sobre o novo modelo tributário, veio em resposta ao questionamento de Armando Monteiro, conselheiro emérito da CNI, sobre o posicionamento. A indústria foi o principal setor que atuou favoravelmente à reforma.

“O projeto não foi desfigurado. Longe disso. Os eixos principais da proposta foram preservados. […] Na visão da indústria, essa reforma apresenta ganhos indiscutíveis, inclusive de simplificação e transparência, reduz custos operacionais das empresas e reduz potencialmente esse imenso contencioso tributário que o Brasil tem”, disse Monteiro.

Taxa de juros

Flávio Bolsonaro defendeu também o corte de gastos como forma de reduzir a taxa de juros. Ele argumentou que, hoje, a taxa de juros favorece a especulação financeira em detrimento da geração de empregos. “Hoje o Brasil virou um país de rentistas. Um governo que diz lutar pelos pobres, o governo Lula é amado pelos bancos. Eles tiveram recorde de R$ 255 bilhões em lucros em 2025. Estão muito felizes”, criticou.

Desregulamentação

O pré-candidato prometeu promover uma desregulamentação geral, revogando decretos e portarias que incidem sobre as empresas. “Vamos fazer um grande tesouraço na primeira oportunidade que nós tivermos para revogar milhares dessas normas regulamentadoras, instruções normativas, portarias, decretos que são inúteis, que servem para atrasar. Vamos criar aquela prática de que, para criar uma nova norma regulamentadora, vai ter que revogar duas”, propôs.

Ele ainda disse que vai rever a regulamentação ambiental do país para facilitar o licenciamento de empreendimentos. Segundo ele, a atuação de órgãos ambientais, como o Ibama e o ICMBio, está excessivamente “ideologizada”. “Se você quer investir em qualquer coisa que vai gerar emprego, é licença municipal, licença estadual, são os órgãos de controle perturbando”, criticou.

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