O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, deixará o cargo na semana que vem, disseram ao JOTA pessoas ligadas a ele e fontes do governo Lula. A expectativa geral é que Haddad dispute o governo de São Paulo, um anúncio que na semana passada era tratado no Palácio do Planalto como “questão de tempo”. Porém, as fontes afirmam até o momento que o martelo não está totalmente batido.
O desejo de Lula e as pressões do PT para que ele concorra ao Palácio dos Bandeirantes na próxima eleição já são conhecidos. Da mesma forma, a pouca empolgação do ministro em concorrer ao cargo contra o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), com grandes chances de sofrer uma nova derrota nas urnas. Porém, os relatos mais recentes dão conta de que, após várias rodadas de conversas, o presidente e a cúpula do partido estariam próximos de fechar um acordo com Haddad.
Lula vê Haddad como peça-chave para ter um desempenho eleitoral minimamente aceitável em São Paulo na eleição presidencial. Em 2022, ele obteve 44,76% dos votos no Estado, contra 55,24% de Jair Bolsonaro no segundo turno. Na disputa ao governo, o quadro foi semelhante, com Tarcísio conquistando 54,41% do eleitorado contra 45,59% de Haddad. Lula e o PT têm como meta no mínimo repetir esse desempenho para assegurar a reeleição do presidente. O atual cenário, no entanto, mostra-se mais adverso para o campo petista.
Pesquisa Datafolha divulgada no último fim de semana mostra um cenário em que Tarcísio tem 44% das intenções de voto no primeiro turno, contra 31% de Haddad. Em um eventual segundo turno, o atual governador bateria o ministro com 52% das intenções de voto contra 37%.