Cejuscs do TRT-15 superam 20 mil conciliações e movimentam R$ 1,27 bilhão em 2025
anasiqueira
Ter, 03/03/2026 – 17:54
Com 14 Centros Judiciários de Métodos Consensuais de Solução de Disputas (Cejuscs-JT) na jurisdição de 1º grau e mais uma unidade no 2º grau, o Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região reforçou, em 2025, sua política de tratamento adequado de conflitos como instrumento estratégico de efetividade e pacificação social. No período de 1º de janeiro a 31 de dezembro foram realizadas 40.076 audiências, que resultaram em 20.297 acordos, alcançando índice médio de conciliação de 50,65%. Ao todo, os valores homologados somaram R$ 1.272.699.214,53.
Os números ganham ainda mais relevância quando analisados no contexto geral da prestação jurisdicional. Em 2025, o Tribunal destinou R$ 6,2 bilhões aos reclamantes. Desse total, R$ 3,1 bilhões – o equivalente a 50% – foram viabilizados por meio da conciliação. Desse montante conciliado, R$ 1,27 bilhão (cerca de 41%) teve atuação direta dos Cejuscs, que, sozinhos, responderam por aproximadamente 20% de todo o valor distribuído pelo Tribunal no ano.
Para a presidente do TRT-15 e coordenadora do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec), desembargadora Ana Paula Pellegrina Lockmann, os números revelam a importância que tem a política consensual de solução de conflitos no TRT-15. “A conciliação é uma diretriz permanente do tribunal. Mais do que números expressivos, esses resultados demonstram uma Justiça que dialoga, que constrói soluções e que entrega respostas mais céleres e eficazes à sociedade.”
Índices de conciliação superiores a 55%
Nos Cejuscs de 1º grau, foram realizadas 36.834 audiências, com 18.545 conciliações e índice médio de 50,35%. Os acordos firmados totalizaram R$ 971,5 milhões, além de R$ 97,5 milhões destinados ao INSS e R$ 82,9 milhões em Imposto de Renda.
Três unidades se destacaram ao superar a marca de 55% de índice de conciliação. Com 63,41%, o Cejusc de São José do Rio Preto alcançou o maior percentual proporcional de acordos do tribunal, ao realizar 2.760 audiências no ano, que resultaram em 1.750 conciliações, totalizando R$ 95 milhões em valores homologados. Em segundo lugar, o Cejusc de São José dos Campos atingiu índice de conciliação de 59,74%, com 3.107 audiências e 1.856 acordos firmados, distribuindo R$ 76,3 milhões. Com 2.327 audiências realizadas e 1.287 conciliações, o Cejusc de Bauru atingiu índice de 55,31% e ficou em terceiro lugar do ranking. Foram homologados R$ 75,7 milhões aos reclamantes. Nessa variável, merece destaque o Cejusc de Campinas, que alcançou o maior valor, cerca de R$ 179,8 milhões, resultado de 2.057 acordos em 4.452 audiências realizadas.
Já o Cejusc de 2º grau alcançou 54,04% de índice de conciliação, com 1.752 acordos firmados em 3.242 audiências realizadas, movimentando R$ 301 milhões. Foram destinados R$ 8,6 milhões para o INSS e R$ 4,7 milhões para o Imposto de Renda.
A vice-coordenadora do Nupemec, desembargadora Ana Claudia Torres Vianna, destaca que os resultados demonstram o enraizamento da cultura da conciliação na atuação dos Cejuscs. “O elevado índice alcançado por diversas unidades revela comprometimento técnico, diálogo institucional e confiança das partes no método consensual.” Para o vice-coordenador do Nupemec, desembargador Fábio Bueno de Aguiar, a conciliação no segundo grau reafirma que o diálogo é possível em qualquer etapa do processo. “Além de reduzir o tempo de tramitação, os acordos nessa fase garantem maior previsibilidade e efetividade às decisões.”
Ao longo de 2025, os Cejuscs atenderam 155.301 pessoas, com a atuação direta de 61 magistrados e 32 servidores, reforçando o compromisso institucional com a solução célere, segura e socialmente responsável dos conflitos trabalhistas.