Após aparecer numericamente à frente de Lula em pesquisas divulgadas na semana passada, Flávio Bolsonaro buscou demonstrar união no campo da centro-direita no ato da avenida Paulista organizado pelo deputado Nikolas Ferreira, no domingo (1º).
União foi também o que o ex-presidente Jair Bolsonaro pediu em uma carta divulgada horas antes — e Flávio prometeu que, em janeiro do ano que vem, levará o pai para subir a rampa do Planalto “junto com o povo brasileiro”.
A contar de quarta-feira (4), faltam sete meses para o primeiro turno.
Boa leitura e boa semana.
1. O ponto central: Mãos dadas
Trajando um colete à prova de balas sob uma camisa da seleção brasileira, o senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro fez um discurso de forte tom eleitoral na avenida Paulista.
“Quero compartilhar com vocês o que disse para o meu pai agora quarta-feira. Eu falei: ‘Pai, em janeiro de 2027, você vai pessoalmente subir aquela rampa do Planalto junto com o povo brasileiro’”, declarou Flávio, segundo o Estadão (com paywall).
Ele também retomou o lema da campanha de Jair Bolsonaro: “Brasil acima de tudo, Deus acima de todos”, clamou ao encerrar sua fala.
Por que importa: Organizado pelo deputado Nikolas Ferreira, o ato em São Paulo contou com a participação de figuras do campo da direita que protagonizaram brigas internas, como o pastor Silas Malafaia, e também de outros presidenciáveis, como os governadores Ronaldo Caiado (PSD-GO) e Romeu Zema (Novo-MG).
“Nikolas, muito obrigado por existir e por estar conosco ombro a ombro”, agradeceu Flávio no discurso, conforme a Folha de S.Paulo (com paywall).
Cacifado como principal articulador da direita após a marcha que organizou a Brasília, o deputado mineiro também discursou: “O destino do Alexandre de Moraes não é impeachment, não”, disse. “O destino do Alexandre de Moraes é cadeia”, ele continuou, conforme o jornal paulista (com paywall).
Em carta divulgada antes do ato, o ex-presidente Jair Bolsonaro pediu união no campo da direita, registra O Globo (com paywall).
“Dirijo-me a todos que comungam conosco dos mesmos valores — Deus, pátria, família e liberdade — para dizer que lamento as críticas da própria direita dirigidas a alguns colegas e à minha esposa”, escreveu.
UMA MENSAGEM DO MOVIMENTO BRASIL PELA INOVAÇÃO
PL da Inovação pode pôr fim a um atraso injusto
Fotomontagem: Gabriella Sales e Ca Aulucci/JOTA
O chamado PL da Inovação (5810/2025) corrige uma distorção: hoje, um pedido de patente no Brasil perde anos de exclusividade por causa da morosidade do INPI (Instituto Nacional da Propriedade Industrial). Um dos exemplos é o caso da polilaminina, com potencial para tratar lesão medular, cujo registro de patente levou quase 17 anos para ser aprovado.
Para impedir esse tipo de situação, o projeto estabelece o PTA (Patent Term Adjustment). O mecanismo usado em países como Estados Unidos permite recuperar até cinco anos da patente quando o atraso no registro for de responsabilidade do Estado.
“Com regras claras e previsíveis, o PL da Inovação aumenta a confiança de investidores e estimula a inovação. Isso nos torna mais atrativos a investimentos e nos aproxima das melhores práticas internacionais de proteção à propriedade intelectual”, afirma Thiago Falda, porta-voz do Movimento Brasil pela Inovação.
Ao proteger a inovação em todos os segmentos da indústria, o PL beneficia a sociedade ao:
dar segurança ao investidor;
estimular novas tecnologias, e;
permitir que os projetos saiam do papel e cheguem às pessoas em um ciclo contínuo.
2. O cálculo à frente
O governador Romeu Zema tira selfie na avenida Paulista / Crédito: Reprodução/Instagram
Fortalecido após as pesquisas divulgadas na semana passada, Flávio busca ampliar seu capital político e atrair aliados de peso, Daniel Marcelino, Beto Bombig e Marianna Holanda analisam no JOTA PRO Poder.
O senador acrescentou ao arsenal a intenção de apresentar uma PEC para extinguir a reeleição apenas para presidente da República.
O tema está longe de ser novidade em campanhas eleitorais, mas ressurge agora como peça de engajamento e articulação no tabuleiro político.
Por que importa: O movimento é interpretado como gesto estratégico para consolidar apoios e reorganizar o campo da centro-direita.
Ao sinalizar o fim da reeleição, o senador busca reduzir incertezas entre lideranças que hoje hesitam em aderir com disposição ao ticket bolsonarista por receio de ficarem fora do jogo em eleições futuras.
O texto ainda precisa se materializar — depende da coleta de assinaturas e de ser protocolado —, mas, neste momento, o posicionamento pode ser tão relevante quanto a própria ação.
O gesto tem potencial para influenciar aliados e calibrar movimentos no campo oposicionista.
Com esse movimento, Flávio espera engajar Tarcísio de Freitas em sua campanha, pois depende de uma boa votação em São Paulo.
Do lado do governador, aliados interpretaram a promessa como uma disposição do senador de manter Tarcísio no jogo eleitoral com vistas à sucessão de 2030.
Poucas horas depois da conversa entre ambos, no Palácio dos Bandeirantes, Tarcísio fez um discurso na Alesp elogiando Flávio e saudando-o como candidato a presidente.
O presidenciável também anunciou que o governador será o coordenador de sua campanha em São Paulo.
🔭 Panorama: Desde que foi aprovada a emenda que prevê a reeleição, o Congresso já tentou diversas vezes modificar a regra.
Na mais recente, a CCJ do Senado aprovou uma PEC que acaba com a reeleição e unifica futuramente as disputas em intervalos de cinco anos.
Sem apoio, a proposta não prosperou.
O texto, a princípio, enfrentaria menos resistência por propor o fim da reeleição apenas para presidente da República.
Mas é um tema complexo que, mesmo com o apoio do presidente do Senado, tem dificuldade de avançar: em 2024, Rodrigo Pacheco, à frente da Casa, disse que seria uma prioridade da sua gestão.
Para além da costura política, o aceno também mira o eleitorado que enxerga com simpatia o fim da reeleição como mecanismo de renovação institucional e de redução do incumbente.
Historicamente, porém, a opinião pública oscilou. O histórico revela que o debate sobre reeleição é menos estrutural e mais conjuntural, reage ao humor do eleitorado e ao desempenho do governo de turno.
3. Um vice para Haddad
Lula se dirige a Haddad durante reunião ministerial / Crédito: Diogo Zacarias/Ministério da Fazenda – 25.mai.2023
Lula e Fernando Haddad avançaram na formação da chapa ao governo de São Paulo e devem seguir a estratégia que levou o petista à Presidência pela primeira vez, em 2002, quando teve como vice o empresário José Alencar, Beto Bombig e Marianna Holanda escrevem no JOTA.
Em conversa na quinta (27), em Brasília, o ministro da Fazenda afirmou que deve aceitar concorrer ao Bandeirantes desde que possa contar com aliados que ampliem apoios para além do campo da esquerda.
A assessoria de Haddad negou que ele e Lula tenham chegado a um acordo quanto ao futuro eleitoral do ministro.
Por que importa: Ambos avaliam que somente a formação de uma chapa que dialogue com amplos setores da sociedade poderá fazer frente ao favoritismo de Tarcísio de Freitas (Republicanos), segundo interlocutores.
Um dos nomes cogitados nos bastidores é o do presidente da Fiesp, Paulo Skaf, que já concorreu ao governo paulista três vezes e obteve seu melhor resultado em 2014 — quando foi o segundo colocado, com 4,6 milhões de votos, mas o então governador Geraldo Alckmin se reelegeu no primeiro turno.
Se as negociações avançarem, Skaf deverá deixar o Republicanos e se filiar a algum outro partido com mais chances de integrar a coligação a ser formada em torno de Haddad em São Paulo, que deverá ter o PSB e o PSOL.
Por ora, os demais nomes colocados à mesa são Simone Tebet, ministra do Planejamento; Marina Silva, ministra do Meio Ambiente; e Márcio França, ministro do Empreendedorismo.
Tebet, que deve deixar o MDB, é quem tem mais chances de romper a bolha petista, mas ela, com anuência de Lula, está mais inclinada a concorrer ao Senado.
O principal desafio da eventual candidatura Haddad é conquistar votos no interior paulista.
Para essa missão, ele deverá contar com a ajuda de Alckmin.
No entanto, a ideia é que a chapa tenha um vice que também some apoios e votos nesse sentido.
Ou seja, alguém que possa atrair o “eleitor de centro” ou “conservador”, na definição de um dirigente partidário.
4. ‘Nexo causal’
O senador Fabiano Contarato, presidente da CPI do Crime Organizado / Crédito: Alessandro Dantas/PT
O presidente da CPI do Crime Organizado, Fabiano Contarato (PT-ES), disse que o colegiado estuda como reagir às decisões do Supremo Tribunal Federal contra requerimentos aprovados pelos senadores, Maria Eduardo Portela escreve no JOTA PRO Poder.
O ministro André Mendonça decidiu que os irmãos de Dias Toffoli não são obrigados a comparecer à CPI.
Em paralelo, Gilmar Mendes anulou a quebra dos sigilos bancário da empresa Maridt, que tem Dias Toffoli entre os sócios. Leia mais.
Segundo Contarato, há um “nexo causal” entre as investigações envolvendo o Master e as atribuições da CPI, que investiga a infiltração do crime organizado no mercado financeiro.
“A decisão judicial do ministro [Gilmar Mendes] do Supremo Tribunal Federal adotou interpretação diferente”, disse.
“Ainda não fomos intimados, e, tão logo haja a comunicação oficial, darei conhecimento aos membros da Comissão e avaliaremos com responsabilidade os caminhos processuais cabíveis.”
⏩ Pela frente: A próxima reunião da CPI está prevista para amanhã (3), ainda sem pauta divulgada.
Aliás… A Câmara deve aprovar nesta semana a PEC da Segurança Pública.
A proposta foi enviada pelo Executivo em abril do ano passado e é uma das principais bandeiras de Lula na campanha para o tema.
O texto foi e continua sendo modificado pelos deputados na comissão especial.
Na tarde de sexta (27), as equipes técnicas do relator, Mendonça Filho, e da Justiça debatiam detalhes finais.
A principal divergência é a previsão de um plebiscito para redução da maioridade penal, incluída na PEC por Mendonça no fim do ano passado — o trecho é polêmico e terá dificuldades no plenário.
A ideia é votar a proposta na comissão especial na quarta (4) pela manhã e, à noite, no plenário.
5. Riscos e oportunidades
Celso Amorim em evento em Brasília / Crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil
“O que mais me preocupa é o Oriente Médio”, avaliou Celso Amorim em entrevista ao JOTA na última quinta (26), antes dos ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã.
“Quando vejo autoridades israelenses falando em um ‘grande Israel’, que implica ampliar o território no Oriente Médio, acho que há aí um fator que pode levar a uma guerra mundial”, declarou à editora-executiva do JOTA PRO, Julianna Sofia, e à analista Vivian Oswald.
Ouça a íntegra no Spotify.
🔭 Panorama: Diplomata experiente e o mais longevo chanceler do país, Amorim fez uma avaliação da ordem mundial e reconheceu que todos os atos dos Estados Unidos de Donald Trump afetam, de alguma maneira, o Brasil e suas relações com o restante do mundo.
“Claro que me preocupo com o que ocorreu na Venezuela, que isso não pode se repetir; me preocupo com o estrangulamento de Cuba, embora também critique o governo e ache que seja preciso mudança, mas não dessa maneira”, disse.
Diante de negociações para um encontro entre Lula e Trump em Washington, ele não descarta os riscos de interferência americana no processo eleitoral brasileiro, ao mesmo tempo em que afirma que o Brasil tem se preparado para esse cenário.
Para Amorim, Lula tem encarado a realidade sem bravatas, mas também sem medo — mensagem que o próprio presidente americano já teria compreendido.
“Eu acho que risco de intervenção sempre tem, de um lado ou de outro, né? E nós temos que estar preparados para nos defender, como, aliás, ocorreu no passado.”
Sim, mas… Para Amorim, há também muitas possibilidades de cooperação entre dois grandes países com uma relação histórica, e a criação de um acordo de combate ao crime organizado é uma delas.
Em sua avaliação, ainda existem “concepções diferentes”, e os americanos têm enviado emissários ao Brasil para dialogar.
“Por exemplo, nós não misturamos o narcotráfico, o crime organizado, com o terrorismo”, afirmou.
Segundo ele, é possível conciliar visões distintas.
“A política internacional é assim: uma conciliação de visões diferentes, sempre procurando encontrar uma solução pacífica. Uma solução pacífica não só no sentido de não armada, não militar, mas que seja boa para os dois.”
6. Consequências imprevisíveis
Iranianos nas ruas de Teerã após os ataques de Estados Unidos e Israel / Crédito: Majid Saeedi/Getty Images
Estados Unidos e Israel iniciaram no fim de semana uma ofensiva militar com o objetivo de derrubar o regime no Irã, que culminou até o momento na morte do líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei.
O conflito entra no terceiro dia e já desencadeou uma série de retaliações, ganhando escala com grande potencial de impacto mundial.
Por que importa: Ainda há muita incerteza sobre as consequências da guerra, principalmente sobre a queda de fato do regime iraniano.
Apesar de enfraquecido e impopular, a tendência até o momento é de resistência por parte do Irã.
O governo americano diz, ainda a partir de fontes anônimas, que uma nova liderança deve assumir o poder com maior disposição de negociar com os Estados Unidos.
Enquanto isso não acontece, Trump promete manter os ataques.
Sim, mas… As consequências são imprevisíveis.
Para Trump, é uma guerra de “tudo ou nada”.
Ao buscar uma mudança no regime, ele sairá vitorioso apenas se atingir o objetivo.
Internamente, qualquer outro resultado vai cobrar dele o preço da derrota.
Já para Israel, o enfraquecimento iraniano, e a abertura de divisões internas, é uma vitória.
🌍 Impacto global: Os preços de energia dispararam após os ataques.
O Brent já ultrapassa US$ 80 o barril na abertura da Ásia, alta de até 13%, maior nível em mais de um ano.
A escalada militar pressiona os mercados globais e eleva o risco de choque inflacionário.
Cessou o tráfego no estreito de Hormuz (por onde passam cerca de 20% do petróleo no mundo), ampliando temores sobre a oferta.
Para o governo brasileiro, acende o alerta sobre o impacto nos preços dos combustíveis, ainda mais no contexto de um ano eleitoral.
7. Mais um passo na tributária
O assessor da Secretaria Executiva da Fazenda, João Pedro Nobre, em evento no JOTA / Crédito: Paulo Negreiros/JOTA
O texto de regulamentação do IBS e da CBS está praticamente concluído, mas a data de sua publicação ainda é incerta, Katarina Moraes escreve no JOTA PRO Tributos.
A expectativa do Ministério da Fazenda que as negociações sejam concluídas após a eleição da presidência do recém-instalado Comitê Gestor do IBS, marcada para amanhã (3), com possibilidade de publicação da regulamentação até o fim do mês.
Por que importa: Embora os entes federados estejam empenhados, a finalização esbarra na necessidade de consenso político envolvendo pontos estruturais, dentre eles a gestão dos cadastros fiscais entre os três níveis de governo e interpretações ligadas aos regimes imobiliário e aduaneiro.
Segundo o assessor da Secretaria Executiva do Ministério da Fazenda, João Pedro Nobre, cerca de oito pontos estão pendentes, conforme avaliação apresentada por ele no evento Diálogos Tributários, do JOTA, na última quarta (25).
Segundo Nobre, o regulamento em elaboração deve funcionar como uma espécie de “manual” operacional do novo sistema tributário, abrangendo dispositivos das leis complementares 214 e 227, que estruturam o novo modelo.
Inicialmente, a equipe econômica avaliava submeter a regulamentação da LC 214 à consulta pública antes da publicação final, mas o cronograma foi revisto diante do prazo apertado para a implementação da reforma.
⏩ Pela frente: A expectativa do governo é concluir o processo até o final de março, visando a segurança jurídica e os testes das obrigações acessórias antes do início efetivo da transição.
Isso porque, no primeiro ato conjunto da Receita Federal e do Comitê Gestor, publicado em dezembro, ficou estabelecido que os contribuintes terão três meses, contados a partir da publicação dos regulamentos, para se adaptar, sem precisar recolher o IBS e a CBS e nem sofrer penalidades.
8. Agenda BSB: Resoluções do TSE e mais
O Tribunal Superior Eleitoral retoma hoje (2), a partir das 19h, a votação das regras das eleições de 2026. Entre as principais resoluções em discussão estão a que define o calendário, a das ações eleitorais e a de propaganda eleitoral, especialmente por conta do uso de inteligência artificial generativa, a derrubada de conteúdos e o impulsionamento pré-campanha de posts contra o governo.
A Câmara incluiu na pauta desta semana o projeto que trata dos regimes de resolução bancária (PLP 281/2019) após decisão da reunião de líderes. O tema ganhou força em meio ao escândalo do Master, e a Fazenda espera aprová-lo sem interferências políticas. Apesar de entrar na pauta, está no item 10, o que sinaliza que não deve ser votada agora — apenas se houver uma inversão de pauta —, mas trata-se de um movimento importante.
A PEC que prevê o fim da escala 6×1 começa a andar na CCJ também nesta semana. O colegiado deve aprovar um calendário dos trabalhos, que terá, ao menos, quatro sessões de audiências públicas. A expectativa dos deputados é de que o texto já comece a ser amplamente discutido no colegiado que deve analisar a admissibilidade da matéria. Motta quer que o texto passe no plenário em maio.
Enquanto isso, as frentes parlamentares organizam debates sobre o tema durante esta semana. Um jantar hoje (2) reunirá presidentes de diferentes grupos. Estão confirmados: Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), Frente Parlamentar do Empreendedorismo (FPE), Frente Parlamentar Mista do Ambiente de Negócios (FPN), Frente Parlamentar pelo Livre Mercado (FPLM) e Frente Parlamentar pelo Brasil Competitivo (FPBC). Amanhã (3), durante o almoço, a FPA junto à Coalizão das Frentes do Setor Produtivo realizam um novo debate em sua sede sobre a modernização da jornada de trabalho.
A Comissão de Relações Exteriores do Senado irá analisar na quarta (4) o PDL 41/2026, que estabelece o acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia. A expectativa é de que a matéria vá a plenário ainda em março. No Senado, a relatora será a senadora Tereza Cristina (PP-MS), vice-presidente da FPA, que tem demonstrado preocupação com a possibilidade de suspensão dos benefícios tarifários.
O presidente da Dataprev, Rodrigo Ortiz D’Avila Assumpção, prestará informações à CPMI do INSS hoje (2). Ele deve ser questionado sobre possíveis fragilidades do sistema da empresa pública na gestão dos dados da Previdência Social. Além de Assumpção, a CPMI espera ouvir Aline Barbara Mota de Sa Cabral, ex-secretária do “Careca do INSS”, e o advogado Cecílio Galvão.
Uma reunião interministerial está prevista para amanhã (3), no Planalto, para discutir a posição do governo sobre o PLP 152/2025, que propõe a regulação dos trabalhos intermediados por aplicativos. A conversa foi chamada pela ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann. Também devem participar da reunião os ministros Guilherme Boulos (Secretaria-Geral da Presidência); Luiz Marinho (Trabalho) e Wolney Queiroz (Previdência), além de representantes da Fazenda e da Casa Civil. Da Câmara, serão convidados Hugo Motta, o relator do projeto, deputado Augusto Coutinho, e o presidente da comissão especial, Joaquim Passarinho.