Lula oficializa indicação de Boulos como ministro-chefe da Secretaria-Geral da República

O Palácio do Planalto anunciou nesta segunda-feira (20/10), a nomeação do deputado federal Guilherme Boulos (PSol-SP) para o cargo de ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República (SGP). O deputado irá substituir o atual chefe da pasta, Márcio Macêdo. A nomeação feita pela presidente Lula (PT) deve ser publicada no Diário Oficial da União nos próximos dias.

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O psolista esteve cotado para o cargo há algum tempo e teve o nome cotado nos vários ensaios do governo para uma reforma ministerial. Desta vez, o anúncio da indicação de Boulos marca mais uma ação estratégica do governo para se alinhar às pautas de esquerda e ao eleitorado mais jovem diante das eleições que se aproximam. Boulos ficou conhecido como “líder dos sem-teto” e agora será responsável pela articulação do governo com a sociedade civil.

Nos últimos meses, o parlamentar se destacou como uma voz ativa contra a PEC da Blindagem, que pretendia aumentar a imunidade parlamentar, e contra os movimentos pró anistia, articulados pela direita.

Agora como ministro, além de coordenar as relações com a sociedade civil e entidades populares, ele será responsável por desenvolver políticas públicas voltadas a este grupo.

Quem é Guilherme Boulos

Aos 43 anos, Boulos ocupa o primeiro mandato como deputado federal. Foi eleito em 2022 com mais de 1 milhão de votos, sendo o mais votado do estado de São Paulo. Na Câmara, entre 2023 e 2024, assumiu a liderança da bancada do PSol, partido que integra desde 2018.

O histórico de militância do parlamentar começou na década de 1990. Aos 15 anos, ele ingressou no movimento estudantil. No início dos anos 2000, passou a integrar o MTST. Em 2003, teve papel de destaque na coordenação da invasão a um terreno da Volkswagem, em São Bernardo do Campo e se tornou conhecido.

O primeiro cargo eletivo foi disputado somente em 2018, quando concorreu à Presidência da República. Sua vice era Sônia Guajajara, hoje, ministra dos Povos Indígenas. Na eleição seguinte, em 2020, concorreu à prefeitura de São Paulo, chegando ao segundo turno contra Bruno Covas (PSDB).

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Já eleito deputado, Boulos voltou a disputar São Paulo, em 2024. Desta vez, em aliança com o PT, tendo a ex-prefeita Marta Suplicy como candidata a vice. Ele protagonizou a eleição de primeiro turno mais acirrada da história da capital e foi ao segundo turno contra Ricardo Nunes (MDB) com uma diferença de apenas 0,41 ponto percentual, cerca de 25 mil votos. O deputado, no entanto, foi derrotado pelo atual prefeito paulista.

O que faz o secretário-geral da Presidência?

A SGP funciona no Palácio do Planalto, junto à Casa Civil, ao Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e às secretarias de Comunicação Social (Secom) e Relações Institucionais (SRI) e ao Gabinete de Segurança Institucional (GSI).

A pasta tem a função de coordenar as relações do governo com a sociedade civil e a juventude e formular políticas públicas voltadas para esses grupos. Cabe ainda à secretaria liderar debates sobre plebiscitos e referendos, fomentar instrumentos de consulta popular, incentivar processos de participação social e articular agendas com movimentos sociais.

A SGP também é responsável por estabelecer diretrizes para a gestão de parcerias entre o governo federal e organizações da sociedade civil, promover ações de educação popular e de fortalecimento de mecanismos democráticos de diálogo.

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