Deputada e demais brasileiros presos por Israel em flotilha serão deportados

Após quase uma semana detidos na prisão de Ketziot, no deserto de Negev, os 13 brasileiros presos pelas forças militares de Israel serão deportados nesta terça-feira (7/10). O Itamaraty anunciou que a deputada Luizianne Lins (PT) e os demais ativistas presentes em embarcação da Global Sumud Flotilha para levar ajuda humanitária à Faixa de Gaza foram libertos após negociações conduzidas pela Embaixada Brasileira em Tel Aviv.

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Em nota, o Itamaraty reforçou o objetivo pacífico da flotilha e o posicionamento do governo brasileiro em relação aos bloqueios a Gaza. “A flotilha Global Sumud, integrada por mais de 40 embarcações e 420 ativistas de diferentes nacionalidades, tinha caráter pacífico e tentava levar ajuda humanitária à Faixa de Gaza quando foi interceptada em águas internacionais por forças militares do Estado de Israel. O Brasil conclama a comunidade internacional a exigir de Israel a cessação do bloqueio a Gaza, por constituir grave violação ao direito internacional humanitário”.

Os 13 ativistas já foram levados até a Jordânia, onde estão sendo transportados pela Embaixada Brasileira no país. Em comunicado nas redes sociais, a deputada Luizianne Lins denuncia as condições às quais foram submetidos os integrantes da flotilha, como o uso de violência psicológica, falta de tratamento médico e audiências judiciais sem representantes legais. A Embaixada averiguou que a alimentação e tratamento para os ativistas era insatisfatória.

O centro jurídico Adalah, organização que representa capturados em Israel, também identificou maus-tratos aos ativistas ao afirmar que foram forçados a permanecer em posições dolorosas por horas, lhes foram negados acesso a suprimentos essenciais, e principalmente mulheres sofreram tratamento.

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se pronunciou na tarde de segunda-feira (6/10) condenando as ações de Israel e classificando-as como violação das leis internacionais. O Itamaraty já havia configurado os atos do governo israelense como grave violação ao direito internacional, incluindo o direito de navegação marítima, garantido pela Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar (CNUDM).

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