A Casa JOTA recebeu o lançamento do Max Planck Law no Brasil na terça-feira (29/7), em Brasília. A cerimônia marcou a aproximação entre a rede jurídica Max Planck e instituições brasileiras, com a criação de um centro da organização no país e a expansão de iniciativas voltadas à América Latina. O evento foi realizado em parceria com o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
A rede engloba 11 institutos da Sociedade Max Planck dedicados à pesquisa em Direito. No Brasil, a unidade do instituto está prevista para ser em São Paulo.
Ministro Luís Roberto Barroso falou no evento. Crédito: Rômulo Serpa/JOTA
Na cerimônia, o presidente do STF, ministro Luís Roberto Barroso, disse que o lançamento marca um contraponto ao avanço global do anti-intelectualismo e é uma “celebração do conhecimento, da pesquisa, da educação e do compartilhamento de ideias”.
“Vivemos na economia do conhecimento, da inovação, da tecnologia”, disse o ministro. “O curioso é que, paradoxalmente, se vive em muitas partes do mundo um avanço do anti-intelectualismo, um avanço de um desprezo às instituições do conhecimento. As instituições do conhecimento, as universidades, os centros de pesquisa, a imprensa que ajuda a circular a informação, todas essas instituições vivem sob um certo ataque, de uma maneira geral. Mas é sempre bom o momento de nós reforçarmos a nossa crença no conhecimento, no mundo das ideias, no mundo da busca da verdade”, disse.
Crédito: Rômulo Serpa/JOTA
Com sede na Alemanha, e atuação internacional, a Max Planck Law reúne mais de 80 institutos de pesquisa jurídica. É o lar de 30 vencedores do Prêmio Nobel e uma das melhores instituições de pesquisa do mundo. Os seus institutos priorizam colaborações globais e atraem pesquisadores de diversas regiões. Mais de 70% deles não são alemães.
“Não trabalhamos apenas em outras regiões, mas com pessoas dessas regiões em nossos próprios institutos”, explicou o diretor do Instituto Max Planck, professor Thomas Duve. O diretor destacou a criação da iniciativa FOMO Latin America, voltada à integração de pesquisadores latino-americanos, que já articula eventos e pesquisas em temas como o Direito na Amazônia.
Walter Baère, do BNDES, participou do lançamento. Crédito: Rômulo Serpa
O diretor jurídico do BNDES, Walter Baère, destacou que o BNDES contribui decisivamente para uma transição energética justa e sustentável. “No momento em que celebramos a realização no Brasil da COP30, confiamos que a amplificação das ideias e do conhecimento são um caminho para o desenvolvimento”. E acrescentou que “a aliança entre a Academia, os Estados soberanos e a sociedade é o que vai garantir um futuro digno, sustentável e que preserve os valores caros da liberdade, da igualdade e da solidariedade”.
O evento na Casa JOTA teve a presença do vice-presidente do STF, Edson Fachin, do ministro-chefe da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias, do diretor jurídico do BNDES, Walter Baère, e do vice-presidente da Corte Interamericana de Direitos Humanos, Rodrigo Mudrovitsch. Também participaram os diretores do Max Planck Armin von Bogdandy e Ralf Poscher.
O ministro Luiz Edson Fachin, do STF, prestigiou o encontro. Crédito: Rômulo Serpa/JOTA