Secretário de Estado americano manda revogar visto de Moraes, de familiares e de ‘aliados’ no STF

O secretário de Estado dos Estados Unidos, o republicano Marco Rubio, anunciou nas redes sociais que determinou a revogação dos vistos americanos do ministro Alexandre de Moraes, de seus familiares e de seus “aliados” no Supremo Tribunal Federal (STF), sem especificar quais seriam. Ainda segundo a postagem, os efeitos são imediatos. 

No post, Rubio critica o que diz ser uma “caça às bruxas” política de Moraes contra Jair Bolsonaro e afirma que ela “criou um complexo de perseguição e censura tão abrangente que não só viola direitos básicos dos brasileiros, mas também se estende além das fronteiras do Brasil e atinge os americanos”.

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O Supremo e o ministro Alexandre de Moraes ainda não se manifestaram sobre a declaração do republicano. 

A decisão de Rubio foi tomada no mesmo dia em que Moraes impôs uma série de medidas contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, como uso de tornozeleira eletrônica, apreensão do celular, recolhimento noturno e proibição de usar redes sociais e de contato com embaixadores. As medidas foram tomadas por risco de fuga, obstrução do processo e atentado à soberania nacional. A decisão foi referendada, até o momento, por 4 dos 5 ministros da 1ª Turma. O julgamento segue em andamento até as 23h59 de segunda-feira (21/7). 

As medidas contra Bolsonaro foram determinadas na Pet 14.129. Nesta nova investigação, Jair Bolsonaro e o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro são investigados pelos crimes de crimes de coação no curso do processo (art. 344 do Código Penal), obstrução de investigação de infração penal que envolva organização criminosa (art. 2º, § 1 º, da Lei 12.850/13) e atentado à soberania (art. 359-I do Código Penal). Bolsonaro é réu em outro processo por tentativa de golpe de Estado.

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A investigação foi aberta no dia 11 de julho de 2025, dias depois de o presidente Donald Trump ameaçar o Brasil com tarifas de 50% e dizer na carta ao presidente Lula que há uma “caça às bruxas” contra o ex-presidente Bolsonaro, que precisa se encerrar “imediatamente”. Na avaliação de Moraes, o “ápice” das condutas ilícitas de pai e filho passou a ocorrer a partir das primeiras declarações do Presidente dos Estados Unidos da América atentatórias à Soberania nacional e à independência do Poder Judiciário.

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