{"id":9340,"date":"2025-03-05T11:54:53","date_gmt":"2025-03-05T14:54:53","guid":{"rendered":"https:\/\/aprimora.site\/carvalhoalmeidaadvogados\/2025\/03\/05\/contratacao-de-projetos-de-engenharia-na-nova-lei-de-licitacoes\/"},"modified":"2025-03-05T11:54:53","modified_gmt":"2025-03-05T14:54:53","slug":"contratacao-de-projetos-de-engenharia-na-nova-lei-de-licitacoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aprimora.site\/carvalhoalmeidaadvogados\/2025\/03\/05\/contratacao-de-projetos-de-engenharia-na-nova-lei-de-licitacoes\/","title":{"rendered":"Contrata\u00e7\u00e3o de projetos de engenharia na nova Lei de Licita\u00e7\u00f5es"},"content":{"rendered":"<p>Em recentes decis\u00f5es, o Tribunal de Contas da Uni\u00e3o (<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tudo-sobre\/tcu\">TCU<\/a>) deu uma guinada em sua jurisprud\u00eancia sobre os crit\u00e9rios de julgamento em licita\u00e7\u00e3o para a contrata\u00e7\u00e3o de projetos de engenharia e arquitetura \u2013 e outros servi\u00e7os de engenharia consultiva.<\/p>\n<p>No Ac\u00f3rd\u00e3o 2.381\/2024-Plen\u00e1rio, em que prevaleceu diverg\u00eancia conduzida pelo ministro Benjamin Zymler, o tribunal entendeu que a nova Lei de Licita\u00e7\u00f5es modificou o regramento da mat\u00e9ria e passou a exigir que toda licita\u00e7\u00e3o para contrata\u00e7\u00e3o de projeto de engenharia e arquitetura, cujo valor ultrapassar R$ 300 mil, seja julgada por meio dos crit\u00e9rios de <em>t\u00e9cnica<\/em> ou <em>t\u00e9cnica e pre\u00e7o<\/em>, vedando, assim, o uso do <em>menor pre\u00e7o<\/em> \u2013 e, consequentemente, do preg\u00e3o.<\/p>\n<h3><a href=\"https:\/\/conteudo.jota.info\/marketing-lp-newsletter-ultimas-noticias?utm_source=jota&amp;utm_medium=lp&amp;utm_campaign=23-09-2024-jota-lp-eleicoes-2024-eleicoes-2024-none-audiencias-none&amp;utm_content=eleicoes-2024&amp;utm_term=none\"><span>Assine gratuitamente a newsletter \u00daltimas Not\u00edcias do <span class=\"jota\">JOTA<\/span> e receba as principais not\u00edcias jur\u00eddicas e pol\u00edticas do dia no seu email<\/span><\/a><\/h3>\n<p>A tese foi reafirmada no Ac\u00f3rd\u00e3o 2.619\/2024-Plen\u00e1rio, de relatoria do ministro Jhonatan de Jesus, e no Ac\u00f3rd\u00e3o 323\/2025, de relatoria do ministro Ant\u00f4nio Anastasia, que trataram de situa\u00e7\u00f5es semelhantes \u2013 contrata\u00e7\u00e3o de projetos b\u00e1sicos e\/ou executivos.<\/p>\n<p>O entendimento firmado pelo plen\u00e1rio destoa da posi\u00e7\u00e3o defendida pela Unidade T\u00e9cnica do TCU (AudContrata\u00e7\u00f5es), segundo a qual <em>\u201cnem todos os servi\u00e7os que podem ser enquadrados no art. 6\u00ba, inc. XVIII, da NLCC possuem natureza predominantemente intelectual, devendo tal elemento ser aferido pela entidade contratante em cada contrata\u00e7\u00e3o\u201d.<\/em><\/p>\n<p>Para o TCU, a Lei 14.133\/2021 trouxe norma mais restritiva, que n\u00e3o admite que um projeto de engenharia, em nenhuma hip\u00f3tese, seja considerado um servi\u00e7o <em>comum<\/em>. A lei teria classificado os projetos como servi\u00e7os de natureza predominantemente intelectual, afastando, assim, o uso do crit\u00e9rio <em>menor pre\u00e7o<\/em>. \u00c9 a interpreta\u00e7\u00e3o resultante da literalidade do \u00a7 2\u00ba do art. 37 c\/c art. 6\u00ba, inciso XVIII, da NLCC.<\/p>\n<p>Com isso, restou superado o entendimento firmado \u00e0 luz da Lei 8.666\/93, no Ac\u00f3rd\u00e3o 2471\/2008-TCU-Plen\u00e1rio, segundo o qual <em>\u201ca natureza intelectual predominante \u00e9 t\u00edpica daqueles servi\u00e7os em que a arte e a racionalidade humanas s\u00e3o essenciais para sua execu\u00e7\u00e3o satisfat\u00f3ria, n\u00e3o dizendo respeito a tarefas que possam ser executadas mecanicamente ou segundo protocolos, m\u00e9todos e t\u00e9cnicas pr\u00e9-estabelecidos e conhecidos\u201d.<\/em><\/p>\n<p>Reconhecendo que o tema est\u00e1 passando por uma reorienta\u00e7\u00e3o jurisprudencial, nos casos julgados o TCU tem aplicado os arts. 22 e 24 da LINDB, e o art. 147 da NLCC, para preservar os certames realizados e exigir que o novo entendimento seja observado doravante.<\/p>\n<p>Segundo o novo entendimento, o gestor perde discricionariedade para escolher o crit\u00e9rio de julgamento mais adequado para a contrata\u00e7\u00e3o de certos servi\u00e7os de engenharia consultiva, pois est\u00e1 proibido de classificar como <em>comum<\/em> o servi\u00e7o, sempre que o valor ultrapassar R$ 300 mil. Por outro lado, ter\u00e1 que manejar a subjetividade inerente \u00e0s modalidades de <em>t\u00e9cnica<\/em> e <em>t\u00e9cnica e pre\u00e7o<\/em>, o que aumentar\u00e1 a complexidade de muitas licita\u00e7\u00f5es, exigindo maior capacita\u00e7\u00e3o dos gestores respons\u00e1veis.<\/p>\n<p>Est\u00e3o os gestores \u2013 e o TCU \u2013 preparados para lidar com essa maior discricionariedade?<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em recentes decis\u00f5es, o Tribunal de Contas da Uni\u00e3o (TCU) deu uma guinada em sua jurisprud\u00eancia sobre os crit\u00e9rios de julgamento em licita\u00e7\u00e3o para a contrata\u00e7\u00e3o de projetos de engenharia e arquitetura \u2013 e outros servi\u00e7os de engenharia consultiva. 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