{"id":9023,"date":"2025-02-14T18:14:28","date_gmt":"2025-02-14T21:14:28","guid":{"rendered":"https:\/\/aprimora.site\/carvalhoalmeidaadvogados\/2025\/02\/14\/vigilante-mantido-em-carcere-privado-dentro-de-um-cofre-e-indenizado\/"},"modified":"2025-02-14T18:14:28","modified_gmt":"2025-02-14T21:14:28","slug":"vigilante-mantido-em-carcere-privado-dentro-de-um-cofre-e-indenizado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aprimora.site\/carvalhoalmeidaadvogados\/2025\/02\/14\/vigilante-mantido-em-carcere-privado-dentro-de-um-cofre-e-indenizado\/","title":{"rendered":"Vigilante mantido em c\u00e1rcere privado dentro de um cofre \u00e9 indenizado\u00a0"},"content":{"rendered":"<p><span>Vigilante mantido em c\u00e1rcere privado dentro de um cofre \u00e9 indenizado\u00a0<\/span><\/p>\n<div>  <a href=\"https:\/\/trt15.jus.br\/noticia\/2025\/vigilante-mantido-em-carcere-privado-dentro-de-um-cofre-e-indenizado\"><\/a>\n<\/div>\n<p><span><span>anasiqueira<\/span><\/span><\/p>\n<p><span>Sex, 14\/02\/2025 &#8211; 15:14<\/span><\/p>\n<div>\n<div>Vigilante mantido em c\u00e1rcere privado dentro de um cofre \u00e9 indenizado\u00a0<\/div>\n<\/div>\n<div>\n<div class=\"visually-hidden\">Conte\u00fado da Not\u00edcia<\/div>\n<div>\n<p>A 10\u00aa C\u00e2mara do Tribunal Regional do Trabalho da 15\u00aa Regi\u00e3o determinou o pagamento, por uma usina do ramo sucroalcooleiro, de indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais no valor de R$ 20 mil a um vigilante patrimonial v\u00edtima de um assalto ocorrido no hor\u00e1rio de trabalho e que foi mantido em c\u00e1rcere privado pelos assaltantes dentro do cofre da empresa.<\/p>\n<p>Sobre a controv\u00e9rsia se existe ou n\u00e3o a responsabilidade da empresa na ocorr\u00eancia do evento danoso, o relator do ac\u00f3rd\u00e3o, desembargador Fabio Grasselli, destacou que \u201cn\u00e3o se trata de fato imprevis\u00edvel, ante o porte da reclamada e seu potencial econ\u00f4mico\u201d, e contrariamente ao entendimento do Ju\u00edzo de primeiro grau, salientou que \u201cn\u00e3o se afigura necess\u00e1ria a comprova\u00e7\u00e3o do dano moral, j\u00e1 que a viol\u00eancia ps\u00edquica sofrida \u00e9 inerente \u00e0 situa\u00e7\u00e3o vivenciada, sendo comum a qualquer v\u00edtima de assalto, especialmente, \u00e0 m\u00e3o armada, inclusive ante o c\u00e1rcere privado, diante do inquestion\u00e1vel risco \u00e0 integridade f\u00edsica e, tamb\u00e9m, de morte\u201d. Em outras palavras, o colegiado afirmou que n\u00e3o se exige, no caso, prova do preju\u00edzo moral sofrido, uma vez que o dano existe &#8220;in re ipsa&#8221;, ou seja, decorre do pr\u00f3prio ato de viola\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>No caso concreto, tendo em vista que o autor desempenhava fun\u00e7\u00f5es de vigil\u00e2ncia patrimonial na empresa, \u201cvislumbra-se configurada atividade de risco, suscet\u00edvel de criar perigo em grau superior \u00e0queles inerentes a qualquer atividade, de modo a atrair a aplica\u00e7\u00e3o da responsabilidade objetiva, nos termos do par\u00e1grafo \u00fanico do artigo 927 do C\u00f3digo Civil\u201d, ressaltou o colegiado, que concluiu como \u201cpatente\u201d a culpa patronal e o consequente dever de indenizar.<\/p>\n<p>J\u00e1 com rela\u00e7\u00e3o ao \u201cquantum indenizat\u00f3rio\u201d, o relator, diante da inexist\u00eancia de \u201cum par\u00e2metro rigoroso previsto na lei para seu arbitramento\u201d, e levando-se em conta a gravidade do ato danoso, seus reflexos na vida profissional e social do ofendido, bem como a posi\u00e7\u00e3o socioecon\u00f4mica do ofensor, a intensidade de sua repercuss\u00e3o na sociedade, al\u00e9m de outros elementos, e \u201cobservados os crit\u00e9rios da proporcionalidade e da razoabilidade, al\u00e9m das circunst\u00e2ncias subjetivas e objetivas que envolvem a quest\u00e3o\u201d, arbitrou a indeniza\u00e7\u00e3o em R$ 20 mil, considerando-se as circunst\u00e2ncias do fato, \u201cespecialmente diante do assalto \u00e0 m\u00e3o armada e o c\u00e1rcere privado\u201d, valor suficiente, segundo o ac\u00f3rd\u00e3o, \u201cpara atender \u00e0 dupla finalidade da repara\u00e7\u00e3o, ou seja, servir de lenitivo para aplacar a dor d&#8217;alma do ofendido e prevenir novas ocorr\u00eancias dessa natureza\u201d. (PROCESSO 0011468-79.2022.5.15.0055)<\/p>\n<p><em>Foto ilustrativa do banco de imagens Canva.<\/em><\/p>\n<p><em>Esta mat\u00e9ria \u00e9 meramente informativa.<\/em><br \/><em>Permitida a reprodu\u00e7\u00e3o mediante cita\u00e7\u00e3o da fonte.<br \/>\nCoordenadoria de Comunica\u00e7\u00e3o Social.<br \/>\nTRT-15<br \/>\nTel.(19) 3236 1789<br \/>\nimprensa@trt15.jus.br\u00a0<\/em><\/p>\n<\/div><\/div>\n<div>\n<div>Unidade Respons\u00e1vel:<\/div>\n<div>Comunica\u00e7\u00e3o Social<\/div>\n<\/div>\n<div>Sex, 14\/02\/2025 &#8211; 15:14<\/div>\n<p>      <span class=\"a2a_kit a2a_kit_size_16 addtoany_list\"><a class=\"a2a_dd addtoany_share\" href=\"https:\/\/www.addtoany.com\/share#url=https%3A%2F%2Ftrt15.jus.br%2Fnoticia%2F2025%2Fvigilante-mantido-em-carcere-privado-dentro-de-um-cofre-e-indenizado&amp;title=Vigilante%20mantido%20em%20c%C3%A1rcere%20privado%20dentro%20de%20um%20cofre%20%C3%A9%20indenizado%C2%A0\"><\/a><a class=\"a2a_button_whatsapp\"><\/a><a class=\"a2a_button_google_gmail\"><\/a><a class=\"a2a_button_twitter\"><\/a><a class=\"a2a_button_facebook\"><\/a><a class=\"a2a_button_linkedin\"><\/a><\/span><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Vigilante mantido em c\u00e1rcere privado dentro de um cofre \u00e9 indenizado\u00a0 anasiqueira Sex, 14\/02\/2025 &#8211; 15:14 Vigilante mantido em c\u00e1rcere privado dentro de um cofre \u00e9 indenizado\u00a0 Conte\u00fado da Not\u00edcia A 10\u00aa C\u00e2mara do Tribunal Regional do Trabalho da 15\u00aa Regi\u00e3o determinou o pagamento, por uma usina do ramo sucroalcooleiro, de indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":0,"featured_media":9024,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/aprimora.site\/carvalhoalmeidaadvogados\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9023"}],"collection":[{"href":"https:\/\/aprimora.site\/carvalhoalmeidaadvogados\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/aprimora.site\/carvalhoalmeidaadvogados\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/aprimora.site\/carvalhoalmeidaadvogados\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9023"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/aprimora.site\/carvalhoalmeidaadvogados\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9023\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/aprimora.site\/carvalhoalmeidaadvogados\/wp-json\/wp\/v2\/media\/9024"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/aprimora.site\/carvalhoalmeidaadvogados\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9023"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/aprimora.site\/carvalhoalmeidaadvogados\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9023"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/aprimora.site\/carvalhoalmeidaadvogados\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9023"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}