{"id":8703,"date":"2025-01-15T21:18:43","date_gmt":"2025-01-16T00:18:43","guid":{"rendered":"https:\/\/aprimora.site\/carvalhoalmeidaadvogados\/2025\/01\/15\/6a-camara-mantem-justa-causa-a-vigilante-que-postou-video-em-redes-sociais-no-horario-de-trabalho\/"},"modified":"2025-01-15T21:18:43","modified_gmt":"2025-01-16T00:18:43","slug":"6a-camara-mantem-justa-causa-a-vigilante-que-postou-video-em-redes-sociais-no-horario-de-trabalho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aprimora.site\/carvalhoalmeidaadvogados\/2025\/01\/15\/6a-camara-mantem-justa-causa-a-vigilante-que-postou-video-em-redes-sociais-no-horario-de-trabalho\/","title":{"rendered":"6\u00aa C\u00e2mara mant\u00e9m \u00a0justa causa a vigilante que postou v\u00eddeo em redes sociais no hor\u00e1rio de trabalho"},"content":{"rendered":"<p><span>6\u00aa C\u00e2mara mant\u00e9m \u00a0justa causa a vigilante que postou v\u00eddeo em redes sociais no hor\u00e1rio de trabalho<\/span><\/p>\n<div>  <a href=\"https:\/\/trt15.jus.br\/noticia\/2025\/6a-camara-mantem-justa-causa-vigilante-que-postou-video-em-redes-sociais-no-horario-de\"><\/a>\n<\/div>\n<p><span><span>anasiqueira<\/span><\/span><\/p>\n<p><span>Qua, 15\/01\/2025 &#8211; 18:18<\/span><\/p>\n<div>\n<div>6\u00aa C\u00e2mara mant\u00e9m \u00a0justa causa a vigilante que postou v\u00eddeo em redes sociais no hor\u00e1rio de trabalho<\/div>\n<\/div>\n<div>\n<div class=\"visually-hidden\">Conte\u00fado da Not\u00edcia<\/div>\n<div>\n<p>A 6\u00aa C\u00e2mara do Tribunal Regional do Trabalho da 15\u00aa Regi\u00e3o manteve a justa causa aplicada a um trabalhador que atuava como vigilante em uma ag\u00eancia banc\u00e1ria por ter postado, durante o hor\u00e1rio de trabalho, com uniforme e a arma da empresa, um v\u00eddeo com discurso machista e mis\u00f3gino em suas redes sociais (especialmente na plataforma Tik Tok), expondo de forma cr\u00edtica sua pr\u00f3pria rela\u00e7\u00e3o conjugal.<\/p>\n<p><em>#ParaTodosVerem: duas m\u00e3os masculinas manipulam um celular. No rodap\u00e9 direito, a logomarca do TRT-15.<\/em><br \/>\n\u00a0<br \/>\nEm seu recurso, negado pelo colegiado, o vigilante terceirizado alegou que \u201ca puni\u00e7\u00e3o da dispensa por justa causa foi desproporcional, uma vez que sua conduta durante os mais de tr\u00eas anos de trabalho foi exemplar, sem registros de advert\u00eancias ou puni\u00e7\u00f5es anteriores\u201d. Em sua defesa, afirmou que pela an\u00e1lise do v\u00eddeo exibido ao processo, \u201cfica claro que \u00a0n\u00e3o tinha a inten\u00e7\u00e3o de prejudicar a imagem da reclamada, tratando-se apenas de um desabafo pessoal, sem mencionar o nome da empresa ou suas atividades\u201d, al\u00e9m disso, segundo ele, a empresa \u201cn\u00e3o provou que a suposta falta cometida comprometeu suas atividades ou causou danos \u00e0 sua imagem e n\u00e3o apresentou prova de normas internas que proibissem a grava\u00e7\u00e3o de v\u00eddeos no ambiente de trabalho\u201d.<\/p>\n<p>Para a relatora do ac\u00f3rd\u00e3o, desembargadora Rita de C\u00e1ssia Scagliusi do Carmo, \u201cno caso em exame, a falta grave est\u00e1 devidamente evidenciada\u201d. De fato, o vigilante gravou e postou v\u00eddeo tratando de assunto relacionado \u00e0 sua intimidade conjugal, confessando que se encontrava em hor\u00e1rio de trabalho, e ainda que n\u00e3o tenha mencionado o nome da empresa no v\u00eddeo, \u201cvestia uniforme e crach\u00e1 e, ademais, abordando a rela\u00e7\u00e3o com sua esposa, em tom de reflex\u00e3o sobre \u2018o que querem as mulheres\u2019 e de enquete sobre o epis\u00f3dio que relata, permaneceu a maior parte do tempo com a m\u00e3o sobre a arma de fogo, que portava em raz\u00e3o do trabalho\u201d.<\/p>\n<p>O colegiado entendeu que assim, al\u00e9m de estar em hor\u00e1rio de trabalho, o trabalhador \u201cexp\u00f4s o empregador em raz\u00e3o, tamb\u00e9m, do conte\u00fado de sua fala que, em tom machista, sugere que as mulheres reclamam que \u201cos homens n\u00e3o prestam, s\u00e3o \u2018sem vergonha\u2019, mas s\u00e3o as mulheres que preferem homem que n\u00e3o presta, que bate em mulher, que vive \u00e0s custas dela, e \u00a0conclui questionando \u2018o que essas mulheres procuram hoje\u2019, j\u00e1 que n\u00e3o querem homem s\u00e9rio como ele\u201d.<\/p>\n<p>De acordo com a relatora, os \u201cdiscursos de \u00f3dio t\u00eam tomado as redes sociais com repercuss\u00f5es profundamente danosas para toda a sociedade e, em particular, para as mulheres, v\u00edtimas n\u00e3o apenas de machismo, mas de impens\u00e1vel misoginia, de que a fala do reclamante est\u00e1 repleta\u201d. Al\u00e9m disso, a \u201cdefesa da ideia de que mulheres preferem homens sem car\u00e1ter e violentos deve ser recha\u00e7ada de forma veemente e para a reclamada \u00e9 de todo indesej\u00e1vel que esse tipo de postura preconceituosa seja atrelada \u00e0 sua marca\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>O colegiado lembrou \u00a0que \u201cainda que o momento pessoal fosse delicado para o trabalhador, ao se valer do desabafo nas redes sociais, ele n\u00e3o exp\u00f4s apenas a sua imagem, mas, tamb\u00e9m, a de todo trabalhador vigilante, do qual se espera serenidade e equil\u00edbrio, e tamb\u00e9m a empresa de vigil\u00e2ncia, que fornece m\u00e3o de obra em seguran\u00e7a patrimonial, comprometendo-se com um servi\u00e7o adequado\u201d.<\/p>\n<p>Nesse sentido, o colegiado julgou que a atitude do vigilante \u201cresulta, de fato, em quebra de confian\u00e7a e exposi\u00e7\u00e3o indevida da empresa, de seus servi\u00e7os de seguran\u00e7a, e at\u00e9 do tomador de servi\u00e7os, onde o reclamante realizava servi\u00e7o de seguran\u00e7a ostensiva, armado\u201d, e por isso, \u201ctal conduta, por sua gravidade, justifica a puni\u00e7\u00e3o da dispensa imediata, sem a necessidade de puni\u00e7\u00f5es anteriores, n\u00e3o prevalecendo a tese de necessidade de grada\u00e7\u00e3o das penas\u201d. (Processo 0010898-33.2023.5.15.0096)<\/p>\n<p><em>Foto: banco de imagens do Canva.<\/em><\/p>\n<p><em>Esta mat\u00e9ria \u00e9 meramente informativa.<br \/>\nPermitida a reprodu\u00e7\u00e3o mediante cita\u00e7\u00e3o da fonte.<br \/>\nCoordenadoria de Comunica\u00e7\u00e3o Social.<br \/>\nTRT-15<br \/>\nTel.(19) 3236 1789<br \/>\nimprensa@trt15.jus.br\u00a0\u00a0<\/em><\/p>\n<\/div><\/div>\n<div>\n<div>Unidade Respons\u00e1vel:<\/div>\n<div>Comunica\u00e7\u00e3o Social<\/div>\n<\/div>\n<div>Qua, 15\/01\/2025 &#8211; 18:18<\/div>\n<p>      <span class=\"a2a_kit a2a_kit_size_16 addtoany_list\"><a class=\"a2a_dd addtoany_share\" href=\"https:\/\/www.addtoany.com\/share#url=https%3A%2F%2Ftrt15.jus.br%2Fnoticia%2F2025%2F6a-camara-mantem-justa-causa-vigilante-que-postou-video-em-redes-sociais-no-horario-de&amp;title=6%C2%AA%20C%C3%A2mara%20mant%C3%A9m%20%C2%A0justa%20causa%20a%20vigilante%20que%20postou%20v%C3%ADdeo%20em%20redes%20sociais%20no%20hor%C3%A1rio%20de%20trabalho\"><\/a><a class=\"a2a_button_whatsapp\"><\/a><a class=\"a2a_button_google_gmail\"><\/a><a class=\"a2a_button_twitter\"><\/a><a class=\"a2a_button_facebook\"><\/a><a class=\"a2a_button_linkedin\"><\/a><\/span><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>6\u00aa C\u00e2mara mant\u00e9m \u00a0justa causa a vigilante que postou v\u00eddeo em redes sociais no hor\u00e1rio de trabalho anasiqueira Qua, 15\/01\/2025 &#8211; 18:18 6\u00aa C\u00e2mara mant\u00e9m \u00a0justa causa a vigilante que postou v\u00eddeo em redes sociais no hor\u00e1rio de trabalho Conte\u00fado da Not\u00edcia A 6\u00aa C\u00e2mara do Tribunal Regional do Trabalho da 15\u00aa Regi\u00e3o manteve a [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":0,"featured_media":8704,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/aprimora.site\/carvalhoalmeidaadvogados\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8703"}],"collection":[{"href":"https:\/\/aprimora.site\/carvalhoalmeidaadvogados\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/aprimora.site\/carvalhoalmeidaadvogados\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/aprimora.site\/carvalhoalmeidaadvogados\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8703"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/aprimora.site\/carvalhoalmeidaadvogados\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8703\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/aprimora.site\/carvalhoalmeidaadvogados\/wp-json\/wp\/v2\/media\/8704"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/aprimora.site\/carvalhoalmeidaadvogados\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8703"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/aprimora.site\/carvalhoalmeidaadvogados\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8703"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/aprimora.site\/carvalhoalmeidaadvogados\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8703"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}