{"id":8645,"date":"2025-01-14T10:39:56","date_gmt":"2025-01-14T13:39:56","guid":{"rendered":"https:\/\/aprimora.site\/carvalhoalmeidaadvogados\/2025\/01\/14\/meta-nao-pode-ser-responsabilizada-em-caso-de-hackeamento-decide-juiz\/"},"modified":"2025-01-14T10:39:56","modified_gmt":"2025-01-14T13:39:56","slug":"meta-nao-pode-ser-responsabilizada-em-caso-de-hackeamento-decide-juiz","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aprimora.site\/carvalhoalmeidaadvogados\/2025\/01\/14\/meta-nao-pode-ser-responsabilizada-em-caso-de-hackeamento-decide-juiz\/","title":{"rendered":"Meta n\u00e3o pode ser responsabilizada em caso de hackeamento, decide juiz"},"content":{"rendered":"<p><span>Uma senten\u00e7a proferida nesta sexta-feira (10\/1) pelo juiz Fernando de Oliveira Domingues Ladeira, da 7\u00aa Vara C\u00edvel de S\u00e3o Bernardo do Campo, considerou que a big tech Meta, representada no Brasil pelo <a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tudo-sobre\/facebook\">Facebook<\/a> Servi\u00e7os Online do Brasil Ltda., n\u00e3o pode ser responsabilizada por danos morais sofridos por uma usu\u00e1ria ap\u00f3s o hackeamento de sua conta no Instagram. Cabe recurso \u00e0 decis\u00e3o.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span>A a\u00e7\u00e3o foi movida por uma usu\u00e1ria que relatou ter sua conta no Instagram invadida por hackers. A autora alegou que a Meta falhou em fornecer suporte adequado para a recupera\u00e7\u00e3o de sua conta e que a invas\u00e3o trouxe impactos negativos \u00e0 sua imagem e \u00e0 sua vida pessoal, e pediu indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais.<\/span><\/p>\n<p><span>A Meta argumentou que a empresa tomou todas as medidas necess\u00e1rias para auxiliar a usu\u00e1ria, enviando um link para recupera\u00e7\u00e3o da conta, que foi utilizado pela autora. No que diz respeito aos danos morais, a empresa sustentou que a responsabilidade pelo ataque cibern\u00e9tico seria exclusiva dos hackers e que as plataformas n\u00e3o podem ser responsabilizadas por atos criminosos praticados por outros.<\/span><\/p>\n<p><span>O juiz Fernando Ladeira decidiu que o pedido de danos morais era improcedente, com base no entendimento de que o hackeamento foi causado por terceiros. \u201cOs danos \u00e0 imagem da autora s\u00e3o causados pelo criminoso que invadiu sua conta e n\u00e3o pela requerida. Muitas vezes, esses ataques ocorrem por culpa das pr\u00f3prias v\u00edtimas, como uso de senhas fracas, falta de antiv\u00edrus atualizado e utiliza\u00e7\u00e3o das mesmas senhas em v\u00e1rios sites\u201d, escreveu na senten\u00e7a.<\/span><\/p>\n<h3><a href=\"https:\/\/whatsapp.com\/channel\/0029VaFvFd73rZZflK7yGD0I\">Inscreva-se no canal de not\u00edcias do <span class=\"jota\">JOTA<\/span> no WhatsApp e fique por dentro das principais discuss\u00f5es do pa\u00eds!<\/a><\/h3>\n<p><span>O magistrado tamb\u00e9m considerou que a Meta havia cumprido sua parte ao auxiliar a autora na recupera\u00e7\u00e3o do acesso \u00e0 conta, evidenciando a inexist\u00eancia de omiss\u00e3o ou neglig\u00eancia por parte da empresa. A decis\u00e3o foi dada sob o processo 1033551-71.2024.8.26.0564. Procurada, a Meta n\u00e3o retornou \u00e0 reportagem. O espa\u00e7o segue aberto.<\/span><\/p>\n<h3>Dois lados<\/h3>\n<p><span>A senten\u00e7a de Ladeira alinha-se a outras decis\u00f5es judiciais que isentaram plataformas de responsabilidade por ataques cibern\u00e9ticos, desde que elas demonstrassem boa-f\u00e9 e esfor\u00e7os para auxiliar os usu\u00e1rios. Em 2023, por exemplo, o Tribunal de Justi\u00e7a de S\u00e3o Paulo (TJSP) decidiu em caso semelhante que o Google n\u00e3o poderia ser responsabilizado pelo hackeamento de contas do Gmail, argumentando que a invas\u00e3o foi realizada por terceiros e que n\u00e3o houve falha no sistema de seguran\u00e7a da empresa.<\/span><\/p>\n<p><span>Outro caso ocorreu no Tribunal de Justi\u00e7a do Rio Grande do Sul (TJRS), em 2024, no qual o magistrado negou pedido de danos morais contra o WhatsApp (tamb\u00e9m de propriedade da Meta) em raz\u00e3o de uma conta clonada. Segundo o juiz no caso, \u201ccabe ao usu\u00e1rio adotar medidas de seguran\u00e7a, como autentica\u00e7\u00e3o em dois fatores e senhas fortes. N\u00e3o h\u00e1 como imputar responsabilidade \u00e0 plataforma, desde que esta forne\u00e7a meios adequados de prote\u00e7\u00e3o.\u201d<\/span><\/p>\n<p><span>Apesar da maioria das decis\u00f5es isentarem as plataformas, h\u00e1 casos em que os tribunais decidiram pela condena\u00e7\u00e3o das empresas. Em 2021, o Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) reconheceu a responsabilidade do Facebook em um caso de fraude decorrente de uma conta hackeada. O tribunal argumentou que a empresa n\u00e3o havia demonstrado agilidade suficiente para evitar que a situa\u00e7\u00e3o causasse maiores preju\u00edzos \u00e0 v\u00edtima.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span>J\u00e1 o Tribunal de Justi\u00e7a de Minas Gerais (TJMG), em 2022, condenou uma plataforma a indenizar uma usu\u00e1ria cuja conta foi hackeada e utilizada para aplicar golpes. O entendimento foi que a aus\u00eancia de canais claros e \u00e1geis para suporte constituiu uma falha grave na presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o, agravando danos.<\/span><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma senten\u00e7a proferida nesta sexta-feira (10\/1) pelo juiz Fernando de Oliveira Domingues Ladeira, da 7\u00aa Vara C\u00edvel de S\u00e3o Bernardo do Campo, considerou que a big tech Meta, representada no Brasil pelo Facebook Servi\u00e7os Online do Brasil Ltda., n\u00e3o pode ser responsabilizada por danos morais sofridos por uma usu\u00e1ria ap\u00f3s o hackeamento de sua conta [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":0,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/aprimora.site\/carvalhoalmeidaadvogados\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8645"}],"collection":[{"href":"https:\/\/aprimora.site\/carvalhoalmeidaadvogados\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/aprimora.site\/carvalhoalmeidaadvogados\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/aprimora.site\/carvalhoalmeidaadvogados\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8645"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/aprimora.site\/carvalhoalmeidaadvogados\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8645\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/aprimora.site\/carvalhoalmeidaadvogados\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8645"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/aprimora.site\/carvalhoalmeidaadvogados\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8645"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/aprimora.site\/carvalhoalmeidaadvogados\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8645"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}