{"id":8317,"date":"2024-12-06T21:17:52","date_gmt":"2024-12-07T00:17:52","guid":{"rendered":"https:\/\/aprimora.site\/carvalhoalmeidaadvogados\/2024\/12\/06\/como-linhas-de-cuidado-podem-apoiar-no-acesso-a-diagnostico-em-saude-mental\/"},"modified":"2024-12-06T21:17:52","modified_gmt":"2024-12-07T00:17:52","slug":"como-linhas-de-cuidado-podem-apoiar-no-acesso-a-diagnostico-em-saude-mental","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aprimora.site\/carvalhoalmeidaadvogados\/2024\/12\/06\/como-linhas-de-cuidado-podem-apoiar-no-acesso-a-diagnostico-em-saude-mental\/","title":{"rendered":"Como linhas de cuidado podem apoiar no acesso a diagn\u00f3stico em sa\u00fade mental"},"content":{"rendered":"<p>De acordo com a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade (OMS), praticamente 1 bilh\u00e3o de pessoas s\u00e3o portadoras de alguma condi\u00e7\u00e3o mental diagnostic\u00e1vel, em especial a ansiedade e a depress\u00e3o1. Apesar de n\u00e3o haver dados de como elas impactam na mortalidade global, pessoas com condi\u00e7\u00f5es n\u00e3o transmiss\u00edveis s\u00e3o tr\u00eas vezes mais suscet\u00edveis a desenvolverem depress\u00e3o3.<\/p>\n<p>Portanto, \u00e9 poss\u00edvel concluir que elas comp\u00f5em o quadro de morbidade das doen\u00e7as cardiovasculares e do c\u00e2ncer, que s\u00e3o as principais causas de morte no Brasil2,3.<\/p>\n<h3><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/produtos\/saude?utm_source=cta-site&amp;utm_medium=site&amp;utm_campaign=campanha_saude_q2&amp;utm_id=cta_texto_saude_q2_2023&amp;utm_term=cta_texto_saude&amp;utm_term=cta_texto_saude_meio_materias\">Com not\u00edcias direto da Anvisa e da ANS, o <span class=\"jota\">JOTA<\/span> PRO Sa\u00fade entrega previsibilidade e transpar\u00eancia para grandes empresas do setor. Conhe\u00e7a!<\/a><\/h3>\n<p>\u00c9 fato que precisamos diagnosticar e tratar os pacientes de condi\u00e7\u00f5es de sa\u00fade mental. No entanto, a jornada desse paciente \u00e9 complexa. Frequentemente, o primeiro atendimento \u00e9 com especialistas em doen\u00e7as f\u00edsicas, pois h\u00e1 queixas associadas, como dores, dist\u00farbios do sono e problemas digestivos. Um estudo realizado com um banco de dados de operadoras privadas de sa\u00fade apontou que, no per\u00edodo de quatro anos, cerca de 90% dos pacientes n\u00e3o tiveram nenhuma consulta com o psiquiatra no seguimento, sendo comum a procura de ortopedistas, ginecologistas e cardiologistas4.<\/p>\n<p>Como esses profissionais muitas vezes t\u00eam dificuldade para diagnosticar, estimar a gravidade e tratar doen\u00e7as mentais, os pacientes retornam \u00e0s unidades de sa\u00fade com os mesmos sintomas. Outro estudo realizado na sa\u00fade suplementar identificou 1.802 atendimentos com diagn\u00f3stico de depress\u00e3o e a realiza\u00e7\u00e3o de 115,2 exames e 8,7 consultas no pronto-socorro por paciente5.<\/p>\n<p>Os resultados desse estudo foram discutidos por um grupo de especialistas e a conclus\u00e3o foi que a raz\u00e3o da reincid\u00eancia desses pacientes \u00e9 a dificuldade em dar o diagn\u00f3stico correto, uma vez que esse processo \u00e9 complexo, principalmente para profissionais que n\u00e3o s\u00e3o da \u00e1rea de sa\u00fade mental.<\/p>\n<p>Por outro lado, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel garantir atendimento especializado a todos os pacientes. Estima-se que h\u00e1 apenas 3,7 psiquiatras para cada 100 mil pessoas no Brasil1. Como resolver esse problema, ent\u00e3o?<\/p>\n<p>Um ensaio recentemente publicado na revista American Journal of Industrial Medicine sugeriu que, entre as a\u00e7\u00f5es fundamentais para abordar quest\u00f5es de sa\u00fade mental, est\u00e3o aumentar o n\u00famero e diversidade dos profissionais capacitados na preven\u00e7\u00e3o e abordagem dessas condi\u00e7\u00f5es e desenvolver uma diretriz para prevenir e controlar o seu impacto na qualidade de vida dos pacientes6.<\/p>\n<p>\u00c9 exatamente esse o objetivo das linhas de cuidado, que s\u00e3o materiais que padronizam o atendimento aos pacientes com base nas melhores evid\u00eancias dispon\u00edveis, abordando estrat\u00e9gias de preven\u00e7\u00e3o, tratamento e reabilita\u00e7\u00e3o. Elas visam, de forma geral, orientar profissionais de sa\u00fade no cuidado com o paciente, estabelecendo um \u201cpercurso assistencial\u201d de acordo com as diferentes necessidades dos indiv\u00edduos, reduzindo a variabilidade nas condutas e melhorando os desfechos cl\u00ednicos.<\/p>\n<p>Mas, acima de tudo, elas promovem acesso \u00e0 sa\u00fade e, por isso, as linhas de cuidado em sa\u00fade mental s\u00e3o t\u00e3o importantes. Com elas, independentemente da especialidade m\u00e9dica e de onde esse m\u00e9dico trabalha, ele poder\u00e1 ter acesso \u00e0s melhores condutas de sa\u00fade mental.<\/p>\n<p>As linhas de cuidado em sa\u00fade mental abrangem uma s\u00e9rie de estrat\u00e9gias e modelos de atendimento. As principais abordagens incluem a customiza\u00e7\u00e3o de acordo com as necessidades de cada paciente, considerando a gravidade da sua condi\u00e7\u00e3o atual, e a avalia\u00e7\u00e3o adequada com diagn\u00f3stico preciso possibilitando a elabora\u00e7\u00e3o de planos de tratamentos centrados nas pessoas. Os planos devem considerar, al\u00e9m de tratamentos medicamentosos, a medicina de estilo de vida, uma vez que isso impacta diretamente na melhora do paciente com transtorno mental.<\/p>\n<p>\u00c9 importante que as linhas de cuidado sejam multissetoriais e multiprofissionais. Como as condi\u00e7\u00f5es mentais t\u00eam sido consideradas doen\u00e7as do trabalho, \u00e9 fundamental envolver diferentes stakeholders, como os planos de sa\u00fade, a \u00e1rea de seguran\u00e7a no trabalho, recursos humanos e sustentabilidade.<\/p>\n<p>Com frequ\u00eancia, as empresas adotam solu\u00e7\u00f5es pontuais com prestadores de servi\u00e7os, mas no nosso atual contexto social, em que h\u00e1 f\u00e1cil acesso a informa\u00e7\u00f5es, inclusive falsas, \u00e9 importante utilizarmos cada vez mais as evid\u00eancias cient\u00edficas e os conceitos consagrados pela literatura m\u00e9dica.<\/p>\n<p class=\"jota-article__reference\">[1] MEYLAN, Phillip; SCHMIDT; Isabel; DR. ALAM, Mayesha. Para uma Mudan\u00e7a de Paradigma em Sa\u00fade Mental na Am\u00e9rica Latina. FP Analytics. Setembro 2023.<\/p>\n<p class=\"jota-article__reference\">[2] Jornal da USP. Doen\u00e7as cardiovasculares s\u00e3o a principal causa de mortes no Brasil, segundo o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade. Agosto 2024. Dispon\u00edvel em <a href=\"https:\/\/jornal.usp.br\/radio-usp\/doencas-cardiovasculares-sao-a-principal-causa-de-mortes-no-brasil-segundo-o-ministerio-da-saude\/\">https:\/\/jornal.usp.br\/radio-usp\/doencas-cardiovasculares-sao-a-principal-causa-de-mortes-no-brasil-segundo-o-ministerio-da-saude\/.<\/a><\/p>\n<p class=\"jota-article__reference\">[3] Mortalidade por c\u00e2ncer supera doen\u00e7as card\u00edacas em 727 munic\u00edpios brasileiros. Outubro 2024. Dispon\u00edvel em <a href=\"https:\/\/veja.abril.com.br\/saude\/mortalidade-por-cancer-supera-doencas-cardiacas-em-727-municipios-brasileiros.\">https:\/\/veja.abril.com.br\/saude\/mortalidade-por-cancer-supera-doencas-cardiacas-em-727-municipios-brasileiros.<\/a><\/p>\n<p class=\"jota-article__reference\">[4] Matos, MASM, Ogata AJN, Gondo C, Lodi MTDV, Stefani S, Bilevicius E. The impact of depression in the Brazilian private healthcare system: patient journey and economic burden study associating claim database and expert\u2019s opinion approach. J Bras Econ Sa\u00fade 2023;15(1):24-31. DOI: 10.21115\/JBES.v15.n1.p24-31.<\/p>\n<p class=\"jota-article__reference\">[5] Matos MASM, Ogata AJN, Dieckman L, Stefani S, Tung TC, Bilevicius E. The impact of patients with generalized anxiety disorder in the Brazilian Private Healthcare System: a claim database study with expert\u2019s perspective. J Bras Econ Sa\u00fade (Impr.). 2023;15(1):24-31.<\/p>\n<p class=\"jota-article__reference\">[6] Schulte PA, Sauter SL, Pandalai SP, et al. An urgent call to address work-related psychosocial hazards and improve worker wellbeing. Am J Ind. 2024 Apr 10. Epub ahead of print.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>De acordo com a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade (OMS), praticamente 1 bilh\u00e3o de pessoas s\u00e3o portadoras de alguma condi\u00e7\u00e3o mental diagnostic\u00e1vel, em especial a ansiedade e a depress\u00e3o1. Apesar de n\u00e3o haver dados de como elas impactam na mortalidade global, pessoas com condi\u00e7\u00f5es n\u00e3o transmiss\u00edveis s\u00e3o tr\u00eas vezes mais suscet\u00edveis a desenvolverem depress\u00e3o3. 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