{"id":4719,"date":"2023-09-27T05:53:07","date_gmt":"2023-09-27T08:53:07","guid":{"rendered":"https:\/\/aprimora.site\/carvalhoalmeidaadvogados\/2023\/09\/27\/a-seducao-e-o-risco-da-quantificacao\/"},"modified":"2023-09-27T05:53:07","modified_gmt":"2023-09-27T08:53:07","slug":"a-seducao-e-o-risco-da-quantificacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aprimora.site\/carvalhoalmeidaadvogados\/2023\/09\/27\/a-seducao-e-o-risco-da-quantificacao\/","title":{"rendered":"A sedu\u00e7\u00e3o e o risco da quantifica\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><em>\u201cRather than revealing truth, indicators create it.\u201d<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/#_ftn1\">[1]<\/a><\/em><\/p>\n<p><em>\u201cData are never complete and may not measure exactly what the author of the indicator seeks to access. Thus the truth of indicators can be quite misleading.\u201d <a href=\"https:\/\/www.jota.info\/#_ftn2\">[2]<\/a><\/em><\/p>\n<p><em>\u201cQuantification has a great deal to contribute to global knowledge and governance, but it is important to resist its seductive claim to truth and to reorganize it is as only one form of knowledge with its own distinctive limitations.\u201d <a href=\"https:\/\/www.jota.info\/#_ftn3\">[3]<\/a><\/em><\/p>\n<p>O t\u00edtulo e o objetivo desta coluna foram inspirados pelo excelente livro de Sally Merry, <em>The Seduction of Quantification. Measuring Human Rights, Gender Violence and Sex Trafficking<\/em><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/#_ftn4\">[4]<\/a>. Nele, a autora analisa o que est\u00e1 por tr\u00e1s da utiliza\u00e7\u00e3o de v\u00e1rios indicadores para mensurar problemas complexos, como direitos humanos, viol\u00eancia de g\u00eanero e tr\u00e1fico sexual.<\/p>\n<p>Para a autora, vivemos em uma \u00e9poca marcada pela sedu\u00e7\u00e3o da quantifica\u00e7\u00e3o e pela cultura dos indicadores. Por meio de tais recursos, podemos fazer compara\u00e7\u00f5es e rankings, organizar e simplificar o conhecimento, bem como facilitar o processo decis\u00f3rio na aus\u00eancia de informa\u00e7\u00f5es contextuais e detalhadas. Sob v\u00e1rios aspectos, a quantifica\u00e7\u00e3o atende a nosso desejo por um conhecimento simples e acess\u00edvel, al\u00e9m de preencher a tend\u00eancia humana de ver o mundo por meio de hierarquias de reputa\u00e7\u00e3o e status.<\/p>\n<p>Da\u00ed o protagonismo dos indicadores, vistos como formas de organiza\u00e7\u00e3o e apresenta\u00e7\u00e3o sistem\u00e1tica e comparativa da informa\u00e7\u00e3o, a fim de possibilitar o cotejo entre realidades distintas ao longo do tempo e oferecer informa\u00e7\u00f5es \u00fateis para a avalia\u00e7\u00e3o do cumprimento de metas e objetivos.<\/p>\n<p>Outro ponto importante da cultura de indicadores \u00e9 que, se tudo precisa ser mensurado, h\u00e1 necessidade de um corpo de expertise tecnocr\u00e1tica para elaborar os instrumentos de mensura\u00e7\u00e3o. Da\u00ed por que se coloca uma grande expectativa n\u00e3o s\u00f3 na expertise t\u00e9cnica, como no valor dos dados num\u00e9ricos como forma de conhecimento e base para decis\u00f5es.<\/p>\n<p>Consequentemente, o fen\u00f4meno da cultura de indicadores est\u00e1 baseado na cren\u00e7a na racionalidade t\u00e9cnica e na possibilidade tanto de leitura do mundo social por meio de mensura\u00e7\u00f5es e estat\u00edsticas, como de mensura\u00e7\u00e3o e compara\u00e7\u00e3o entre diferentes realidades sociais. Tal forma de ver o mundo ainda se baseia na neutralidade e na objetividade dos indicadores, os quais seriam sempre referenciais fidedignos para orientar pol\u00edticas p\u00fablicas baseadas em evid\u00eancias.<\/p>\n<p>Entretanto, Sally Merry nos mostra o quanto tais premissas s\u00e3o irreais e o quanto as expectativas que normalmente se depositam nos indicadores nem sempre consideram, com a devida aten\u00e7\u00e3o, os enormes riscos inerentes \u00e0 sua utiliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Com efeito, traduzir e converter realidades confusas e complexas para categorias simples \u00e9 um processo que encerra em si grande risco de distorcer a complexidade do fen\u00f4meno social. Afinal, contar e mensurar coisas exige que elas se tornem compar\u00e1veis, o que faz com que, em muitos casos, elas precisem ser descoladas do seu contexto, da sua hist\u00f3ria e do seu significado, bem como que sejam abstra\u00eddos aspectos essenciais, como a linguagem, a cultura, a hist\u00f3ria e o lugar.<\/p>\n<p>Consequentemente, precisamos assumir que n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil comparar quest\u00f5es complexas, como liberdade, pobreza e direitos humanos. Para que isso se torne poss\u00edvel, \u00e9 muitas vezes imperioso simplificar o conhecimento a tal ponto que, a depender do caso, ele deixar\u00e1 de ser \u00fatil ou se tornar\u00e1 completamente distorcido.<\/p>\n<p>Por \u00f3bvio, isso n\u00e3o quer dizer que o conhecimento quantitativo n\u00e3o seja \u00fatil, pois a pr\u00f3pria autora o considera essencial. A sua advert\u00eancia \u00e9 a de que, se ele n\u00e3o estiver conectado com outras formas de conhecimento qualitativo, pode levar a grandes simplifica\u00e7\u00f5es, infer\u00eancias descontextualizadas, homogeneiza\u00e7\u00f5es indevidas e neglig\u00eancia tanto da estrutura social na qual os fatos est\u00e3o embutidos como dos sistemas locais de significados. Da\u00ed o risco de se produzir um conhecimento parcial, distorcido e enganoso.<\/p>\n<p>Todavia, ainda h\u00e1 um risco mais grave. Por mais que os n\u00fameros procurem aplacar nosso desejo pelo conhecimento sem ambiguidade ou vieses e as informa\u00e7\u00f5es estat\u00edsticas sejam muitas vezes usadas para atribuir a decis\u00f5es pol\u00edticas a caracter\u00edstica de serem cient\u00edficas ou baseadas em evid\u00eancias, n\u00e3o \u00e9 bem assim que as coisas acontecem.<\/p>\n<p>Como os dados precisam sempre de interpreta\u00e7\u00e3o, \u00e9 inequ\u00edvoco que a elabora\u00e7\u00e3o de um indicador envolve complexos ju\u00edzos valorativos e muitas escolhas, que v\u00e3o desde os dados que devem ser considerados e como devem ser considerados. Da\u00ed a tese da autora de que os indicadores n\u00e3o revelam a realidade, mas sim a criam, na medida em que representam um jeito particular de decotar aspectos da realidade ou de trazer \u00e0 tona uma face da realidade dentre outras poss\u00edveis.<\/p>\n<p>Soma-se a isso as pr\u00f3prias dificuldades inerentes \u00e0s an\u00e1lises de dados, especialmente quando os dados s\u00e3o prec\u00e1rios, limitados ou inconclusivos, quando h\u00e1 necessidade de utiliza\u00e7\u00e3o de <em>proxies<\/em> ou quando os pesquisadores se deparam com grandes incertezas.<\/p>\n<p>Da\u00ed por que n\u00e3o se pode entender que a an\u00e1lise de dados ou a an\u00e1lise emp\u00edrica \u00e9 propriamente uma an\u00e1lise objetiva. Ali\u00e1s, um dos prop\u00f3sitos do livro de Sally Merry \u00e9 precisamente desbancar o mito da objetividade das an\u00e1lises quantitativas e dos indicadores que costumam ser por elas utilizados.<\/p>\n<p>Para a autora, a objetividade de tais indicadores \u00e9 um mito por duas grandes raz\u00f5es. A primeira delas \u00e9 que a quantifica\u00e7\u00e3o cria uma falsa especificidade: o indicador normalmente apresenta ter uma acur\u00e1cia e uma precis\u00e3o bem maiores do que tem na verdade. A segunda \u00e9 que tais an\u00e1lises quantitativas camuflam considera\u00e7\u00f5es valorativas e pol\u00edticas.<\/p>\n<p>Com efeito, os indicadores s\u00e3o moldados \u2013 as vezes at\u00e9 inconscientemente \u2013 pelas premissas, motiva\u00e7\u00f5es e preocupa\u00e7\u00f5es daqueles que est\u00e3o elaborando. Uma vez que s\u00e3o produzidos por indiv\u00edduos, <em>networks <\/em>e institui\u00e7\u00f5es que t\u00eam seus interesses e possuem suas agendas, \u00e9 claro que tais perspectivas s\u00e3o determinantes para os resultados.<\/p>\n<p>Esse segundo aspecto \u00e9 particularmente importante pois, apesar da proemin\u00eancia contempor\u00e2nea do conhecimento quantificado, h\u00e1 pouca analise sobre os seus efeitos no conhecimento e na governan\u00e7a, assim como h\u00e1 pouca preocupa\u00e7\u00e3o com os processos sociais e pol\u00edticos da produ\u00e7\u00e3o desses \u00edndices.<\/p>\n<p>Para a autora, muito da cultura de indicadores baseia-se na aceita\u00e7\u00e3o pragm\u00e1tica da mensura\u00e7\u00e3o imperfeita e do ceticismo em rela\u00e7\u00e3o a pol\u00edtica. Da\u00ed por que se desloca o processo decis\u00f3rio para t\u00e9cnicos, que supostamente oferecer\u00e3o expertise e objetividade para assegurar a credibilidade e a legitimidade dos indicadores por eles criados.<\/p>\n<p>Da\u00ed Sally Merry vincular a cultura de indicadores \u00e0 ideia de regula\u00e7\u00e3o baseada em evid\u00eancias, que tamb\u00e9m valoriza o empirismo e o conhecimento quantitativo traduzido em guias, standards, m\u00e9tricas e avalia\u00e7\u00f5es de perfomance que s\u00e3o essenciais para a tomada de decis\u00e3o. A consequ\u00eancia b\u00e1sica dessa vis\u00e3o de mundo \u00e9 a de transferir a responsabilidade por decis\u00f5es e pol\u00edticas p\u00fablicas para experts \u2013 especialmente para experts em quantifica\u00e7\u00e3o \u2013 o que refor\u00e7a a tens\u00e3o entre tecnocracia e democracia.<\/p>\n<p>\u00c9 no contexto dessas discuss\u00f5es que a obra sob an\u00e1lise procura desvelar, a partir de cuidadosos exames etnogr\u00e1ficos sobre tr\u00eas importantes indicadores globais \u2013 viol\u00eancia contra mulheres, tr\u00e1fico de pessoas e viola\u00e7\u00f5es de direitos humanos \u2013, como tais indicadores s\u00e3o constru\u00eddos, a fim de demonstrar que eles realmente refletem os mundos sociais e culturais dos atores e das organiza\u00e7\u00f5es que os criam e tamb\u00e9m o regime de poder nos quais s\u00e3o formados. Entretanto, esse aspecto social e pol\u00edtico dos indicadores \u00e9 normalmente ignorado em face das premissas que aceitam facilmente e sem maior reflex\u00e3o a objetividade dos n\u00fameros e o valor da racionalidade t\u00e9cnica.<\/p>\n<p>Para a autora, os indicadores fazem parte de um regime de poder baseado na coleta e an\u00e1lise de dados e suas representa\u00e7\u00f5es. Assim, \u00e9 fundamental saber quem cria esses dados, de onde v\u00eam esses dados, como s\u00e3o interpretados e por meio de que tipo de expertise. \u00c9 nesse contexto que a autora desenvolve o argumento central do livro, segundo o qual a produ\u00e7\u00e3o e o uso de indicadores globais \u00e9 moldado por desigualdades em poder e em expertise.<\/p>\n<p>No caso dos indicadores de viol\u00eancia contra mulheres, a autora mostra, por exemplo, que eles ignoram os complexos processos sociais e as ideologias competem em torno do que causa a viol\u00eancia contra mulheres. Da\u00ed o resultado final de distanciamento da realidade.<\/p>\n<p>Entretanto, o aspecto mais interessante da an\u00e1lise da autora \u00e9 verificar como a elabora\u00e7\u00e3o de tais \u00edndices est\u00e1 cercada de muitas escolhas valorativas, o que afasta, por si s\u00f3, o mito da neutralidade:<\/p>\n<p>\u201cIn sum, apparently small decisions about how to categorize severity, how to select models for the next study, how to decide which experts to consult, and what theory of violence and its solution to employ have major impacts on the kind of data that are generated and the picture they paint of the world. There are not \u201cobjective\u201d numbers: these numbers are clearly interpreted at every step of the way. What appears to be objective, scientific process of data collection and analysis has important political dimensions and consequences but works largely outside the sphere of political debate and contestation. As such, it constitutes a key dimension of power in the new global governance\u201d.<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/#_ftn5\">[5]<\/a><\/p>\n<p>Portanto, ao analisar o processo de elabora\u00e7\u00e3o dos tr\u00eas \u00edndices objeto de sua pesquisa, a autora mostra como eles s\u00e3o claramente produtos de institui\u00e7\u00f5es particulares, de contextos pol\u00edticos e econ\u00f4micos, de prefer\u00eancias culturais por quantifica\u00e7\u00e3o e de determinadas agendas de reforma e gerenciamento. Em cada caso, um conjunto espec\u00edfico de atores, apoiadores institucionais e teorias produziram esses indicadores, os quais resultaram da expertise espec\u00edfica desses autores e da disponibilidade de dados.<\/p>\n<p>H\u00e1, portanto, uma verdadeira \u201cpol\u00edtica dos indicadores\u201d, que fica vis\u00edvel nas categorias que s\u00e3o constru\u00eddas, nas decis\u00f5es que s\u00e3o tomadas sobre o que deve ser considerado ou nos conceitos que devem ser mensurados. Afinal, todo o conhecimento embutido nos indicadores decorreu da interpreta\u00e7\u00e3o que lhe foi dada pelos atores envolvidos no processo.<\/p>\n<p>A partir de tais constata\u00e7\u00f5es, fica f\u00e1cil entender as conclus\u00f5es finais da autora, no sentido de que cada sistema de mensura\u00e7\u00e3o realmente constr\u00f3i uma teoria da vida social e das estrat\u00e9gias para mudan\u00e7as, sendo que tal teoria est\u00e1 totalmente embutida na forma como os dados foram coletados, organizados e apresentados.<\/p>\n<p>Todas essas considera\u00e7\u00f5es, repita-se, s\u00e3o apresentadas pela autora n\u00e3o para desmerecer o conhecimento quantitativo e os indicadores. O alerta da sua obra \u00e9 de que, assim como precisamos fazer melhores indicadores, precisamos conciliar o conhecimento quantitativo com o conhecimento qualitativo.<\/p>\n<p>Mais do que isso, precisamos entender que mesmo o conhecimento quantitativo n\u00e3o tem a objetividade que normalmente lhe \u00e9 atribu\u00edda pois decorre de uma s\u00e9rie de avalia\u00e7\u00f5es subjetivas e de escolhas valorativas que os seus formuladores precisam enfrentar, notadamente que dados ser\u00e3o utilizados e como ser\u00e3o utilizados.<\/p>\n<p>Ali\u00e1s, do ponto de vista democr\u00e1tico, seria muito importante que tais avalia\u00e7\u00f5es e escolhas fossem p\u00fablicas e suscet\u00edveis do controle social. Tal tipo de transpar\u00eancia certamente facilitaria a identifica\u00e7\u00e3o das falhas e reducionismos dos \u00edndices, possibilitando n\u00e3o s\u00f3 esfor\u00e7os para o seu aprimoramento como tamb\u00e9m para a devida complementa\u00e7\u00e3o com o conhecimento qualitativo que se mostrar necess\u00e1rio em cada caso.<\/p>\n<p class=\"jota-article__reference\"><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/#_ftnref1\">[1]<\/a> MERRY, Sally Engle. <em>The Seduction of Quantification: Measuring Human Rights, Gender Violence, and Sex Trafficking.<\/em> Chicago Series in Law and Society. 2016, p. 5.<\/p>\n<p class=\"jota-article__reference\"><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/#_ftnref2\">[2]<\/a> MERRY, Sally Engle. <em>The Seduction of Quantification: Measuring Human Rights, Gender Violence, and Sex Trafficking.<\/em> Chicago Series in Law and Society. 2016, p. 5.<\/p>\n<p class=\"jota-article__reference\"><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/#_ftnref3\">[3]<\/a> MERRY, Sally Engle. <em>The Seduction of Quantification: Measuring Human Rights, Gender Violence, and Sex Trafficking.<\/em> Chicago Series in Law and Society. 2016, p. 222.<\/p>\n<p class=\"jota-article__reference\"><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/#_ftnref4\">[4]<\/a> Op.cit.<\/p>\n<p class=\"jota-article__reference\"><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/#_ftnref5\">[5]<\/a> Op.cit., p. 111.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cRather than revealing truth, indicators create it.\u201d[1] \u201cData are never complete and may not measure exactly what the author of the indicator seeks to access. 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