{"id":4594,"date":"2023-09-13T01:54:11","date_gmt":"2023-09-13T04:54:11","guid":{"rendered":"https:\/\/aprimora.site\/carvalhoalmeidaadvogados\/2023\/09\/13\/a-pec-45-e-o-funcionamento-do-iva\/"},"modified":"2023-09-13T01:54:11","modified_gmt":"2023-09-13T04:54:11","slug":"a-pec-45-e-o-funcionamento-do-iva","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aprimora.site\/carvalhoalmeidaadvogados\/2023\/09\/13\/a-pec-45-e-o-funcionamento-do-iva\/","title":{"rendered":"A PEC 45 e o funcionamento do IVA"},"content":{"rendered":"<p>H\u00e1 aqueles que n\u00e3o querem uma <a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tudo-sobre\/reforma-tributaria\">reforma tribut\u00e1ria<\/a>, por raz\u00f5es \u00f3bvias: ganham com as complexidades tribut\u00e1rias. Afinal, s\u00e3o R$ 7,5 trilh\u00f5es gastos em lit\u00edgios anualmente. A simplifica\u00e7\u00e3o, a desburocratiza\u00e7\u00e3o, a amplia\u00e7\u00e3o da base sobre a qual as empresas tomar\u00e3o cr\u00e9ditos e a indistin\u00e7\u00e3o entre bens e servi\u00e7os s\u00e3o caracter\u00edsticas do Imposto de Valor Agregado (IVA), que acabar\u00e3o com a maioria desses contenciosos. H\u00e1 outros, por\u00e9m, que est\u00e3o confusos com rela\u00e7\u00e3o ao funcionamento do IVA. N\u00e3o s\u00f3 porque a linguagem tribut\u00e1ria \u00e9 herm\u00e9tica, mas porque n\u00e3o est\u00e3o acostumados ao conceito da n\u00e3o cumulatividade plena de um IVA. \u00c9 para este grupo que este texto foi escrito.<\/p>\n<p>Pretende-se mostrar a l\u00f3gica do IVA dual (CBS e IBS), o novo sistema que substituir\u00e1 os cinco tributos sobre o consumo (ISS, ICMS, IPI, PIS e Cofins) atuais, a partir de um exemplo hipot\u00e9tico criado para fins did\u00e1ticos. Suponha uma cadeia produtiva com tr\u00eas transa\u00e7\u00f5es entre quatro agentes econ\u00f4micos: o <strong>produtor rural<\/strong> vende para a <strong>ind\u00fastria<\/strong>, que vende para o <strong>mercadinho<\/strong>, que vende para o <strong>consumidor final<\/strong>. Suponha, tamb\u00e9m, que uma al\u00edquota de IVA total (CBS e IBS) de 25% por fora<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/#_ftn1\">[1]<\/a> ocorra em todos os elos da cadeia. Por fim, suponha que os <strong>valores de venda<\/strong> <strong>sem tributos <\/strong>sejam de: R$ 100 (produtor rural para a ind\u00fastria), R$ 200 (ind\u00fastria para o mercadinho) e R$ 300 (mercadinho para o consumidor final).<\/p>\n<p>A <strong>primeira transa\u00e7\u00e3o<\/strong> ocorre da seguinte forma:<\/p>\n<p>1) O produtor rural destaca na nota fiscal eletr\u00f4nica (NFe) de sa\u00edda\/venda o valor de R$ 25, relativo \u00e0 al\u00edquota de IVA (25% de R$100);<\/p>\n<p>2) A ind\u00fastria<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/#_ftn2\">[2]<\/a> paga ao produtor rural os R$ 25 de tributo recolhido. Para a ind\u00fastria, que est\u00e1 no meio da cadeia, trata-se de um desembolso, e n\u00e3o de um custo. Desembolso significa um pagamento com direito a ressarcimento de cr\u00e9dito pelo fisco, e custo significa um pagamento sem direito a cr\u00e9dito pelo fisco. O desembolso total da ind\u00fastria \u00e9 R$ 125, soma entre valor do produto sem imposto (R$ 100) e o tributo (R$ 25);<\/p>\n<p>3) O produtor rural recolhe ao fisco<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/#_ftn3\">[3]<\/a> a diferen\u00e7a entre o tributo constante na sua NFe de sa\u00edda\/venda, R$ 25, e na sua Nfe de entrada\/compra de insumo, R$ 0. Isto \u00e9, o produtor rural recolhe R$ 25 ao fisco. Este \u00e9 o IVA referente \u00e0 primeira transa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>No final, o <strong>produtor rural pagou liquidamente zero em termos de tributo<\/strong>, sendo completamente desonerado, pois foi a ind\u00fastria que desembolsou o recolhimento do tributo feito pelo produtor rural, de R$ 25.<\/p>\n<p>A <strong>segunda transa\u00e7\u00e3o<\/strong> ocorre assim:<\/p>\n<p>1) A ind\u00fastria destaca na NFe de sa\u00edda R$ 50, relativo \u00e0 al\u00edquota de IVA (25% de R$ 200);<\/p>\n<p>2) O mercadinho paga \u00e0 ind\u00fastria estes R$ 50 de tributo. Para o mercadinho, assim como para a ind\u00fastria, trata-se de um desembolso, e n\u00e3o de um custo. O seu desembolso total ser\u00e1, portanto, de R$ 250, soma entre produto sem imposto (R$ 200) e o tributo (R$ 50);<\/p>\n<p>3) A ind\u00fastria recebe cr\u00e9dito de R$ 25, pois foi esse valor que a ind\u00fastria foi onerada na sua compra junto ao produtor rural;<\/p>\n<p>4) A ind\u00fastria recolhe ao fisco a diferen\u00e7a entre o tributo constante na sua NFe de sa\u00edda, R$ 50, e na sua NFe de entrada, R$ 25, resultando em um recolhimento l\u00edquido de R$ 25. Este \u00e9 o IVA referente \u00e0 segunda transa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Da forma an\u00e1loga ao que ocorreu na primeira transa\u00e7\u00e3o, <strong>a ind\u00fastria pagou liquidamente zero em termos de tributo<\/strong>, sendo completamente desonerada, pois o desembolso referente ao tributo na transa\u00e7\u00e3o 1 (produtor rural \u2013 ind\u00fastria) foi recebido em formato de cr\u00e9dito. J\u00e1 os R$ 50 que a ind\u00fastria recolhe s\u00e3o repassados para o mercadinho, quem paga (pois ele ter\u00e1 direito a este cr\u00e9dito depois), n\u00e3o incorporando o valor como um custo.<\/p>\n<p>Por fim, na <strong>terceira transa\u00e7\u00e3o<\/strong> ocorre o seguinte:<\/p>\n<p>1) O mercadinho destaca na NFe de sa\u00edda R$ 75 de IVA (25% de R$ 300);<\/p>\n<p>2) O <span>c<\/span>onsumidor final paga ao mercadinho um total de R$ 375, sendo R$ 75 de tributo. Estes R$ 75 representam um custo para o consumidor final, e n\u00e3o um desembolso como nos casos anteriores, pois ele n\u00e3o tem direito a receber cr\u00e9dito;<\/p>\n<p>3) O mercadinho recebe cr\u00e9dito de R$50, valor que foi onerado na sua compra junto \u00e0 ind\u00fastria; e<\/p>\n<p>4) O mercadinho recolhe ao fisco a diferen\u00e7a entre o tributo constante na sua sa\u00edda, R$ 75 e na sua entrada, R$ 50, perfazendo um recolhimento de R$ 25. Este \u00e9 o IVA referente \u00e0 terceira transa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Como a soma dos IVAs recolhidos ao longo da cadeia resulta em R$ 75 (tr\u00eas parcelas de R$ 25), mas a administra\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria credita na mesma quantia, <strong>o fisco n\u00e3o arrecada nada ao longo da cadeia<\/strong>. O seu ativo (recolhimento) \u00e9 igual ao seu passivo (creditamento). O<strong> imposto recair\u00e1 de fato somente sobre o consumidor final, que n\u00e3o tem direito ao cr\u00e9dito do fisco e pagar\u00e1 R$ 75 (25% sobre R$ 300)<\/strong>, consumindo o seu produto ou servi\u00e7o a um custo total de R$ 375.<\/p>\n<p>Antes de prosseguir, valem tr\u00eas observa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>A primeira \u00e9 que o IVA \u00e9 n\u00e3o cumulativo sobre uma base ampla. Por isso, \u00e9 dito que o IVA \u00e9 neutro. Quando um tributo \u00e9 neutro, o produtor\/empres\u00e1rio\/vendedor pode optar por se verticalizar apenas por raz\u00f5es de efici\u00eancia econ\u00f4mica, jamais por planejamento tribut\u00e1rio, uma vez que o tamanho da cadeia \u00e9 indiferente na sua aloca\u00e7\u00e3o de recursos. Ele tamb\u00e9m se instalar\u00e1 onde houver maior efici\u00eancia alocativa, independentemente de raz\u00f5es tribut\u00e1rias. Note que o IVA se diferencia do ISS, que \u00e9 cumulativo e incide sobre o faturamento.<\/p>\n<p>A segunda observa\u00e7\u00e3o \u00e9 que o IVA proposto na <a href=\"https:\/\/www.camara.leg.br\/proposicoesWeb\/fichadetramitacao?idProposicao=2196833\">PEC 45<\/a> tem caracter\u00edsticas similares ao ICMS, que abate cr\u00e9ditos e incide sobre o valor agregado. As diferen\u00e7as s\u00e3o duas. A primeira \u00e9 que, com a PEC 45, o cr\u00e9dito ter\u00e1 base ampla, isto \u00e9, o direito ao cr\u00e9dito recai sobre todos os insumos que o adquirente comprar, o que n\u00e3o acontecia com o ICMS. A segunda \u00e9 que quem devolver\u00e1 os cr\u00e9ditos n\u00e3o ser\u00e3o os tesouros dos entes (que nem sempre repassam ao sujeito passivo o que dele \u00e9 de direito), mas o Conselho Federativo (que garantir\u00e1 ao empres\u00e1rio que o creditamento ocorrer\u00e1 quase automaticamente). Por estas duas raz\u00f5es, os <strong>produtores\/empres\u00e1rios\/vendedores que investem e produzem ser\u00e3o completamente desonerados<\/strong>, assim como ser\u00e3o as exporta\u00e7\u00f5es, o que fomentar\u00e1 os investimentos e o crescimento econ\u00f4mico.<\/p>\n<p>A terceira observa\u00e7\u00e3o \u00e9 que, para entender os impactos esperados com o IVA, \u00e9 importante compreender a diferen\u00e7a entre \u201cequil\u00edbrio parcial\u201d e \u201cequil\u00edbrio geral\u201d. De fato, a imposi\u00e7\u00e3o de um imposto encarece um determinado mercado, reduzindo a quantidade demandada. O tamanho dessa redu\u00e7\u00e3o depender\u00e1 da sensibilidade da demanda a altera\u00e7\u00f5es no pre\u00e7o, o que os economistas chamam de \u201celasticidade-pre\u00e7o\u201d. Similarmente, a quantidade ofertada tamb\u00e9m pode variar.<\/p>\n<p>Na \u00faltima transa\u00e7\u00e3o, por exemplo, pode ser que o mercadinho n\u00e3o consiga repassar todo o tributo (R$75) para o consumidor final. Suponha que o pre\u00e7o era R$ 350, sendo R$ 50 de tributo (16,7%), e houve aumento de tributo, que passou para R$ 75 (25%). Suponha tamb\u00e9m que o mercadinho n\u00e3o consiga vender o bem ou o servi\u00e7o por R$ 375, mas pelos mesmos R$ 350. Neste caso, o valor da mercadoria sem imposto seria R$ 280 (R$350\/1,25) e o IVA repassado ao consumidor seria a diferen\u00e7a (350-280), de R$ 70. Ou seja, o mercadinho teve que reduzir o valor l\u00edquido da sua venda em R$ 20 e o valor destacado na NFe de sa\u00edda foi de R$ 70 e n\u00e3o de R$ 75. Se o consumidor final pagar R$375, o mercadinho ter\u00e1 conseguido repassar a ele todo o imposto, indicando possuir poder de barganha melhor do que o consumidor final.<\/p>\n<p>Portanto, a depender das elasticidades-pre\u00e7o de oferta e demanda do \u00faltimo elo da cadeia, onde o pagamento \u00e9 custo e n\u00e3o desembolso, o consumidor final n\u00e3o necessariamente comprar\u00e1 um bem ou servi\u00e7o a um custo total maior do que est\u00e1 acostumado a fazer hoje (imaginando um aumento na al\u00edquota). O consumidor final pode tentar migrar para outros fornecedores\/vendedores\/concorrentes, que cobrem um pre\u00e7o final mais barato do que R$ 375. Ele tamb\u00e9m pode passar a comprar bens ou servi\u00e7os substitutos \u00e0quele que ele comprava no mercadinho.<\/p>\n<p>Ou seja, no caso de um aumento de tributo, quem est\u00e1 \u00e0 montante na cadeia \u00e9 imediatamente impactado, e pode ter que reduzir a sua margem. No decorrer do tempo, entretanto, se o consumidor final n\u00e3o aceitar pagar todo o aumento no pre\u00e7o final, a margem de cada um na cadeia pode ser diminu\u00edda, a depender das elasticidades-pre\u00e7o de demanda e oferta de cada agente envolvido nas transa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Observe que, como todos os concorrentes ter\u00e3o a mesma (nova) al\u00edquota majorada, a \u00fanica forma do concorrente ao mercadinho \u201croubar seu cliente\u201d \u00e9 diminuindo o seu pre\u00e7o antes do imposto. Mas se o concorrente j\u00e1 n\u00e3o o \u201crouba\u201d hoje, por que o roubaria com o novo imposto majorado? A al\u00edquota \u00e9 a mesma para todos os ofertantes. Se ela aumentar, a depender da substituibilidade\/ necessidade do bem ou servi\u00e7o, pode ser que o mercadinho n\u00e3o veja seu consumidor final migrar para um concorrente, ainda que possa haver uma redu\u00e7\u00e3o de toda a demanda do mercado.<\/p>\n<p>Esta \u00e9 uma resumida an\u00e1lise em <em>equil\u00edbrio parcial<\/em>, ou seja, observando o que ocorre apenas em um mercado quando o pre\u00e7o final varia.<\/p>\n<p>No entanto, a mudan\u00e7a proposta pela PEC 45 n\u00e3o afeta apenas um mercado. Por exemplo: o aumento do pre\u00e7o do sapato reduz a demanda por meias (bem complementar) e aumenta a demanda por sand\u00e1lia (bem substituto). Estas varia\u00e7\u00f5es, por sua vez, alteram outros mercados. Se for introduzida uma \u00fanica al\u00edquota m\u00e9dia de imposto na economia (caso concreto da PEC 45), <strong>ocorrer\u00e1 um realinhamento geral de todos os pre\u00e7os finais da economia.<\/strong><\/p>\n<p>Assim, os consumidores ir\u00e3o observar que alguns bens ou servi\u00e7os foram barateados e outros encarecidos, e cada bem ou servi\u00e7o pode ter maior ou menor import\u00e2ncia para cada consumidor. Quando h\u00e1 um realinhamento geral nos pre\u00e7os finais em todos os mercados da economia, analisar ganhos e perdas em cada mercado se torna bem mais complexo.<\/p>\n<p>Para finalizar essa resumida an\u00e1lise em <em>equil\u00edbrio geral<\/em>, como no m\u00e9dio\/longo prazo a literatura nos ensina que dever\u00e1 haver crescimento econ\u00f4mico acima daquele esperado sem a reforma tribut\u00e1ria, pela via da produtividade, \u00e9 muito prov\u00e1vel que a grande maioria, sen\u00e3o todos, os consumidores finais saiam ganhando. H\u00e1 <a href=\"https:\/\/ccif.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/CCiF_NT_Impactos.pdf\">estudos<\/a> nesta dire\u00e7\u00e3o para o Brasil e para outros pa\u00edses<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/#_ftn4\">[4]<\/a>.<\/p>\n<p>Pela revis\u00e3o da literatura<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/#_ftn5\">[5]<\/a>, jabuticaba \u00e9 como funciona atualmente o regime brasileiro, falido em diversos sentidos. Inconceb\u00edvel, pois, \u00e9 fugir das contundentes evid\u00eancias internacionais positivas onde o IVA foi adotado (174 pa\u00edses). \u00c9 o momento de seguirmos adiante com a implementa\u00e7\u00e3o do novo sistema j\u00e1 em 2024. Com a palavra, o Senado.<\/p>\n<p class=\"jota-article__reference\"><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/#_ftnref1\">[1]<\/a> Hoje a cobran\u00e7a dos impostos, como o ICMS, \u00e9 \u201cpor dentro\u201d. Ex: 18% por fora significa 22% (18\/82) por dentro.<\/p>\n<p class=\"jota-article__reference\"><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/#_ftnref2\">[2]<\/a> A ind\u00fastria \u00e9 o elo seguinte da cadeia. Pode ser chamado de comprador, adquirente ou destinat\u00e1rio. No caso, trata-se de um bem, mas se aplica a bem ou servi\u00e7o, tang\u00edvel ou intang\u00edvel. O CSLL e o IRPJ n\u00e3o foram considerados, pois\u00a0 n\u00e3o sofrer\u00e3o altera\u00e7\u00e3o com a PEC 45.<\/p>\n<p class=\"jota-article__reference\"><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/#_ftnref4\">[4]<\/a> Em estudo publicado em 2020, <a href=\"https:\/\/onlinelibrary.wiley.com\/doi\/abs\/10.1111\/ecin.12847\">Bibek Adhikari<\/a> avaliou 33 epis\u00f3dios de introdu\u00e7\u00e3o do IVA, substituindo parcial ou totalmente tributos cumulativos. O autor identificou um ganho m\u00e9dio de 8% de produtividade nos pa\u00edses que adotaram o sistema. No caso dos pa\u00edses de renda m\u00e9dia alta, como o Brasil, o ganho estimado foi bem maior, de cerca de 26% ap\u00f3s 5 anos, chegando a 33% ap\u00f3s 10 anos. Isso sugere que os v\u00e1rios estudos feitos para o caso brasileiro est\u00e3o subestimando os efeitos positivos dessa reforma.<\/p>\n<p class=\"jota-article__reference\"><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/#_ftnref5\">[5]<\/a> A <a href=\"https:\/\/www.camara.leg.br\/proposicoesWeb\/fichadetramitacao?idProposicao=2196833\">exposi\u00e7\u00e3o de motivos da PEC 45<\/a> faz uma revis\u00e3o na literatura, mostra que h\u00e1 174 pa\u00edses que adotaram o IVA e detalha seus custos e benef\u00edcios.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 aqueles que n\u00e3o querem uma reforma tribut\u00e1ria, por raz\u00f5es \u00f3bvias: ganham com as complexidades tribut\u00e1rias. Afinal, s\u00e3o R$ 7,5 trilh\u00f5es gastos em lit\u00edgios anualmente. A simplifica\u00e7\u00e3o, a desburocratiza\u00e7\u00e3o, a amplia\u00e7\u00e3o da base sobre a qual as empresas tomar\u00e3o cr\u00e9ditos e a indistin\u00e7\u00e3o entre bens e servi\u00e7os s\u00e3o caracter\u00edsticas do Imposto de Valor Agregado (IVA), [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":0,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/aprimora.site\/carvalhoalmeidaadvogados\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4594"}],"collection":[{"href":"https:\/\/aprimora.site\/carvalhoalmeidaadvogados\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/aprimora.site\/carvalhoalmeidaadvogados\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/aprimora.site\/carvalhoalmeidaadvogados\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4594"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/aprimora.site\/carvalhoalmeidaadvogados\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4594\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/aprimora.site\/carvalhoalmeidaadvogados\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4594"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/aprimora.site\/carvalhoalmeidaadvogados\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4594"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/aprimora.site\/carvalhoalmeidaadvogados\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4594"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}