{"id":4032,"date":"2023-05-19T22:19:20","date_gmt":"2023-05-20T01:19:20","guid":{"rendered":"https:\/\/aprimora.site\/carvalhoalmeidaadvogados\/2023\/05\/19\/seguradora-devera-pagar-indenizacao-a-segurado-que-nao-tinha-diagnostico-medico-confirmado\/"},"modified":"2023-05-19T22:19:20","modified_gmt":"2023-05-20T01:19:20","slug":"seguradora-devera-pagar-indenizacao-a-segurado-que-nao-tinha-diagnostico-medico-confirmado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aprimora.site\/carvalhoalmeidaadvogados\/2023\/05\/19\/seguradora-devera-pagar-indenizacao-a-segurado-que-nao-tinha-diagnostico-medico-confirmado\/","title":{"rendered":"Seguradora dever\u00e1 pagar indeniza\u00e7\u00e3o a segurado que n\u00e3o tinha diagn\u00f3stico m\u00e9dico confirmado"},"content":{"rendered":"<p>\u200b<span>Com base na S\u00famula 609, a Quarta Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) decidiu que uma seguradora n\u00e3o poder\u00e1 se recusar a pagar indeniza\u00e7\u00e3o do seguro de vida, pois n\u00e3o exigiu a realiza\u00e7\u00e3o de exames m\u00e9dicos e per\u00edcias antes da contrata\u00e7\u00e3o, nem comprovou ter havido m\u00e1-f\u00e9 por parte do segurado.<\/span><\/p>\n<p>Na origem do caso, foi ajuizada a\u00e7\u00e3o de cobran\u00e7a de seguro de vida pelas herdeiras do falecido, j\u00e1 que, ap\u00f3s darem entrada no pedido para recebimento da indeniza\u00e7\u00e3o, a seguradora se negou a pagar, sob a justificativa de que o segurado sabia ser portador de doen\u00e7a e omitiu tal informa\u00e7\u00e3o no momento da contrata\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Em primeiro grau, a seguradora foi condenada a pagar a indeniza\u00e7\u00e3o. O tribunal estadual manteve a decis\u00e3o, sob o fundamento de que, por n\u00e3o haver diagn\u00f3stico conclusivo, mas apenas altera\u00e7\u00f5es com suspeita de c\u00e9lulas neopl\u00e1sicas, o segurado n\u00e3o tinha obriga\u00e7\u00e3o de se autodeclarar portador de alguma doen\u00e7a quando contratou o seguro. <\/p>\n<p>A empresa de seguros recorreu ao STJ sustentando que, como o contratante investigava a possibilidade de estar com uma doen\u00e7a grave, ele teria violado o dever de boa-f\u00e9 ao se declarar em plenas condi\u00e7\u00f5es de sa\u00fade.<\/p>\n<h2>Entendimento na segunda inst\u00e2ncia seguiu a jurisprud\u00eancia do STJ<\/h2>\n<p>No julgamento de agravo interno, a Quarta Turma confirmou a <a href=\"https:\/\/processo.stj.jus.br\/processo\/dj\/documento\/mediado\/?tipo_documento=documento&amp;componente=MON&amp;sequencial=147188257&amp;tipo_documento=documento&amp;num_registro=202103681961&amp;data=20220328&amp;formato=PDF\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>decis\u00e3o monocr\u00e1tica do relator, ministro Marco Buzzi<\/strong><\/a>, que negou provimento ao recurso da seguradora. Al\u00e9m de invocar a S\u00famula 609, o ministro apontou a S\u00famula 7 do tribunal, que impede o reexame de provas em recurso especial.<\/p>\n<p>&#8220;O tribunal de origem, soberano na an\u00e1lise das circunst\u00e2ncias f\u00e1ticas da causa, asseverou que a seguradora, ora recorrente, n\u00e3o solicitou a realiza\u00e7\u00e3o de exames ou per\u00edcia pr\u00e9vios para apura\u00e7\u00e3o de doen\u00e7as preexistentes, e tampouco comprovou a m\u00e1-f\u00e9 do segurado, o que torna il\u00edcita a recusa da cobertura securit\u00e1ria&#8221;, declarou Marco Buzzi.<\/p>\n<p>O ministro observou que o entendimento da corte de origem est\u00e1 em conson\u00e2ncia com a jurisprud\u00eancia do STJ e que, para afastar suas conclus\u00f5es a partir dos argumentos apresentados pela seguradora, seria inevit\u00e1vel reavaliar as provas do processo.<\/p>\n<p>Marco Buzzi assinalou tamb\u00e9m que, como destacado pelo ac\u00f3rd\u00e3o de segunda inst\u00e2ncia, a proposta que foi preenchida pelo segurado e juntada aos autos est\u00e1 ileg\u00edvel, n\u00e3o sendo poss\u00edvel entender o que foi perguntado nem se as respostas apresentadas seriam realmente falsas.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/processo.stj.jus.br\/processo\/julgamento\/eletronico\/documento\/mediado\/?documento_tipo=integra&amp;documento_sequencial=187755939&amp;registro_numero=202103681961&amp;peticao_numero=202200324178&amp;publicacao_data=20230509&amp;formato=PDF\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>Leia o ac\u00f3rd\u00e3o no <\/strong><strong>AREsp 2.028.338<\/strong><\/a>.<\/p>\n<p>vti_charset:SR|utf-8<br \/>\nCampoResumo2:SW|Para a jurisprud\u00eancia do STJ, a recusa de pagamento do seguro de vida em raz\u00e3o de doen\u00e7a preexistente \u00e9 il\u00edcita se a seguradora n\u00e3o exigiu a realiza\u00e7\u00e3o pr\u00e9via de exames m\u00e9dicos.<br \/>\nvti_folderitemcount:IR|0<br \/>\nCampoExibirNaHome:BW|false<br \/>\nDisplayTemplateJSTemplateHidden:IW|0<br \/>\ndisplay_urn:schemas-microsoft-com:office:office#PublishingContact:SW|Camila Santos Costa<br \/>\nPublishingContactEmail:SW|<br \/>\nCampoProcessosRelacionados2:SW|AREsp 2028338<br \/>\nvti_timelastwnssent:TR|09 May 2023 20:22:51 -0000<br \/>\nCampoTituloChamada:SW|<br \/>\nvti_iplabelpromotionversion:IW|0<br \/>\nPublishingContact:IW|97<br \/>\nvti_previewinvalidtime:TX|09 May 2023 18:58:59 -0000<br \/>\nCampoCategoria2:IW|2<br \/>\nvti_writevalidationtoken:SW|eOQJgQ4yvD0wZ1DqB5SziXC\/hQM=<br \/>\nContentTypeId:SW|0x010100C568DB52D9D0A14D9B2FDCC96666E9F2007948130EC3DB064584E219954237AF390028C222943FF17147A8DFF100E78AD63E009AE7A42EF36FBD45885808727835AC84<br \/>\nCampoMinistros:SW|21;#Marco Buzzi<br \/>\nPublishingIsFurlPage:IW|0<br \/>\nvti_decryptskipreason:IW|6<br \/>\nCampoCreditoImg:SW|<br \/>\nCampoImagemMiniatura2:SW|<br \/>\nvti_sprocsschemaversion:SR|16.0.851.0<br \/>\nPublishingContactName:SW|<br \/>\nvti_areHybridOrphanHashedBlobsCleaned:BW|false<br \/>\nPublishingPageLayout:SW|https:\/\/stjjus.sharepoint.com\/sites\/portalp\/_catalogs\/masterpage\/LayoutConteudoPadraoPortalSTJ.aspx, Layout Conte\u00fado Padr\u00e3o Portal STJ<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u200bCom base na S\u00famula 609, a Quarta Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) decidiu que uma seguradora n\u00e3o poder\u00e1 se recusar a pagar indeniza\u00e7\u00e3o do seguro de vida, pois n\u00e3o exigiu a realiza\u00e7\u00e3o de exames m\u00e9dicos e per\u00edcias antes da contrata\u00e7\u00e3o, nem comprovou ter havido m\u00e1-f\u00e9 por parte do segurado. 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