{"id":4026,"date":"2023-05-19T22:19:20","date_gmt":"2023-05-20T01:19:20","guid":{"rendered":"https:\/\/aprimora.site\/carvalhoalmeidaadvogados\/2023\/05\/19\/para-a-terceira-turma-consolidada-a-propriedade-em-nome-do-credor-nao-e-possivel-a-purgacao-da-mora\/"},"modified":"2023-05-19T22:19:20","modified_gmt":"2023-05-20T01:19:20","slug":"para-a-terceira-turma-consolidada-a-propriedade-em-nome-do-credor-nao-e-possivel-a-purgacao-da-mora","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aprimora.site\/carvalhoalmeidaadvogados\/2023\/05\/19\/para-a-terceira-turma-consolidada-a-propriedade-em-nome-do-credor-nao-e-possivel-a-purgacao-da-mora\/","title":{"rendered":"Para a Terceira Turma, consolidada a propriedade em nome do credor, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel a purga\u00e7\u00e3o da mora"},"content":{"rendered":"<p>\u200b<span>A Terceira Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) decidiu que, ao tomador do empr\u00e9stimo que n\u00e3o quitou o d\u00e9bito at\u00e9 a consolida\u00e7\u00e3o da propriedade em nome do credor fiduci\u00e1rio, \u00e9 assegurado somente o exerc\u00edcio do direito de prefer\u00eancia na compra do im\u00f3vel que serviu de garantia do financiamento.<\/span><\/p>\n<p>No caso sob an\u00e1lise, o colegiado entendeu que o fato de a consolida\u00e7\u00e3o da propriedade em nome do banco credor ter ocorrido depois da entrada em vigor da Lei 13.465\/2017 impede a quita\u00e7\u00e3o do d\u00e9bito e a retomada do contrato de financiamento imobili\u00e1rio.<\/p>\n<p>Uma empresa ajuizou a\u00e7\u00e3o anulat\u00f3ria de ato jur\u00eddico, na qual alegou que o banco teria cometido v\u00e1rias irregularidades na expropria\u00e7\u00e3o do im\u00f3vel dado como garantia, por aliena\u00e7\u00e3o fiduci\u00e1ria, em c\u00e9dula de cr\u00e9dito banc\u00e1rio. Segundo a empresa, n\u00e3o lhe foi dada a oportunidade de reaver o bem ou discutir a d\u00edvida.<\/p>\n<p>Em primeira inst\u00e2ncia, foram julgados improcedentes os pedidos de suspens\u00e3o do leil\u00e3o, retifica\u00e7\u00e3o da certid\u00e3o de matr\u00edcula e manuten\u00e7\u00e3o na posse do im\u00f3vel. O Tribunal de Justi\u00e7a de Minas Gerais (TJMG) manteve a decis\u00e3o, sob o fundamento de que, com o advento da Lei 13.465\/2017, foi assegurado ao devedor t\u00e3o somente o exerc\u00edcio do direito de prefer\u00eancia na compra do bem alienado.<\/p>\n<p>No recurso dirigido ao STJ, a empresa defendeu a inaplicabilidade da lei, sob o argumento de que o contrato foi firmado antes da sua entrada em vigor.<\/p>\n<h2>Lei trouxe novo entendimento \u00e0s turmas de direito privado<\/h2>\n<p>A relatora, ministra Nancy Andrighi, lembrou que as turmas de direito privado do STJ realmente tinham o entendimento de que seria l\u00edcito ao devedor quitar o d\u00e9bito no prazo de 15 dias ap\u00f3s a intima\u00e7\u00e3o prevista no <a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/l9514.htm#art26\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>artigo 26, par\u00e1grafo 1\u00ba, da Lei 9.514\/1997<\/strong><\/a>, ou a qualquer momento at\u00e9 a assinatura do auto de arremata\u00e7\u00e3o, segundo o <a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/decreto-lei\/del0070-66.htm#art34\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>artigo 34 <\/strong><strong>do Decreto-Lei 70\/1966<\/strong><\/a>.<\/p>\n<p>No entanto, a ministra destacou que a <a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2015-2018\/2017\/lei\/l13465.htm#art67\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>Lei <\/strong><strong>13.465\/2017<\/strong><\/a> incluiu o <a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/l9514.htm#art27\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>par\u00e1grafo 2\u00ba-B no artigo 27 da Lei 9.514\/1997<\/strong><\/a>, o qual assegura ao devedor o direito de prefer\u00eancia para adquirir o im\u00f3vel objeto de garantia fiduci\u00e1ria. Conforme ressaltou, a Terceira Turma, ao julgar o <a href=\"https:\/\/processo.stj.jus.br\/processo\/revista\/documento\/mediado\/?componente=ITA&amp;sequencial=1991987&amp;num_registro=201700153350&amp;data=20201016&amp;formato=PDF\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>REsp 1.649.595<\/strong><\/a>, concluiu que, com a entrada em vigor da nova lei, n\u00e3o mais se admite a quita\u00e7\u00e3o do d\u00e9bito ap\u00f3s a consolida\u00e7\u00e3o da propriedade em favor do credor fiduci\u00e1rio.<\/p>\n<h2>Aplica\u00e7\u00e3o da lei aos casos anteriores \u00e0 sua vig\u00eancia<\/h2>\n<p>A ministra acrescentou que a Lei 13.465\/2017 pode ser aplicada aos contratos anteriores \u00e0 sua edi\u00e7\u00e3o, pois ser\u00e3o consideradas as datas da consolida\u00e7\u00e3o da propriedade e da quita\u00e7\u00e3o do d\u00e9bito, e n\u00e3o a data da contrata\u00e7\u00e3o do empr\u00e9stimo. <\/p>\n<p>Nancy Andrighi explicou que, no julgamento do REsp 1.649.595, foram estabelecidas duas teses: se j\u00e1 consolidada a propriedade e quitado o d\u00e9bito antes da Lei 13.465\/2017, imp\u00f5em-se o desfazimento do ato de consolida\u00e7\u00e3o e a retomada do contrato de financiamento imobili\u00e1rio; se, ap\u00f3s a vig\u00eancia da lei, a propriedade foi consolidada, mas n\u00e3o foi pago o d\u00e9bito, fica assegurada ao devedor t\u00e3o somente a prefer\u00eancia na aquisi\u00e7\u00e3o do im\u00f3vel. <\/p>\n<p>&#8220;Na hip\u00f3tese dos autos, em que a consolida\u00e7\u00e3o da propriedade em nome do credor fiduci\u00e1rio ocorreu ap\u00f3s a entrada em vigor da Lei 13.465\/2017, n\u00e3o h\u00e1 que falar em possibilidade de o devedor purgar a ##mora## at\u00e9 a assinatura do auto de arremata\u00e7\u00e3o, ficando assegurado apenas o exerc\u00edcio do direito de prefer\u00eancia para adquirir o im\u00f3vel objeto da propriedade fiduci\u00e1ria&#8221;, concluiu.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/processo.stj.jus.br\/processo\/revista\/documento\/mediado\/?componente=ITA&amp;sequencial=2256041&amp;num_registro=202201768370&amp;data=20230216&amp;formato=PDF\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>Leia o ac\u00f3rd\u00e3o no REsp 2.007.941<\/strong><\/a>.<\/p>\n<p>vti_charset:SR|utf-8<br \/>\nCampoResumo2:SW|O colegiado decidiu que o devedor que n\u00e3o quitou o d\u00e9bito at\u00e9 a consolida\u00e7\u00e3o da propriedade em nome do credor fiduci\u00e1rio tem apenas o direito de prefer\u00eancia na compra do bem.<br \/>\nvti_folderitemcount:IR|0<br \/>\nCampoExibirNaHome:BW|false<br \/>\nDisplayTemplateJSTemplateHidden:IW|0<br \/>\ndisplay_urn:schemas-microsoft-com:office:office#PublishingContact:SW|Camila Santos Costa<br \/>\nPublishingContactEmail:SW|<br \/>\nCampoProcessosRelacionados2:SW|REsp 2007941<br \/>\nvti_timelastwnssent:TR|10 May 2023 21:01:47 -0000<br \/>\nCampoTituloChamada:SW|<br \/>\nvti_iplabelpromotionversion:IW|0<br \/>\nPublishingContact:IW|97<br \/>\nvti_previewinvalidtime:TX|10 May 2023 20:39:54 -0000<br \/>\nCampoCategoria2:IW|2<br \/>\nvti_writevalidationtoken:SW|p\/243p5BqZ8RUScKRSCw\/94r61M=<br \/>\nContentTypeId:SW|0x010100C568DB52D9D0A14D9B2FDCC96666E9F2007948130EC3DB064584E219954237AF390028C222943FF17147A8DFF100E78AD63E009AE7A42EF36FBD45885808727835AC84<br \/>\nCampoMinistros:SW|9;#Nancy Andrighi<br \/>\nPublishingIsFurlPage:IW|0<br \/>\nvti_decryptskipreason:IW|6<br \/>\nCampoCreditoImg:SW|<br \/>\nCampoImagemMiniatura2:SW|<br \/>\nvti_sprocsschemaversion:SR|16.0.851.0<br \/>\nPublishingContactName:SW|<br \/>\nvti_areHybridOrphanHashedBlobsCleaned:BW|false<br \/>\nPublishingPageLayout:SW|https:\/\/stjjus.sharepoint.com\/sites\/portalp\/_catalogs\/masterpage\/LayoutConteudoPadraoPortalSTJ.aspx, Layout Conte\u00fado Padr\u00e3o Portal STJ<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u200bA Terceira Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) decidiu que, ao tomador do empr\u00e9stimo que n\u00e3o quitou o d\u00e9bito at\u00e9 a consolida\u00e7\u00e3o da propriedade em nome do credor fiduci\u00e1rio, \u00e9 assegurado somente o exerc\u00edcio do direito de prefer\u00eancia na compra do im\u00f3vel que serviu de garantia do financiamento. 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