{"id":26278,"date":"2026-09-20T10:58:52","date_gmt":"2026-09-20T13:58:52","guid":{"rendered":"https:\/\/aprimora.site\/carvalhoalmeidaadvogados\/2026\/09\/20\/governadores-em-fim-de-mandato-fogem-da-tradicional-rota-de-candidatura-ao-senado-em-2026\/"},"modified":"2026-09-20T10:58:52","modified_gmt":"2026-09-20T13:58:52","slug":"governadores-em-fim-de-mandato-fogem-da-tradicional-rota-de-candidatura-ao-senado-em-2026","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aprimora.site\/carvalhoalmeidaadvogados\/2026\/09\/20\/governadores-em-fim-de-mandato-fogem-da-tradicional-rota-de-candidatura-ao-senado-em-2026\/","title":{"rendered":"Governadores em fim de mandato fogem da tradicional rota de candidatura ao Senado em 2026"},"content":{"rendered":"<p><span>A tradicional candidatura de <a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tudo-sobre\/governadores\">governadores<\/a> em segundo mandato ao <a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tudo-sobre\/senado\">Senado<\/a> perdeu for\u00e7a nas elei\u00e7\u00f5es de 2026. Dos 18 chefes dos Executivos estaduais reeleitos em 2022, 11 deixaram o governo com planos eleitorais: seis disputam uma cadeira no Senado e dois concorrem \u00e0 <a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tudo-sobre\/presidencia-da-republica\">Presid\u00eancia da Rep\u00fablica<\/a>. Outros dois desistiram da disputa ap\u00f3s renunciar, e um ficou ineleg\u00edvel. Os sete restantes decidiram permanecer no cargo at\u00e9 o fim do mandato (veja a lista ao fim do texto).<\/span><\/p>\n<p><span>Para especialistas ouvidos pelo <span class=\"jota\">JOTA<\/span>, o movimento ocorre, em especial, por instabilidades em coaliz\u00f5es locais ou rompimentos com vice-governadores. Nesses casos, permanecer no comando do estado pode ser uma estrat\u00e9gia para preservar o grupo pol\u00edtico no poder e influenciar a sucess\u00e3o estadual.<\/span><\/p>\n<p class=\"jota-cta\"><a href=\"https:\/\/conteudo.jota.info\/24-03-2026-rdstation-lp-jota-pro-eleicoes-conversao-mql-marketing?utm_source=direct&amp;utm_medium=site&amp;utm_campaign=aon-materias-eleicoes-lead-marketing\"><span>Conhe\u00e7a o <span class=\"jota\">JOTA<\/span> PRO Elei\u00e7\u00f5es, cobertura eleitoral especial do <span class=\"jota\">JOTA<\/span> que oferece transpar\u00eancia e previsibilidade para empresas<\/span><\/a><\/p>\n<h1>Rompimentos estaduais<\/h1>\n<p><span>Um desses casos de rompimento \u00e9 o do governador do Maranh\u00e3o, Carlos Brand\u00e3o (MDB), que permanecer\u00e1 no comando do estado at\u00e9 o fim do mandato. A decis\u00e3o foi tomada para evitar que seu vice, Felipe Camar\u00e3o (PT), assumisse o Pal\u00e1cio dos Le\u00f5es.<\/span><\/p>\n<p><span>Brand\u00e3o foi vice-governador de Fl\u00e1vio Dino, agora ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), por dois mandatos, e assumiu o governo quando o ent\u00e3o governador deixou o cargo para concorrer ao Senado. No entanto, o pol\u00edtico rompeu com o grupo ligado a Dino e ao petista Felipe Camar\u00e3o e decidiu apoiar o seu sobrinho, Orleans Brand\u00e3o (MDB), para concorrer ao Pal\u00e1cio dos Le\u00f5es.<\/span><\/p>\n<p><span>No Rio Grande do Norte, o caso \u00e9 parecido. A governadora F\u00e1tima Bezerra (PT) chegou a anunciar em fevereiro que iria renunciar ao cargo para concorrer ao Senado, mas voltou atr\u00e1s e passou a criticar o seu vice, Walter Alves (MDB). Segundo ela, o emedebista \u201catende a interesses de uma velha elite que nunca aceitou um RN governado pelo povo\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span>Gustavo Fernandes de Paula, doutorando em ci\u00eancia pol\u00edtica pela Universidade de S\u00e3o Paulo (USP), explica que, embora o Senado seja um ambiente atrativo para os governadores em segundo mandato, a manuten\u00e7\u00e3o do grupo pol\u00edtico no poder estadual acaba se sobrepondo ao projeto pessoal do chefe do Executivo estadual.<\/span><\/p>\n<p><span>\u201cA partir do momento em que existe uma disputa pol\u00edtica que pode p\u00f4r em risco a coaliz\u00e3o da qual eles fazem parte, \u00e0s vezes vale a pena eles abrirem m\u00e3o de uma candidatura ao Senado para a perman\u00eancia do grupo pol\u00edtico deles no poder\u201d, indica Gustavo de Paula.<\/span><\/p>\n<p><span>\u201cA quest\u00e3o deles no mandato \u00e9 uma forma de conseguirem controlar a m\u00e1quina p\u00fablica e os desfechos eleitorais. [\u2026] No caso do Carlos Brand\u00e3o, por exemplo, houve rompimento com o vice. Ent\u00e3o, ao permanecer no cargo, ele tem algum controle da m\u00e1quina pol\u00edtica e das alian\u00e7as ali para conseguir fazer seu sobrinho, Orleans Brand\u00e3o, ter for\u00e7a pol\u00edtica\u201d, complementa o doutorando da USP.<\/span><\/p>\n<p><span>Helcimara Telles, professora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e presidente da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Pesquisadores Eleitorais (Abrapel), avalia que, em muitos casos, o c\u00e1lculo sucess\u00f3rio passou a pesar mais na escolha pol\u00edtica dos governadores de segundo mandato. Para ela, embora eles deixem de disputar um cargo eletivo, isso n\u00e3o significa que v\u00e3o deixar a vida p\u00fablica.<\/span><\/p>\n<p><span>\u201cUm governador que termina o mandato pode continuar muito forte se mantiver prefeitos, aliados, partido e capacidade de influenciar a sucess\u00e3o. Em alguns casos, ficar sem mandato por um per\u00edodo pode ser menos arriscado do que assumir uma candidatura que divida o grupo ou comprometa sua posi\u00e7\u00e3o no estado\u201d, argumenta Helcimara Telles.<\/span><\/p>\n<p><span>Para a professora da UFMG, deixar o governo para disputar o Senado, no caso de um governador em segundo mandato, reflete uma tentativa de ampliar a proje\u00e7\u00e3o nacional, mas tamb\u00e9m pode significar entregar a m\u00e1quina estadual a um sucessor que n\u00e3o pertence ao seu grupo.<\/span><\/p>\n<p><span>\u201cIsso n\u00e3o significa que o Senado tenha perdido import\u00e2ncia. O Senado continua sendo uma posi\u00e7\u00e3o muito forte, com mandato longo e proje\u00e7\u00e3o nacional. O que mudou \u00e9 o valor relativo das alternativas. Se o governador tem um sucessor competitivo e consegue manter seu grupo unido, pode considerar mais interessante preservar esse capital pol\u00edtico do que disputar uma elei\u00e7\u00e3o para o Senado naquele momento\u201d, finaliza Helcimara Telles.<\/span><\/p>\n<p class=\"jota-cta\"><a href=\"https:\/\/conteudo.jota.info\/marketing-lp-newsletter-ultimas-noticias?utm_source=jota&amp;utm_medium=lp&amp;utm_campaign=23-09-2024-jota-lp-eleicoes-2024-eleicoes-2024-none-audiencias-none&amp;utm_content=eleicoes-2024&amp;utm_term=none\"><span>Assine gratuitamente a newsletter \u00daltimas Not\u00edcias do <span class=\"jota\">JOTA<\/span> e receba as principais not\u00edcias jur\u00eddicas e pol\u00edticas do dia no seu email<\/span><\/a><\/p>\n<h1>Candidatura \u00e0 Presid\u00eancia<\/h1>\n<p><span>No Rio Grande do Sul, o governador Eduardo Leite (PSD) informou que s\u00f3 deixaria o Pal\u00e1cio Piratini para concorrer \u00e0 Presid\u00eancia da Rep\u00fablica, mas a legenda optou pelo nome de Ronaldo Caiado, ex-governador de Goi\u00e1s.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span>Preterido, Leite tem dificuldades para consolidar o seu sucessor e garantir a sobreviv\u00eancia do seu grupo pol\u00edtico. A pesquisa Quaest, divulgada em 24 de agosto, mostra Gabriel Souza (MDB), vice-governador, com 9% das inten\u00e7\u00f5es de voto. Enquanto Luciano Zucco (PL) lidera com 26%, seguido por Juliana Brizola (PDT) com 23%.<\/span><\/p>\n<p><span>O c\u00e1lculo pol\u00edtico de Ratinho Jr. (PSD), governador do Paran\u00e1, foi semelhante. Ele chegou a ser cotado para disputar a Presid\u00eancia pela legenda, mas foi preterido por Caiado e passou a se dedicar para a elei\u00e7\u00e3o estadual.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span>A pesquisa Real Time Big Data, divulgada nesta sexta-feira (11\/9), indica o senador Sergio Moro (PL) na lideran\u00e7a com 35% das inten\u00e7\u00f5es de voto e Sandro Alex (PSD), ex-secret\u00e1rio de Infraestrutura e Log\u00edstica de Ratinho Jr. com 25%.<\/span><\/p>\n<p><span>Assim como Ronaldo Caiado, Romeu Zema (Novo) deixou o governo de Minas Gerais para disputar \u00e0 Presid\u00eancia. Vale lembrar que o \u00faltimo governador eleito para o Pal\u00e1cio do Planalto foi Fernando Collor, de Alagoas, na \u00e9poca pelo PRN, eleito em 1989.<\/span><\/p>\n<h1>Desist\u00eancia ao Senado<\/h1>\n<p><span>Em um \u201crec\u00e1lculo de rota\u201d, Ibaneis Rocha (MDB) desistiu de concorrer ao Senado pelo Distrito Federal. A candidatura do ex-governador da capital foi abalada ap\u00f3s uma s\u00e9rie de crises envolvendo a tentativa de compra do Banco Master pelo BRB e o rompimento com a sua vice, Celina Le\u00e3o (PP) e candidata \u00e0 reelei\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span>\u201cAp\u00f3s muita reflex\u00e3o, decidi n\u00e3o seguir com a pr\u00e9-candidatura ao Senado Federal.[\u2026] O que fa\u00e7o agora \u00e9 um rec\u00e1lculo de rota, pensando no meu bem-estar, nos meus filhos e nos que dependem de mim, nos meus neg\u00f3cios, na minha sa\u00fade e em tudo o que constru\u00ed ao longo desses anos\u201d, afirmou o ex-governador do Distrito Federal.<\/span><\/p>\n<h1>Crises jur\u00eddicas<\/h1>\n<p><span>J\u00e1 Cl\u00e1udio Castro (PL), ex-governador do Rio de Janeiro, renunciou ao cargo e anunciou a sua pr\u00e9-candidatura ao Senado. Em maio, informou \u00e0 imprensa que desistiu de concorrer a uma cadeira na Casa Alta ap\u00f3s ser alvo de duas opera\u00e7\u00f5es da Pol\u00edcia Federal em um intervalo de 11 dias.<\/span><\/p>\n<p><span>\u201cMinha fam\u00edlia est\u00e1 passando por momentos que jamais imaginei que ia passar. Dias de dor, de exposi\u00e7\u00e3o, de mentiras, de narrativas \u2013 muito pior que a mentira \u00e9 a meia-verdade. O que transforma atos corretos em tentativas de criminalizar o que era correto\u201d, disse o pol\u00edtico \u00e0 \u00e9poca.<\/span><\/p>\n<p><span>Em junho, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) manteve a inelegibilidade de Cl\u00e1udio Castro por abuso de poder pol\u00edtico e econ\u00f4mico durante as elei\u00e7\u00f5es de 2022.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span>Outro que enfrentou processo no TSE foi Antonio Denarium (PP), ex-governador de Roraima. A Corte o tornou ineleg\u00edvel por abuso de poder pol\u00edtico e econ\u00f4mico nas elei\u00e7\u00f5es de 2022. O pol\u00edtico chegou a renunciar ao cargo para disputar o Senado.<\/span><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A tradicional candidatura de governadores em segundo mandato ao Senado perdeu for\u00e7a nas elei\u00e7\u00f5es de 2026. Dos 18 chefes dos Executivos estaduais reeleitos em 2022, 11 deixaram o governo com planos eleitorais: seis disputam uma cadeira no Senado e dois concorrem \u00e0 Presid\u00eancia da Rep\u00fablica. 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