{"id":23556,"date":"2026-06-08T20:25:34","date_gmt":"2026-06-08T23:25:34","guid":{"rendered":"https:\/\/aprimora.site\/carvalhoalmeidaadvogados\/2026\/06\/08\/super-el-nino-iminente-expoe-despreparo-do-brasil-para-lidar-com-calor-extremo\/"},"modified":"2026-06-08T20:25:34","modified_gmt":"2026-06-08T23:25:34","slug":"super-el-nino-iminente-expoe-despreparo-do-brasil-para-lidar-com-calor-extremo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aprimora.site\/carvalhoalmeidaadvogados\/2026\/06\/08\/super-el-nino-iminente-expoe-despreparo-do-brasil-para-lidar-com-calor-extremo\/","title":{"rendered":"Super El Ni\u00f1o iminente exp\u00f5e despreparo do Brasil para lidar com calor extremo"},"content":{"rendered":"<p>Quase 70% dos munic\u00edpios reconhecem a amea\u00e7a clim\u00e1tica como cr\u00edtica, mas a maioria est\u00e1 em est\u00e1gios iniciais de planejamento e depende de recursos externos para implementar medidas de resili\u00eancia, aponta pesquisa da iniciativa Beat the Heat.<\/p>\n<p>A amea\u00e7a de um \u201cSuper El Ni\u00f1o\u201d no segundo semestre de 2026 cria um cen\u00e1rio ainda mais dif\u00edcil para as cidades brasileiras que n\u00e3o est\u00e3o preparadas para lidar com condi\u00e7\u00f5es extremas do clima.<\/p>\n<p class=\"jota-cta\"><a href=\"https:\/\/inteligencia.jota.info\/estudio-jota?utm_source=framer&amp;utm_medium=site&amp;utm_campai%5B%E2%80%A6%5Dlp_estudio_jota&amp;utm_content=header_topo_home_estudio_jota&amp;_gl=1*x8tmur*_gcl_au*MTA3OTM4MTM0Ni4xNzc2MTA3NDM5LjIzOTc2MTcxMy4xNzc3MzI2ODAxLjE3NzczMjcwNTM.*_ga*OTUxMDk5NDEyLjE3MjgzMjI4Mzk.*_ga_L4XEVW3ZK0*czE3Nzk5OTA5ODEkbzE1MyRnMCR0MTc3OTk5MDk4NSRqNTYkbDAkaDM3MTAxMTY2MCRkQUdQQzVUekFlcVdoMUFEMUo5YjBXbHVBQl96QnFIYjJ0Zw..\">Crise do petr\u00f3leo deixa mercados em ebuli\u00e7\u00e3o, e o <span class=\"jota\">JOTA<\/span> cobre o que est\u00e1 em jogo para a energia. Entenda como as marcas podem participar<\/a><\/p>\n<p>De acordo com proje\u00e7\u00f5es recentes do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (CEMADEN), o fen\u00f4meno pode intensificar as secas e inc\u00eandios florestais no Norte e Nordeste do Brasil, aumentar a frequ\u00eancia de ondas de calor nas regi\u00f5es centrais e desencadear chuvas extremas no Sul. O pico \u00e9 esperado entre dezembro de 2026 e janeiro de 2027, com impactos j\u00e1 a partir da primavera e consequ\u00eancias diretas para os sistemas h\u00eddricos e energ\u00e9ticos.<\/p>\n<p>A pesquisa realizada com\u00a0105 cidades brasileiras, representando\u00a026 estados e 20 capitais estaduais, participantes da iniciativa\u00a0Beat the Heat\u00a0\u2014 uma parceria entre a Presid\u00eancia da COP30 e o Programa das Na\u00e7\u00f5es Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) \u2014 revela um fosso entre o reconhecimento da amea\u00e7a e a capacidade de resposta. Muitas cidades participantes tamb\u00e9m est\u00e3o envolvidas em iniciativas como o AdaptaBrasil e o Programa Cidades Verdes e Resilientes.<\/p>\n<p>O diagn\u00f3stico aponta que:<\/p>\n<p>93% das cidades consideram o calor extremo um risco significativo.<br \/>\n68% classificam o calor extremo entre os seus tr\u00eas principais riscos clim\u00e1ticos locais.<br \/>\nNo entanto, 66% ainda n\u00e3o iniciaram ou est\u00e3o nas fases iniciais de desenvolvimento de planos de a\u00e7\u00e3o, com respostas fragmentadas e capacidade de implementa\u00e7\u00e3o limitada.<br \/>\n75% ainda n\u00e3o t\u00eam acesso a dados relacionados ao calor ou n\u00e3o os utilizam na tomada de decis\u00f5es e gest\u00e3o de riscos municipais, e apenas 42% utilizam sistemas de informa\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica (SIG) para mapear riscos.<\/p>\n<p>A CEO da COP30, Ana Toni, ressalta a natureza insidiosa da amea\u00e7a: \u201cO calor extremo \u00e9 um desastre de in\u00edcio lento que est\u00e1 minando a habitabilidade de cidades, comunidades e territ\u00f3rios, for\u00e7ando bilh\u00f5es de pessoas a adaptarem suas vidas di\u00e1rias. Responder a esta nova realidade exige colabora\u00e7\u00e3o em todos os n\u00edveis de governo e setores da sociedade, com forte apoio nacional e internacional.\u201d<\/p>\n<p>O risco clim\u00e1tico agrava um problema que j\u00e1 \u00e9 mortal. O calor extremo, frequentemente percebido como pouco mais do que um inconveniente de ver\u00e3o, tornou-se uma amea\u00e7a silenciosa e mortal. Hoje, ele causa aproximadamente meio milh\u00e3o de mortes em todo o mundo a cada ano \u2014 cerca de uma vida perdida a cada minuto. Somente no Brasil, as ondas de calor causaram cerca de 50.000 mortes em \u00e1reas metropolitanas entre 2000 e 2020, superando em muito as fatalidades associadas a inunda\u00e7\u00f5es repentinas e deslizamentos de terra.<\/p>\n<p class=\"jota-cta\"><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/produtos\/poder?utm_source=cta-site&amp;utm_medium=site&amp;utm_campaign=campanha_poder_q2&amp;utm_id=cta_texto_poder_q2_2023&amp;utm_term=cta_texto_poder&amp;utm_term=cta_texto_poder_meio_materias\">Conhe\u00e7a o <span class=\"jota\">JOTA<\/span> PRO Poder, plataforma de monitoramento que oferece transpar\u00eancia e previsibilidade para empresas<\/a><\/p>\n<h2>Foco na infraestrutura verde, mas falta integra\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p>A infraestrutura verde lidera os esfor\u00e7os atuais. Quase\u00a080% das cidades j\u00e1 implementaram infraestrutura verde e azul\u00a0para reduzir o calor, como o plantio de \u00e1rvores urbanas, parques e a cria\u00e7\u00e3o de \u00e1reas sombreadas, de acordo com a pesquisa. No entanto, o diagn\u00f3stico aponta que estas solu\u00e7\u00f5es s\u00e3o insuficientes por si s\u00f3s e h\u00e1 uma car\u00eancia de medidas estruturais mais complexas.<\/p>\n<p>As medidas de resfriamento passivo em edif\u00edcios, como ventila\u00e7\u00e3o cruzada, superf\u00edcies refletoras, pavimentos perme\u00e1veis e isolamento t\u00e9rmico, continuam em grande parte subutilizadas, com taxas de ado\u00e7\u00e3o de 21% ou menos.<\/p>\n<p>Mais de 80% dos munic\u00edpios ainda n\u00e3o estabeleceram crit\u00e9rios de compra p\u00fablica que apoiem os objetivos de resfriamento. Pol\u00edticas integradas, tomada de decis\u00e3o baseada em dados, prioriza\u00e7\u00e3o de riscos, monitoramento cont\u00ednuo e solu\u00e7\u00f5es relacionadas a edif\u00edcios, efici\u00eancia de resfriamento e compras p\u00fablicas permanecem limitados.<\/p>\n<p class=\"jota-cta\"><a href=\"https:\/\/conteudo.jota.info\/marketing-lp-newsletter-ultimas-noticias?utm_source=jota&amp;utm_medium=lp&amp;utm_campaign=23-09-2024-jota-lp-eleicoes-2024-eleicoes-2024-none-audiencias-none&amp;utm_content=eleicoes-2024&amp;utm_term=none\">Assine gratuitamente a newsletter \u00daltimas Not\u00edcias do <span class=\"jota\">JOTA<\/span> e receba as principais not\u00edcias jur\u00eddicas e pol\u00edticas do dia no seu email<\/a><\/p>\n<h2>Barreiras financeiras e t\u00e9cnicas<\/h2>\n<p>O progresso \u00e9 dificultado por barreiras financeiras e t\u00e9cnicas. Restri\u00e7\u00f5es financeiras e capacidade t\u00e9cnica limitada s\u00e3o os principais desafios. A grande maioria das cidades (85%) depende fortemente de apoio externo para implementar medidas de resili\u00eancia ao calor e escalar as a\u00e7\u00f5es. Essa depend\u00eancia externa impede tanto o planejamento integrado quanto a continuidade das pol\u00edticas.<\/p>\n<p>A iniciativa Beat the Heat, que visa apoiar as cidades na realiza\u00e7\u00e3o de avalia\u00e7\u00f5es, desenvolvimento de planos de a\u00e7\u00e3o e mobiliza\u00e7\u00e3o de financiamento, espera progressos significativos nos pr\u00f3ximos 12 a 18 meses. Cerca de 51% das cidades participantes planejam desenvolver pol\u00edticas municipais abrangentes sobre calor extremo.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quase 70% dos munic\u00edpios reconhecem a amea\u00e7a clim\u00e1tica como cr\u00edtica, mas a maioria est\u00e1 em est\u00e1gios iniciais de planejamento e depende de recursos externos para implementar medidas de resili\u00eancia, aponta pesquisa da iniciativa Beat the Heat. 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