{"id":23515,"date":"2026-06-05T10:59:35","date_gmt":"2026-06-05T13:59:35","guid":{"rendered":"https:\/\/aprimora.site\/carvalhoalmeidaadvogados\/2026\/06\/05\/dados-e-eleicoes\/"},"modified":"2026-06-05T10:59:35","modified_gmt":"2026-06-05T13:59:35","slug":"dados-e-eleicoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aprimora.site\/carvalhoalmeidaadvogados\/2026\/06\/05\/dados-e-eleicoes\/","title":{"rendered":"Dados e elei\u00e7\u00f5es"},"content":{"rendered":"<p>H\u00e1 pouco mais de dois anos, escrevi a coluna \u201cN\u00e3o \u00e9 a economia, est\u00fapido. Por que o debate econ\u00f4mico est\u00e1 perdendo for\u00e7a nas disputas eleitorais?\u201d, na qual pretendia explorar as raz\u00f5es pelas quais, apesar da boa performance de Joe Biden no \u00e2mbito econ\u00f4mico, tais resultados n\u00e3o se refletiam na avalia\u00e7\u00e3o dos eleitores quanto ao desempenho da economia. Tal constata\u00e7\u00e3o poderia sugerir que os resultados econ\u00f4micos estavam gradualmente perdendo import\u00e2ncia nas elei\u00e7\u00f5es<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/#_ftn1\">[1]<\/a>.<\/p>\n<p>Naquela oportunidade, pude explorar o quanto era alto o n\u00edvel de disson\u00e2ncia entre o que havia sido feito pela <em>Bidenomics <\/em>e a percep\u00e7\u00e3o dos eleitores, o que era suficiente a afastar a hip\u00f3tese de que a m\u00e1 avalia\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica de Biden seria fruto apenas da a\u00e7\u00e3o dos republicanos trumpistas.<\/p>\n<p class=\"jota-cta\"><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/produtos\/poder?utm_source=cta-site&amp;utm_medium=site&amp;utm_campaign=campanha_poder_q2&amp;utm_id=cta_texto_poder_q2_2023&amp;utm_term=cta_texto_poder&amp;utm_term=cta_texto_poder_meio_materias\"><span>Conhe\u00e7a o <span class=\"jota\">JOTA<\/span> PRO Poder, plataforma de monitoramento que oferece transpar\u00eancia e previsibilidade para empresas<\/span><\/a><\/p>\n<p>Recentemente, os economistas Laura Carvalho e Guilherme Klein publicaram o artigo \u201cPor que o desempenho econ\u00f4mico de Lula 3 n\u00e3o se converte em popularidade\u201d no qual pretendem explorar as causas da referida disson\u00e2ncia no contexto brasileiro<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/#_ftn2\">[2]<\/a>.<\/p>\n<p>Afinal, apesar de o terceiro mandato de Lula apresentar dados econ\u00f4micos relevantes \u2013 queda do desemprego para os menores patamares da s\u00e9rie hist\u00f3rica, crescimento do PIB em percentuais superiores \u00e0s proje\u00e7\u00f5es do mercado e \u00e0 m\u00e9dia do G20, redu\u00e7\u00e3o de pobreza \u2013 42% dos entrevistados na pesquisa Ipsos-Ipec de mar\u00e7o afirmaram que a situa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica do pa\u00eds estava pior que seis meses antes, enquanto apenas 27% disseram que havia melhorado.<\/p>\n<p>Os autores exploram v\u00e1rias explica\u00e7\u00f5es, dentre as quais a infla\u00e7\u00e3o e o endividamento das fam\u00edlias, inclusive em raz\u00e3o do papel crescente das bets, apresentando como tese central a de que \u201co governo Lula 3 entrega uma macroeconomia de resultados respeit\u00e1veis, mas n\u00e3o a experi\u00eancia subjetiva de mobilidade social que transformou o Brasil dos anos 2000\u2033.<\/p>\n<p>Nesse contexto, s\u00e3o sugeridas cinco hip\u00f3teses explicativas para o abismo entre o desempenho econ\u00f4mico efetivo e a percep\u00e7\u00e3o dos resultados pelos eleitores: \u201c(1) a compara\u00e7\u00e3o impl\u00edcita com os primeiros governos Lula; (2) o n\u00edvel ainda deprimido da renda ap\u00f3s uma d\u00e9cada perdida; (3) uma infla\u00e7\u00e3o que cedeu, mas em um patamar de pre\u00e7os ainda muito acima do que o consumidor guarda na mem\u00f3ria; (4) a transforma\u00e7\u00e3o cultural produzida pelas redes sociais, que criou padr\u00f5es elevados de aspira\u00e7\u00e3o de consumo; (5) a frustra\u00e7\u00e3o de uma gera\u00e7\u00e3o escolarizada que descobriu que o diploma n\u00e3o garante ascens\u00e3o social.\u201d<\/p>\n<p>As tr\u00eas primeiras explica\u00e7\u00f5es est\u00e3o relacionadas ao fato de que, para fins eleitorais, importa mais a experi\u00eancia subjetiva do eleitor em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 economia do que propriamente os resultados econ\u00f4micos concretos. E tais percep\u00e7\u00f5es s\u00e3o formadas a partir de compara\u00e7\u00f5es com Lula 1 e Lula 2 \u2013 n\u00e3o propriamente com o governo Bolsonaro.<\/p>\n<p>Segundo os autores, apesar da queda da infla\u00e7\u00e3o, os pre\u00e7os n\u00e3o voltaram ao que eram em 2019, o que faz com que a maior parte dos brasileiros entenda que a promessa n\u00e3o foi cumprida. Da\u00ed a conclus\u00e3o: \u201cIndicadores macroecon\u00f4micos bons n\u00e3o geram, sozinhos, percep\u00e7\u00e3o de prosperidade. A experi\u00eancia subjetiva do custo de vida \u00e9 o term\u00f4metro efetivo e \u00e9 moldada tanto pelos pre\u00e7os que o consumidor enfrenta quanto pelo padr\u00e3o de vida que ele considera razo\u00e1vel\u201d.<\/p>\n<p>J\u00e1 as duas \u00faltimas hip\u00f3teses explicativas mostram o ressentimento e a desilus\u00e3o decorrentes das redes sociais e da aus\u00eancia de oportunidades econ\u00f4micas. No que toca \u00e0s redes sociais, apontam os autores que elas criaram uma verdadeira \u201ceconomia das aspira\u00e7\u00f5es\u201d, o que produz efeitos negativos sobre o bem-estar das pessoas, que est\u00e3o frustradas a partir da compara\u00e7\u00e3o social. Al\u00e9m dos efeitos psicol\u00f3gicos indesej\u00e1veis, os autores ainda apontam o problema do endividamento, que \u00e9 consequ\u00eancia desse processo de consumismo desenfreado.<\/p>\n<p>J\u00e1 no que toca ao desalento de ter diploma e n\u00e3o ter emprego, os autores mostram o quanto \u00e9 preciso que o crescimento econ\u00f4mico se converta em bem-estar real para a maioria das pessoas, sendo compreens\u00edvel que elas n\u00e3o se sintam satisfeitas quando n\u00e3o experimentam concretamente os efeitos dos resultados econ\u00f4micos.<\/p>\n<p>Eu n\u00e3o tenho d\u00favidas de que as reflex\u00f5es trazidas por Laura Carvalho e Guilherme Klein s\u00e3o importantes e talvez expliquem, em boa medida, a constante disson\u00e2ncia entre os dados reais da economia e a percep\u00e7\u00e3o do eleitor brasileiro. Entretanto, continuo suspeitando de que a principal raz\u00e3o dessa desconex\u00e3o decorre de uma combina\u00e7\u00e3o entre as defici\u00eancias e disfuncionalidades do fluxo informacional e a redu\u00e7\u00e3o crescente das habilidades cognitivas dos eleitores.<\/p>\n<p>Quanto ao fluxo informacional, j\u00e1 tive a oportunidade de mostrar que, no tocante ao conhecimento econ\u00f4mico, h\u00e1 um verdadeiro mercado de ideias no qual nem sempre prevalecem as melhores ideias ou aquelas que apresentam mais ader\u00eancia \u00e0 realidade, mas sim aquelas que s\u00e3o dos interesses dos agentes mais poderosos<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/#_ftn3\">[3]<\/a>.<\/p>\n<p>Tal problema \u00e9 potencializado pela concentra\u00e7\u00e3o da m\u00eddia, especialmente da m\u00eddia econ\u00f4mica, que pode facilmente se tornar um ve\u00edculo de difus\u00e3o das ideias a servi\u00e7o dos grandes interesses, sem maior preocupa\u00e7\u00e3o com os dados econ\u00f4micos e sem espa\u00e7o para qualquer tipo de diverg\u00eancia ou pluralismo. Esse \u00e9 precisamente o caso brasileiro, como tamb\u00e9m j\u00e1 explorei em coluna anterior, que tratava da concentra\u00e7\u00e3o da m\u00eddia financeira<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/#_ftn4\">[4]<\/a>.<\/p>\n<p>Sob essa perspectiva, a primeira causa do problema \u00e9 a produ\u00e7\u00e3o, a divulga\u00e7\u00e3o e a dissemina\u00e7\u00e3o do conhecimento econ\u00f4mico, que j\u00e1 correspondem a um primeiro obst\u00e1culo para que a popula\u00e7\u00e3o tenha acesso aos dados econ\u00f4micos de modo fidedigno e sem enviesamentos. Muitos grandes ve\u00edculos de m\u00eddia s\u00e3o avessos a governos de esquerda e obviamente n\u00e3o t\u00eam interesse em divulgar dados ou interpreta\u00e7\u00f5es incompat\u00edveis com suas cren\u00e7as pol\u00edticas.<\/p>\n<p>A segunda causa do problema diz respeito \u00e0 import\u00e2ncia das narrativas, uma vez que os dados econ\u00f4micos s\u00e3o normalmente apresentados por meio de narrativas, que podem se tornar mais importantes do que os pr\u00f3prios dados econ\u00f4micos, especialmente quando estes n\u00e3o s\u00e3o facilmente acess\u00edveis ou compreens\u00edveis para uma boa parte da popula\u00e7\u00e3o brasileira.<\/p>\n<p>\u00c9 fundamental, portanto, situar o problema igualmente no contexto das discuss\u00f5es da Economia das Narrativas. Com efeito, como j\u00e1 tive oportunidade de alertar<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/#_ftn5\">[5]<\/a>, o ponto mais determinante para o potencial de dissemina\u00e7\u00e3o de uma narrativa pode ser o grau de ades\u00e3o \u00e0 constela\u00e7\u00e3o de narrativas dos agentes a quem interessa a sua difus\u00e3o, a qual \u00e9 profundamente marcada por ideologias e valores.<\/p>\n<p>Com a internet e as redes sociais, houve certa subvers\u00e3o dos protagonistas na difus\u00e3o de narrativas, j\u00e1 que os cientistas e experts, por um lado, e a grande m\u00eddia, por outro, hoje concorrem, respectivamente, com influenciadores e plataformas digitais de mensagens ou redes sociais. Na verdade, hoje j\u00e1 chegamos ao est\u00e1gio em que influenciadores econ\u00f4micos e pol\u00edticos s\u00e3o criados por intelig\u00eancia artificial, com um enorme poder de manipula\u00e7\u00e3o das pessoas<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/#_ftn6\">[6]<\/a>.<\/p>\n<p>\u00c9 fundamental entender que a difus\u00e3o das narrativas \u00e9 tamb\u00e9m um exerc\u00edcio de poder na disputa pela compreens\u00e3o do mundo, o que j\u00e1 seria extremamente importante. Diante da reflexividade do conhecimento econ\u00f4mico, \u00e9 tamb\u00e9m uma disputa pelo modo como as pessoas se comportam e pelo modo como a pr\u00f3pria economia pode ou deve funcionar.<\/p>\n<p>Ainda que possa haver alguma diversidade nas narrativas que interpretam e apresentam os dados econ\u00f4micos no Brasil, a sua difus\u00e3o n\u00e3o necessariamente se d\u00e1 de forma plural. O que temos visto \u00e9 que os modelos de monetiza\u00e7\u00e3o das plataformas digitais n\u00e3o privilegiam os conte\u00fados em raz\u00e3o da qualidade, mas sim do engajamento: como conte\u00fados mentirosos e desinformativos geram mais emo\u00e7\u00f5es, tendem a ser mais divulgados.<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/#_ftn7\">[7]<\/a> \u00a0Tal aspecto prejudica consideravelmente qualquer debate que deva se basear em fatos e dados, a\u00ed inclu\u00eddo o debate econ\u00f4mico.<\/p>\n<p>Entretanto, a causa final do problema est\u00e1 no eleitor, que, al\u00e9m de n\u00e3o entender o fluxo informacional da internet, est\u00e1 mergulhado em um processo crescente de polariza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica. Isso dificulta ou mesmo impede a delibera\u00e7\u00e3o racional com base em evid\u00eancias, tornando o eleitor v\u00edtima de suas emo\u00e7\u00f5es e vieses de confirma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"jota-cta\"><a href=\"https:\/\/conteudo.jota.info\/marketing-lp-newsletter-ultimas-noticias?utm_source=jota&amp;utm_medium=lp&amp;utm_campaign=23-09-2024-jota-lp-eleicoes-2024-eleicoes-2024-none-audiencias-none&amp;utm_content=eleicoes-2024&amp;utm_term=none\"><span>Assine gratuitamente a newsletter \u00daltimas Not\u00edcias do <span class=\"jota\">JOTA<\/span> e receba as principais not\u00edcias jur\u00eddicas e pol\u00edticas do dia no seu email<\/span><\/a><\/p>\n<p>Assim, a solu\u00e7\u00e3o do problema apontado envolve igualmente um conjunto de esfor\u00e7os que v\u00e3o desde a produ\u00e7\u00e3o e divulga\u00e7\u00e3o do conhecimento econ\u00f4mico at\u00e9 a sua compreens\u00e3o adequada pelo destinat\u00e1rio final. Na aus\u00eancia de iniciativas nesse sentido, o que se espera \u00e9 o aumento crescente da disson\u00e2ncia apontada e o desvio da escala de prioridades do eleitor para assuntos que, como os relacionados aos costumes, podem ser compreendidos e discutidos de forma mais f\u00e1cil e acess\u00edvel.<\/p>\n<p>Passado algum tempo do meu primeiro artigo sobre o tema<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/#_ftn8\">[8]<\/a>, continuo entendendo que \u00e9 urgente reinserir o debate econ\u00f4mico s\u00e9rio e respons\u00e1vel nas discuss\u00f5es pol\u00edticas e eleitorais, seja em raz\u00e3o da import\u00e2ncia das quest\u00f5es econ\u00f4micas para as democracias, seja em raz\u00e3o do risco de termos elei\u00e7\u00f5es cada vez mais irracionais e que ainda podem privilegiar governos populistas e sem qualquer pauta s\u00e9ria para os destinos de suas na\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/#_ftnref1\">[1]<\/a> <a href=\"https:\/\/www.jota.info\/opiniao-e-analise\/colunas\/constituicao-empresa-e-mercado\/nao-e-a-economia-estupido\">https:\/\/www.jota.info\/opiniao-e-analise\/colunas\/constituicao-empresa-e-mercado\/nao-e-a-economia-estupido<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/#_ftnref2\">[2]<\/a> <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/ilustrissima\/2026\/05\/por-que-o-desempenho-economico-de-lula-3-nao-se-converte-em-popularidade.shtml\">https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/ilustrissima\/2026\/05\/por-que-o-desempenho-economico-de-lula-3-nao-se-converte-em-popularidade.shtml<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/#_ftnref3\">[3]<\/a> <a href=\"https:\/\/www.jota.info\/opiniao-e-analise\/colunas\/constituicao-empresa-e-mercado\/existe-um-mercado-de-ideias\">https:\/\/www.jota.info\/opiniao-e-analise\/colunas\/constituicao-empresa-e-mercado\/existe-um-mercado-de-ideias<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/#_ftnref4\">[4]<\/a> <a href=\"https:\/\/www.jota.info\/opiniao-e-analise\/colunas\/constituicao-empresa-e-mercado\/mercado-de-ideias-economicas\">https:\/\/www.jota.info\/opiniao-e-analise\/colunas\/constituicao-empresa-e-mercado\/mercado-de-ideias-economicas<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/#_ftnref5\">[5]<\/a> <a href=\"https:\/\/www.jota.info\/opiniao-e-analise\/colunas\/constituicao-empresa-e-mercado\/ainda-sobre-a-reacao-do-mercado-as-declaracoes-de-lula\">https:\/\/www.jota.info\/opiniao-e-analise\/colunas\/constituicao-empresa-e-mercado\/ainda-sobre-a-reacao-do-mercado-as-declaracoes-de-lula<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/#_ftnref6\">[6]<\/a> Ver epis\u00f3dio do podcast Direito Digital \u201cIntelig\u00eancia Artificial nas elei\u00e7\u00f5es\u201d. <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=eMiYT7K_rp8\">https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=eMiYT7K_rp8<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/#_ftnref7\">[7]<\/a> <a href=\"https:\/\/www.jota.info\/opiniao-e-analise\/colunas\/constituicao-empresa-e-mercado\/a-delicada-questao-da-monetizacao-dos-negocios-de-divulgacao-de-conteudos\">https:\/\/www.jota.info\/opiniao-e-analise\/colunas\/constituicao-empresa-e-mercado\/a-delicada-questao-da-monetizacao-dos-negocios-de-divulgacao-de-conteudos<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/#_ftnref8\">[8]<\/a> <a href=\"https:\/\/www.jota.info\/opiniao-e-analise\/colunas\/constituicao-empresa-e-mercado\/nao-e-a-economia-estupido\">https:\/\/www.jota.info\/opiniao-e-analise\/colunas\/constituicao-empresa-e-mercado\/nao-e-a-economia-estupido<\/a><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 pouco mais de dois anos, escrevi a coluna \u201cN\u00e3o \u00e9 a economia, est\u00fapido. 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