{"id":23207,"date":"2026-05-26T07:58:25","date_gmt":"2026-05-26T10:58:25","guid":{"rendered":"https:\/\/aprimora.site\/carvalhoalmeidaadvogados\/2026\/05\/26\/stf-decide-validar-contribuicao-social-sobre-cooperativas-de-trabalho\/"},"modified":"2026-05-26T07:58:25","modified_gmt":"2026-05-26T10:58:25","slug":"stf-decide-validar-contribuicao-social-sobre-cooperativas-de-trabalho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aprimora.site\/carvalhoalmeidaadvogados\/2026\/05\/26\/stf-decide-validar-contribuicao-social-sobre-cooperativas-de-trabalho\/","title":{"rendered":"STF decide validar contribui\u00e7\u00e3o social sobre cooperativas de trabalho"},"content":{"rendered":"<p>O Supremo Tribunal Federal (<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tudo-sobre\/stf\">STF<\/a>), por unanimidade, validou a <span class=\"il\">contribui\u00e7\u00e3o<\/span> social previdenci\u00e1ria cobrada das <a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tudo-sobre\/cooperativas\">cooperativas<\/a> de trabalho sobre os valores pagos aos cooperados por servi\u00e7os prestados a terceiros enquanto a cobran\u00e7a esteve em vigor. O valor foi previsto na Lei Complementar 84\/1996, vigente entre 1996 e 1999. O julgamento foi encerrado na sexta-feira (22\/5).<\/p>\n<p>A controv\u00e9rsia foi objeto do RE 597315 (<a href=\"https:\/\/us.list-manage.com\/U2VdKo_ZAiB?e=35846b8f39&amp;c2id=99d72d802c0b155c68d4e72e9e725f3a\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Tema 516<\/a>). A repercuss\u00e3o geral foi reconhecida em fevereiro de 2012. Com isso, tribunais em todo o Brasil ser\u00e3o obrigados a aplicar o entendimento do STF em casos id\u00eanticos.<\/p>\n<p class=\"jota-cta\"><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/produtos\/tributos?utm_source=cta-site&amp;utm_medium=site&amp;utm_campaign=campanha_tributos_q2&amp;utm_id=cta_texto_tributos_q2_2023&amp;utm_term=cta_texto_tributos&amp;utm_term=cta_texto_tributos_meio_materias\">O resultado deste julgamento foi antecipado a assinantes <span class=\"jota\">JOTA<\/span> PRO Tributos em 22\/5. Conhe\u00e7a a plataforma do <span class=\"jota\">JOTA<\/span> de monitoramento tribut\u00e1rio para empresas e escrit\u00f3rios, que traz decis\u00f5es e movimenta\u00e7\u00f5es do Carf, STJ e STF<\/a><\/p>\n<p>A Lei Complementar 84\/1996 define que as cooperativas devem contribuir com 15% sobre o total das quantias pagas, distribu\u00eddas ou creditadas por elas a seus cooperados, a t\u00edtulo de remunera\u00e7\u00e3o ou retribui\u00e7\u00e3o pelos servi\u00e7os prestados por seus integrantes a pessoas jur\u00eddicas, por interm\u00e9dio da cooperativa.<\/p>\n<p>O Tribunal Regional Federal da 2\u00aa Regi\u00e3o entendeu que a cobran\u00e7a da contribui\u00e7\u00e3o \u00e9 constitucional. A Green Matrix recorreu ao STF sob a alega\u00e7\u00e3o de que os valores recebidos de tomadores de seus servi\u00e7os ou de adquirentes de suas mercadorias n\u00e3o podem ser considerados faturamento ou receita pr\u00f3pria.<\/p>\n<h2>Al\u00edquota e base de c\u00e1lculo<\/h2>\n<p>O relator, o ministro aposentado <a href=\"https:\/\/www.jota.info\/autor\/luis-roberto-barroso\">Lu\u00eds Roberto Barroso<\/a>, destacou que a <span class=\"il\">contribui\u00e7\u00e3o<\/span> foi institu\u00edda por lei complementar, respeitando a exig\u00eancia constitucional para a cria\u00e7\u00e3o de novas fontes de custeio da seguridade social.<\/p>\n<p>Barroso sustentou ainda que a norma n\u00e3o criou tratamento mais oneroso ao setor. \u201cN\u00e3o se verifica tratamento mais gravoso \u00e0s cooperativas\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>Barroso ressaltou que a <span class=\"il\">contribui\u00e7\u00e3o<\/span>\u00a0incidia sobre os valores pagos aos cooperados pelos servi\u00e7os prestados a terceiros por interm\u00e9dio da cooperativa, e n\u00e3o sobre o faturamento da entidade.<\/p>\n<p class=\"jota-cta\"><a href=\"https:\/\/conteudo.jota.info\/marketing-lp-newsletter-ultimas-noticias?utm_source=jota&amp;utm_medium=lp&amp;utm_campaign=23-09-2024-jota-lp-eleicoes-2024-eleicoes-2024-none-audiencias-none&amp;utm_content=eleicoes-2024&amp;utm_term=none\"><span>Assine gratuitamente a newsletter \u00daltimas Not\u00edcias do <span class=\"jota\">JOTA<\/span> e receba as principais not\u00edcias jur\u00eddicas e pol\u00edticas do dia no seu email<\/span><\/a><\/p>\n<p>O julgamento havia sido iniciado em agosto de 2025 e, na ocasi\u00e3o, foi suspenso por pedido de vista do ministro <a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tudo-sobre\/dias-toffoli\">Dias Toffoli<\/a>. Agora, ao incluir o caso novamente em pauta, Toffoli acompanhou o relator.<\/p>\n<p>O magistrado observou que a contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria patronal a cargo das empresas em geral \u00e9 de 20% sobre a folha de sal\u00e1rios. Enquanto isso, a al\u00edquota das cooperativas \u00e9 de 15% sobre os valores pagos, distribu\u00eddos ou creditados aos cooperados. \u201cComo se v\u00ea, a al\u00edquota e a base de c\u00e1lculo da tributa\u00e7\u00e3o foram adaptadas \u00e0s peculiaridades do cooperativismo\u201d, concluiu Toffoli.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Supremo Tribunal Federal (STF), por unanimidade, validou a contribui\u00e7\u00e3o social previdenci\u00e1ria cobrada das cooperativas de trabalho sobre os valores pagos aos cooperados por servi\u00e7os prestados a terceiros enquanto a cobran\u00e7a esteve em vigor. O valor foi previsto na Lei Complementar 84\/1996, vigente entre 1996 e 1999. O julgamento foi encerrado na sexta-feira (22\/5). 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