{"id":21934,"date":"2026-04-09T11:12:36","date_gmt":"2026-04-09T14:12:36","guid":{"rendered":"https:\/\/aprimora.site\/carvalhoalmeidaadvogados\/2026\/04\/09\/misoginia-como-negocio\/"},"modified":"2026-04-09T11:12:36","modified_gmt":"2026-04-09T14:12:36","slug":"misoginia-como-negocio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aprimora.site\/carvalhoalmeidaadvogados\/2026\/04\/09\/misoginia-como-negocio\/","title":{"rendered":"Misoginia como neg\u00f3cio"},"content":{"rendered":"<p>H\u00e1 aproximadamente seis anos, escrevi uma coluna mostrando como as fake news haviam se tornado um promissor neg\u00f3cio<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/#_ftn1\">[1]<\/a>. Naquela ocasi\u00e3o, procurei demonstrar, \u00e0 luz da obra de Hannah Arendt <em>As origens do totalitarismo, <\/em>como o ressentimento e o sentimento de exclus\u00e3o s\u00e3o terrenos f\u00e9rteis para a dissemina\u00e7\u00e3o de \u00f3dio e viol\u00eancia, a exemplo do que aconteceu com o nazismo.<\/p>\n<p>Afinal, a partir do momento em que as pessoas s\u00e3o atomizadas, isoladas de seus la\u00e7os sociais e perdem qualquer tipo de perspectiva social ou comunit\u00e1ria, suas preocupa\u00e7\u00f5es passam a ser puramente o pr\u00f3prio interesse. Isso faz com que fiquem vulner\u00e1veis e suscet\u00edveis de serem cooptadas por ideias ou movimentos que lhes oferecem um senso de significado e pertencimento.<\/p>\n<p class=\"jota-cta\"><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/produtos\/poder?utm_source=cta-site&amp;utm_medium=site&amp;utm_campaign=campanha_poder_q2&amp;utm_id=cta_texto_poder_q2_2023&amp;utm_term=cta_texto_poder&amp;utm_term=cta_texto_poder_meio_materias\"><span>Conhe\u00e7a o <span class=\"jota\">JOTA<\/span> PRO Poder, plataforma de monitoramento que oferece transpar\u00eancia e previsibilidade para empresas<\/span><\/a><\/p>\n<p>Lembrei-me muito do livro ao assistir ao recente document\u00e1rio de Louis Theroux <em>Por dentro da machosfera<\/em>. Por mais que j\u00e1 soubesse que a viol\u00eancia de g\u00eanero \u00e9 a que mais cresce na internet<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/#_ftn2\">[2]<\/a> e que h\u00e1 uma verdadeira ind\u00fastria da desinforma\u00e7\u00e3o de g\u00eanero, financiada por diversos agentes econ\u00f4micos e catapultada pela publicidade digital e pelo modelo de monetiza\u00e7\u00e3o das plataformas digitais<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/#_ftn3\">[3]<\/a>, achei o document\u00e1rio interessante por diversas raz\u00f5es.<\/p>\n<p>Em primeiro lugar, o filme chama a aten\u00e7\u00e3o para uma das causas que atraem um n\u00famero cada vez maior de homens, especialmente os mais pobres, para tais grupos: a extrema desigualdade, a aus\u00eancia de oportunidades econ\u00f4micas e a sensa\u00e7\u00e3o de que foram deixados para tr\u00e1s. \u00c9 isso que estimula a vis\u00e3o de que o mundo n\u00e3o tem lugar para eles e que precisam entender a realidade e romper com ela. N\u00e3o \u00e9 sem raz\u00e3o as in\u00fameras refer\u00eancias que s\u00e3o feitas ao filme <em>Matrix<\/em> e \u00e0 <em>red pill<\/em>.<\/p>\n<p>Mesmo os jovens mais ricos n\u00e3o est\u00e3o a salvo da sensa\u00e7\u00e3o de anomia, ressentimento, rejei\u00e7\u00e3o e descolamento do mundo \u2013 ainda que por fatores distintos \u2013 raz\u00e3o pela qual a promessa de empoderamento oferecida pela machosfera tamb\u00e9m \u00e9 um importante b\u00e1lsamo para esse p\u00fablico.<\/p>\n<p>\u00c9 esse o cen\u00e1rio que justifica a atra\u00e7\u00e3o de uma legi\u00e3o de homens, especialmente jovens \u2013 e cada vez mais jovens \u2013 para ambientes digitais que procuram lhes dar uma no\u00e7\u00e3o de prop\u00f3sito e lhes ensinar o caminho para ter dinheiro, sucesso e mulheres, desde que submissas e aptas a lhes servir incondicionalmente.<\/p>\n<p>Em segundo lugar, o document\u00e1rio mostra como, a pretexto de ensinar os usu\u00e1rios ou seguidores a serem homens de verdade ou machos alfa, esses influenciadores acabam sendo grandes focos propagadores de discursos de \u00f3dio contra as mulheres.<\/p>\n<p>Confesso que tive n\u00e1useas ao me deparar com in\u00fameras figuras de \u201cmachos dominantes\u201d que se referem \u00e0s mulheres como seres inferiores que n\u00e3o poderiam nem votar ou como vadias e vagabundas que t\u00eam a obriga\u00e7\u00e3o de fazer sexo com o homem quando ele quer. Tudo isso somado \u00e0 divulga\u00e7\u00e3o de in\u00fameras teorias da conspira\u00e7\u00e3o ou ideias segundo as quais a sociedade \u00e9 estruturalmente injusta com os homens, diante da vantagem natural que as mulheres teriam sobre eles: a beleza, o que lhes abriria todas as portas para uma vida boa e confort\u00e1vel, ao contr\u00e1rio dos homens, que precisariam lutar por tudo. N\u00e3o raro os mis\u00f3ginos procuram sustentar o seu discurso e suas a\u00e7\u00f5es sob a justificativa de que, exatamente porque amam as mulheres, sabem melhor do que elas o que \u00e9 bom para elas.<\/p>\n<p>Outro aspecto interessante do document\u00e1rio \u00e9 explorar as ambival\u00eancias dos discursos e atitudes de muitos dos principais influenciadores e l\u00edderes da machosfera, mostrando que, em muitos casos, s\u00e3o homens intelectualmente prec\u00e1rios, pouco seguros sobre suas pr\u00f3prias convic\u00e7\u00f5es e com comportamentos que contradizem o que pregam. A verdade, portanto, \u00e9 que os homens que protagonizam esse discurso assim o fazem para lucrar com ele, pois sabem que o \u00f3dio e o absurdo geram maior engajamento.<\/p>\n<p>De fato, como j\u00e1 tive oportunidade de explorar em coluna anterior, os modelos de monetiza\u00e7\u00e3o das plataformas acabam priorizando conte\u00fados falsos ou que despertam sentimentos como \u00f3dio e medo, pois estes atraem mais a aten\u00e7\u00e3o dos usu\u00e1rios e s\u00e3o compartilhados com maior frequ\u00eancia. Assim, quanto maior o engajamento, maior o lucro de todos os envolvidos<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/#_ftn4\">[4]<\/a>.<\/p>\n<p>No caso espec\u00edfico dos influenciadores, o discurso de viol\u00eancia contra a mulher \u00e9 normalmente utilizado no contexto de um coaching mais amplo \u2013 sobre como ser macho \u2013 ou da oferta de diversos outros servi\u00e7os. O document\u00e1rio mostra como os influenciadores mis\u00f3ginos costumam ter outros neg\u00f3cios \u2013 que v\u00e3o da ind\u00fastria do sexo a servi\u00e7os financeiros e consultorias de investimentos \u2013 de forma que se aproveitam da sua base de assinantes ou seguidores para ganhar dinheiro tamb\u00e9m em outros mercados.<\/p>\n<p>Isso s\u00f3 refor\u00e7a o quanto o discurso mis\u00f3gino virou realmente um lucrativo neg\u00f3cio, que gera engajamento e dinheiro por si s\u00f3 e ainda alavanca os diversos outros neg\u00f3cios ofertados pelo mesmo influenciador.<\/p>\n<p>Ponto importante do document\u00e1rio \u00e9 real\u00e7ar o protagonismo das grandes plataformas. Por mais que alguns dos influenciadores tenham sido banidos das principais, como \u00e9 o caso do YouTube, o document\u00e1rio mostra como plataformas menos importantes s\u00e3o utilizadas para alimentar plataformas mais importantes \u2013de forma que o conte\u00fado volta, editado ou modificado, para as principais plataformas mesmo ap\u00f3s o banimento dos influenciadores que o geraram \u2013 ou mesmo para gerar conte\u00fados a serem distribu\u00eddos em plataformas de mensageria de alto alcance, como \u00e9 o caso do Telegram.<\/p>\n<p>Dessa maneira, n\u00e3o h\u00e1 dificuldades para se concluir que, se h\u00e1 algum esfor\u00e7o das plataformas para conter a misoginia \u2013 e \u00e9 discut\u00edvel que exista \u2013 este tem se mostrado manifestamente insuficiente para conter a onda de viol\u00eancia contra as mulheres, que est\u00e1 claramente correlacionada \u00e0 difus\u00e3o das ideias da machosfera.<\/p>\n<p>Em 2024, pesquisa do Laborat\u00f3rio de Estudos da Internet da UFRJ em parceria com o Minist\u00e9rio das Mulheres j\u00e1 detectara o aumento do discurso de \u00f3dio contra mulheres na internet, traduzido pelo n\u00famero de canais e v\u00eddeos no YouTube com conte\u00fados mis\u00f3ginos, muitos associados igualmente \u00e0 venda de livros e cursos que defendem, dentre outras coisas, o \u00f3dio contra mulheres independentes e feministas, assim como ensinam, dentre outras li\u00e7\u00f5es, que \u00e9 preciso humilhar e controlar uma mulher para conquist\u00e1-la.<\/p>\n<p>Dentre os dados mencionados, encontram-se as 3,9 bilh\u00f5es de visualiza\u00e7\u00f5es de tais v\u00eddeos e o fato de que 80% dos canais usam estrat\u00e9gias de monetiza\u00e7\u00e3o, como an\u00fancios e vendas de produtos<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/#_ftn5\">[5]<\/a>.<\/p>\n<p>H\u00e1 pouco tempo, assistimos, at\u00f4nitos, \u00e0 cena em que um dos acusados de estupro coletivo que gerou como\u00e7\u00e3o nacional se apresentava \u00e0 pol\u00edcia com orgulho e altivez, trajando uma camiseta com os dizeres \u201cRegret nothing\u201d, associada a grupos da machosfera<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/#_ftn6\">[6]<\/a>. Mais recentemente, foi divulgado que meninos de 11 anos est\u00e3o sendo recrutados em f\u00f3runs de jogos e grupos do Discord e do Telegram para a machosfera, sendo ensinados a se referir \u00e0s mulheres como vadias e a praticar diversos atos de viol\u00eancia de g\u00eanero<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/#_ftn7\">[7]<\/a>.<\/p>\n<p>No recente estudo \u201cA misoginia no YouTube brasileiro: Um estudo de caso sobre o conte\u00fado produzido pela comunidade red pill\u201d, Victor Martins e coautores procuraram demonstrar como o discurso red pill \u00e9 elaborado, interpretado e disseminado na plataforma: \u201c[o]s dados revelam um cen\u00e1rio de ampla exposi\u00e7\u00e3o a esse tipo de conte\u00fado, com mais de 813 milh\u00f5es de visualiza\u00e7\u00f5es e 49 milh\u00f5es de curtidas, e grande diversidade nas estrat\u00e9gias de publica\u00e7\u00e3o e alcance, com uso de s\u00edmbolos pr\u00f3prios da comunidade, identificados entre os emojis mais utilizados\u201d.<\/p>\n<p>Como ideias t\u00eam consequ\u00eancias, s\u00e3o a chave para entendermos n\u00e3o somente a atual viol\u00eancia de g\u00eanero, como a pr\u00f3pria mudan\u00e7a de mentalidade das novas gera\u00e7\u00f5es. N\u00e3o parece ser coincid\u00eancia que 31% dos homens da gera\u00e7\u00e3o Z afirmam que a esposa deve ser submissa a eles<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/#_ftn8\">[8]<\/a>.<\/p>\n<p>Diante desse cen\u00e1rio, resolver as causas sociais \u2013 como a desigualdade de oportunidades \u2013 ou psicol\u00f3gicas \u2013 como a anomia e a falta de pertencimento social \u2013 que levam os homens a ter o ressentimento que lhes direciona para a machosfera certamente n\u00e3o \u00e9 uma tarefa f\u00e1cil e requer uma combina\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00f5es do Estado, das fam\u00edlias e da pr\u00f3pria sociedade civil.<\/p>\n<p>Entretanto, impedir que a viol\u00eancia de g\u00eanero seja um neg\u00f3cio lucrativo \u00e9 menos complicado: come\u00e7a pela responsabiliza\u00e7\u00e3o dos influencers e das plataformas digitais que alimentam os discursos e a\u00e7\u00f5es de \u00f3dio contra as mulheres, medida que \u00e9 urgente e para a qual j\u00e1 existem instrumentos jur\u00eddicos adequados.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/#_ftnref1\">[1]<\/a> <a href=\"https:\/\/www.jota.info\/opiniao-e-analise\/colunas\/constituicao-empresa-e-mercado\/o-negocio-das-fake-news-e-suas-repercussoes\">https:\/\/www.jota.info\/opiniao-e-analise\/colunas\/constituicao-empresa-e-mercado\/o-negocio-das-fake-news-e-suas-repercussoes<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/#_ftnref2\">[2]<\/a> Assistir, sobre o tema, o epis\u00f3dio 82 do Podcast Direito e Economia {Ind\u00fastria do Extremismo) , com Michelle Prado <a href=\"https:\/\/open.spotify.com\/episode\/5ioTjcYOh08BYsM6OMu97h\">https:\/\/open.spotify.com\/episode\/5ioTjcYOh08BYsM6OMu97h<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/#_ftnref3\">[3]<\/a> <a href=\"https:\/\/www.jota.info\/opiniao-e-analise\/colunas\/constituicao-empresa-e-mercado\/industria-da-desinformacao-de-genero\">https:\/\/www.jota.info\/opiniao-e-analise\/colunas\/constituicao-empresa-e-mercado\/industria-da-desinformacao-de-genero<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/#_ftnref4\">[4]<\/a> <a href=\"https:\/\/www.jota.info\/opiniao-e-analise\/colunas\/constituicao-empresa-e-mercado\/a-delicada-questao-da-monetizacao-dos-negocios-de-divulgacao-de-conteudos\">https:\/\/www.jota.info\/opiniao-e-analise\/colunas\/constituicao-empresa-e-mercado\/a-delicada-questao-da-monetizacao-dos-negocios-de-divulgacao-de-conteudos<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/#_ftnref5\">[5]<\/a> <a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/jornal-nacional\/noticia\/2024\/12\/13\/estudo-identifica-crescimento-do-discurso-de-odio-contra-mulheres-na-internet.ghtml\">https:\/\/g1.globo.com\/jornal-nacional\/noticia\/2024\/12\/13\/estudo-identifica-crescimento-do-discurso-de-odio-contra-mulheres-na-internet.ghtml<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/#_ftnref6\">[6]<\/a> <a href=\"https:\/\/oglobo.globo.com\/rio\/noticia\/2026\/03\/10\/coach-red-pill-popularizou-frase-usada-por-acusado-em-estupro-coletivo-ao-se-entregar-a-policia-entenda.ghtml\">https:\/\/oglobo.globo.com\/rio\/noticia\/2026\/03\/10\/coach-red-pill-popularizou-frase-usada-por-acusado-em-estupro-coletivo-ao-se-entregar-a-policia-entenda.ghtml<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/#_ftnref7\">[7]<\/a> <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/p\/DWtMjCMiY61\/\">https:\/\/www.instagram.com\/p\/DWtMjCMiY61\/<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/#_ftnref8\">[8]<\/a> <a href=\"https:\/\/www.cnnbrasil.com.br\/lifestyle\/31-dos-homens-da-gen-z-afirmam-que-a-esposa-deve-ser-submissa-diz-estudo\/\">https:\/\/www.cnnbrasil.com.br\/lifestyle\/31-dos-homens-da-gen-z-afirmam-que-a-esposa-deve-ser-submissa-diz-estudo\/<\/a><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 aproximadamente seis anos, escrevi uma coluna mostrando como as fake news haviam se tornado um promissor neg\u00f3cio[1]. 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