{"id":21114,"date":"2026-03-08T07:20:41","date_gmt":"2026-03-08T10:20:41","guid":{"rendered":"https:\/\/aprimora.site\/carvalhoalmeidaadvogados\/2026\/03\/08\/royalties-pagos-a-empresa-do-mesmo-grupo-sao-dedutiveis-decide-carf\/"},"modified":"2026-03-08T07:20:41","modified_gmt":"2026-03-08T10:20:41","slug":"royalties-pagos-a-empresa-do-mesmo-grupo-sao-dedutiveis-decide-carf","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aprimora.site\/carvalhoalmeidaadvogados\/2026\/03\/08\/royalties-pagos-a-empresa-do-mesmo-grupo-sao-dedutiveis-decide-carf\/","title":{"rendered":"Royalties pagos a empresa do mesmo grupo s\u00e3o dedut\u00edveis, decide Carf"},"content":{"rendered":"<p>A 1\u00aa Turma da C\u00e2mara Superior do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tudo-sobre\/carf\">Carf<\/a>) manteve a dedu\u00e7\u00e3o de royalties pagos pela Fox Film do Brasil a uma empresa do mesmo grupo econ\u00f4mico, n\u00e3o s\u00f3cia, da base de c\u00e1lculo do Imposto de Renda de Pessoa Jur\u00eddica (<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tudo-sobre\/irpj\">IRPJ<\/a>).<\/p>\n<p>Prevaleceu o entendimento de que a veda\u00e7\u00e3o legal \u00e0 dedu\u00e7\u00e3o de royalties se restringe a pagamentos efetuados a s\u00f3cios pessoas f\u00edsicas, n\u00e3o alcan\u00e7ando aqueles pagos a pessoas jur\u00eddicas, ainda que integrantes do mesmo grupo econ\u00f4mico ou domiciliadas no exterior. O placar foi de 7 votos a 3.<\/p>\n<p class=\"jota-cta\"><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/produtos\/tributos?utm_source=cta-site&amp;utm_medium=site&amp;utm_campaign=campanha_tributos_q2&amp;utm_id=cta_texto_tributos_q2_2023&amp;utm_term=cta_texto_tributos&amp;utm_term=cta_texto_tributos_meio_materias\">Esta reportagem foi antecipada a assinantes <span class=\"jota\">JOTA<\/span> PRO Tributos em 21\/1. Conhe\u00e7a a plataforma do <span class=\"jota\">JOTA<\/span> de monitoramento tribut\u00e1rio para empresas e escrit\u00f3rios, que traz decis\u00f5es e movimenta\u00e7\u00f5es do Carf, STJ e STF<\/a><\/p>\n<p>No caso, a Fox Film do Brasil realizou pagamentos ao exterior pela produ\u00e7\u00e3o e explora\u00e7\u00e3o de filmes no pa\u00eds, classificados como royalties.<\/p>\n<p>A fiscaliza\u00e7\u00e3o entendeu que, por integrarem o mesmo grupo econ\u00f4mico, os valores pagos \u00e0 TCF International Television, apontada como controlada indireta, n\u00e3o poderiam ser deduzidos da base de c\u00e1lculo do IRPJ. O argumento era de que, em raz\u00e3o de ser do mesmo grupo, a opera\u00e7\u00e3o equivaleria, na pr\u00e1tica, a pagamento efetuado ao pr\u00f3prio titular dos direitos.<\/p>\n<p>A defesa, por sua vez, defendeu que a lei pro\u00edbe a dedutibilidade apenas para royalties pagos a s\u00f3cios ou dirigentes que participem do capital social, o que n\u00e3o seria o caso da TCF. Argumentou ainda que a empresa estrangeira n\u00e3o era controladora indireta, mas uma \u201cprima distante\u201d dentro do grupo Fox, com gest\u00e3o e controle locais e independentes.<\/p>\n<p>A relatora, conselheira Maria Carolina Maldonado, entendeu que, conforme interpreta\u00e7\u00e3o da Solu\u00e7\u00e3o de Consulta Cosit 182\/2019, a regra legal de indedutibilidade de royalties possui alcance restrito e n\u00e3o se aplica a pagamentos feitos a pessoas jur\u00eddicas no exterior n\u00e3o s\u00f3cias, ainda que integrantes do mesmo grupo econ\u00f4mico.<\/p>\n<p class=\"jota-cta\"><a href=\"https:\/\/www.whatsapp.com\/channel\/0029VaDKpye0LKZ7DgvIBP1z\">Inscreva-se no canal de not\u00edcias tribut\u00e1rias do <span class=\"jota\">JOTA<\/span> no WhatsApp e fique por dentro das principais discuss\u00f5es!<\/a><\/p>\n<p>A diverg\u00eancia, aberta pela conselheira Edeli Pereira Bessa, ponderou que os royalties pagos pela Fox remuneram direitos cuja titularidade econ\u00f4mica pertence \u00e0 empresa que det\u00e9m a totalidade do capital do grupo, sendo esta a \u00fanica titular do capital social de todas as pessoas jur\u00eddicas do grupo econ\u00f4mico, o que caracterizaria remunera\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria por interm\u00e9dio de subsidi\u00e1rias. O voto foi acompanhado pelos conselheiros Luiz Tadeu Matosinho e Fernando Brasil.<\/p>\n<p>O processo tem o n\u00famero 10882.723610\/2020-11.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A 1\u00aa Turma da C\u00e2mara Superior do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) manteve a dedu\u00e7\u00e3o de royalties pagos pela Fox Film do Brasil a uma empresa do mesmo grupo econ\u00f4mico, n\u00e3o s\u00f3cia, da base de c\u00e1lculo do Imposto de Renda de Pessoa Jur\u00eddica (IRPJ). 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