{"id":20908,"date":"2026-02-27T17:00:29","date_gmt":"2026-02-27T20:00:29","guid":{"rendered":"https:\/\/aprimora.site\/carvalhoalmeidaadvogados\/2026\/02\/27\/o-golpe-ta-ai-e-quem-estiver-online-pode-cair\/"},"modified":"2026-02-27T17:00:29","modified_gmt":"2026-02-27T20:00:29","slug":"o-golpe-ta-ai-e-quem-estiver-online-pode-cair","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aprimora.site\/carvalhoalmeidaadvogados\/2026\/02\/27\/o-golpe-ta-ai-e-quem-estiver-online-pode-cair\/","title":{"rendered":"O golpe t\u00e1 a\u00ed, e quem estiver online pode cair"},"content":{"rendered":"<div class=\"jota-article__table j-responsive-table\">\n<p>Esta newsletter tamb\u00e9m est\u00e1 dispon\u00edvel em \u00e1udio.\u00a0<a href=\"https:\/\/open.spotify.com\/episode\/6EHE9SODJCC7yXBaJXXUQ5\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Ou\u00e7a agora<\/a><\/p>\n<\/div>\n<p>O gigante Bank of America j\u00e1 classificou a Solana, uma rede blockchain usada para registrar transa\u00e7\u00f5es digitais com extrema rapidez e confiabilidade, como a \u201cVisa dos ativos digitais\u201d.<\/p>\n<p>Mas, ent\u00e3o, <strong>como uma empresa de tecnologia de ponta<\/strong> que operava na Solana <strong>teve de fechar as portas por conta de um ataque hacker?<\/strong><\/p>\n<p>No in\u00edcio desta semana, a Step Finance, uma empresa americana de gest\u00e3o de criptoativos baseada nesse ambiente, encerrou suas opera\u00e7\u00f5es. Em janeiro, foi v\u00edtima de um hack que drenou cerca de <strong>40 milh\u00f5es de d\u00f3lares<\/strong> da carteira.<\/p>\n<p>A <strong>ironia<\/strong> \u00e9 que tudo come\u00e7ou de uma forma bem menos high-tech. Foram os dispositivos de executivos da Step Finance a porta de entrada para os criminosos. L\u00e1, acessaram chaves cruciais para as opera\u00e7\u00f5es. A pr\u00f3pria companhia admitiu, em comunicado, que foi v\u00edtima de um <strong>\u201cvetor de ataque bem conhecido\u201d.<\/strong><\/p>\n<p>O caso ilustra como nem mesmo empresas embrenhadas em tecnologia est\u00e3o a salvo de <strong>cibercriminosos \u2013 isso porque eles est\u00e3o cada vez mais profissionalizados.<\/strong> Enquanto o mercado de l\u00e1 se sofistica, a economia formal paga o pre\u00e7o pela inseguran\u00e7a tamb\u00e9m na \u00e1rea digital.<\/p>\n<p><strong>\u25b6\ufe0fNa terceira edi\u00e7\u00e3o da newsletter Economia Legal, detalhamos como os riscos podem ser invis\u00edveis e virtuais, mas os custos da ciberseguran\u00e7a s\u00e3o concretos e crescentes.<\/strong><\/p>\n<p>Voc\u00ea entende como isso acontece na pr\u00e1tica na reportagem de Victoria Lacerda. Carolina Unzelte \u00e9 a editora convidada desta newsletter, e Let\u00edcia Paiva \u00e9 coordenadora criativa do projeto Economia Legal. O conte\u00fado \u00e9 editorial do <strong><span class=\"jota\">JOTA<\/span><\/strong>, exceto pela mensagem do patrocinador.<\/p>\n<p>Boa leitura!<\/p>\n<p>\ud83d\udd5b<em>Tempo de Leitura: 5 min | <\/em>\ud83d\udcdd<em>Editado por Carolina Unzelte<\/em><\/p>\n<p><span><strong>EXPLICADO<\/strong><\/span><\/p>\n<h2>O cibercrime se tornou uma ind\u00fastria que o poder p\u00fablico ainda n\u00e3o consegue enfrentar<\/h2>\n<p>Fotomontagem: Ca Aulucci\/<span class=\"jota\">JOTA<\/span><\/p>\n<p>\ud83d\udcc8Nas \u00faltimas duas d\u00e9cadas, o cibercrime deixou de ser uma atividade marginal para se consolidar como um setor econ\u00f4mico paralelo, impulsionado pela digitaliza\u00e7\u00e3o da economia e pela expans\u00e3o do volume de dados armazenados por empresas e governos. \u00c9 o chamado <strong>Cybercrime as a Service (CaaS).<\/strong><\/p>\n<p>\ud83d\udcad\u201cAntes, o ponto de oportunidade era f\u00edsico. Hoje, ele est\u00e1 no eletr\u00f4nico. <strong>O criminoso simplesmente migrou para onde est\u00e3o os dados e os recursos<\/strong>\u201d, diz Anderson da Silva Soares, coordenador do curso de Intelig\u00eancia Artificial da Universidade Federal de Goi\u00e1s (UFG).<\/p>\n<p>\u26d4Entre os ataques mais frequentes est\u00e1 o ransomware, em que <strong>criminosos bloqueiam sistemas e exigem pagamento para restabelecer o acesso.<\/strong> O relat\u00f3rio Cost of a Data Breach 2024, da IBM Security, estima que o custo m\u00e9dio global de um incidente atingiu US$ 4,88 milh\u00f5es por empresa, incluindo paralisa\u00e7\u00e3o operacional, recupera\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica e perda de receitas.<\/p>\n<p>O grau de profissionaliza\u00e7\u00e3o \u00e9 tal que <strong>h\u00e1 intermedi\u00e1rios que atuam inclusive ap\u00f3s a invas\u00e3o<\/strong>, negociando diretamente com criminosos em nome das v\u00edtimas.<\/p>\n<p>\ud83d\udcad\u201cUma empresa contrata um servi\u00e7o e diz: \u2018eu preciso desta base de dados\u2019. A\u00ed contratam um grupo profissional de atacantes para fazer esse tipo de a\u00e7\u00e3o\u201d, diz Domingo Montanaro, cofundador da Ventura ERM, empresa especializada em resposta a incidentes.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/coberturas-especiais\/economia-legal\/o-cibercrime-se-tornou-uma-industria-que-o-poder-publico-ainda-nao-consegue-enfrentar\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>\u25b6\ufe0fSaiba mais na reportagem de Victoria Lacerda.<\/strong><\/a><\/p>\n<p><span><strong>UMA MENSAGEM PATROCINADA PELO IBJR<\/strong><\/span><\/p>\n<h2>Lei 224\/2025 responsabiliza publicidade de bets ilegais<\/h2>\n<p>Fotomontagem: Ca Aulucci\/<span class=\"jota\">JOTA<\/span><\/p>\n<p>A san\u00e7\u00e3o da Lei Complementar 224\/2025 representa um <strong>avan\u00e7o no enfrentamento ao mercado clandestino de apostas.<\/strong> A norma estabelece que plataformas digitais, influenciadores e intermedi\u00e1rios, ap\u00f3s notifica\u00e7\u00e3o formal, passam a responder solidariamente pelos tributos de opera\u00e7\u00f5es n\u00e3o autorizadas que promoverem.<\/p>\n<p>Na pr\u00e1tica, a medida busca atingir canais que monetizam conte\u00fados vinculados a operadores clandestinos. Para o Instituto Brasileiro de Jogo Respons\u00e1vel (IBJR), a responsabiliza\u00e7\u00e3o de toda a cadeia protege o consumidor e equilibra o mercado. Em resumo:<\/p>\n<p>\u2714\ufe0fa regra imp\u00f5e dever de dilig\u00eancia a quem hospeda, impulsiona ou faz a intermedia\u00e7\u00e3o de publicidade de apostas, reduzindo a margem para omiss\u00e3o lucrativa;<\/p>\n<p>\u2714\ufe0fdesestimula o mercado clandestino ao retirar a vantagem de quem se beneficia da promo\u00e7\u00e3o de operadores irregulares sem assumir riscos.<\/p>\n<p>O pr\u00f3ximo passo \u00e9 a regulamenta\u00e7\u00e3o da LC 224\/2025 pela Secretaria de Pr\u00eamios e Apostas (SPA). Caber\u00e1 ao \u00f3rg\u00e3o definir os procedimentos de notifica\u00e7\u00e3o, os crit\u00e9rios de responsabiliza\u00e7\u00e3o e os mecanismos para bloquear transfer\u00eancias financeiras e coibir o marketing ilegal em canais digitais.<\/p>\n<p><span><strong>NOS TR\u00caS PODERES<\/strong><\/span><\/p>\n<h2>Como Executivo, Legislativo e Judici\u00e1rio reagem ao cibercrime<\/h2>\n<p>\ud83e\uddd1\u200d\u2696\ufe0fEsse avan\u00e7o do cibercrime atingiu diretamente o pr\u00f3prio <strong>sistema de Justi\u00e7a<\/strong> e outras estruturas centrais do Estado. Dados disponibilizados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a pedido do <strong><span class=\"jota\">JOTA<\/span> i<\/strong>ndicam que cerca de <strong>230 milh\u00f5es de tentativas de ataque<\/strong> foram registradas e bloqueadas apenas no segundo semestre de 2025, o que exigiu uma reestrutura\u00e7\u00e3o para lidar com essas amea\u00e7as.<\/p>\n<p>\ud83c\udf10O Executivo federal tamb\u00e9m passou a estruturar mecanismos espec\u00edficos de preven\u00e7\u00e3o e resposta, diante do aumento consistente de incidentes em sistemas governamentais. Levantamento feito pelo <strong><span class=\"jota\">JOTA<\/span><\/strong> com base em dados do Centro de Preven\u00e7\u00e3o, Tratamento e Resposta a Incidentes Cibern\u00e9ticos de Governo (CTIR Gov) indica que foram registradas <strong>18 mil notifica\u00e7\u00f5es<\/strong> de incidentes e vulnerabilidades em \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos em 2025, o maior volume da s\u00e9rie, que se iniciou em 2021.<\/p>\n<p>\u270d\ufe0fJ\u00e1 no Legislativo, h\u00e1 pelo menos <strong>nove propostas<\/strong> que envolvem ciberseguran\u00e7a, espalhadas em diversas comiss\u00f5es, segundo levantamento do <span class=\"jota\">JOTA<\/span>. H\u00e1 desde ideias de cria\u00e7\u00e3o de um dia oficial de combate ao cibercrime e armamento para profissionais da seguran\u00e7a da informa\u00e7\u00e3o at\u00e9 novas obriga\u00e7\u00f5es para bancos e fabricantes de eletr\u00f4nicos.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/coberturas-especiais\/economia-legal\/o-cibercrime-se-tornou-uma-industria-que-o-poder-publico-ainda-nao-consegue-enfrentar\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>\u25b6\ufe0fSaiba mais na reportagem de Victoria Lacerda.<\/strong><\/a><\/p>\n<p><span><strong>RADAR<\/strong><\/span><\/p>\n<h2>O que acompanhar nesta quinzena<\/h2>\n<p><strong>Agora vai?<\/strong> \ud83e\udd14O presidente da C\u00e2mara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB) <strong>prometeu que a PEC da Seguran\u00e7a P\u00fablica, prioridade do governo federal, vai avan\u00e7ar<\/strong> na casa j\u00e1 na semana que vem. A comiss\u00e3o especial deve analisar o texto, que prev\u00ea maior papel da Uni\u00e3o com o Sistema \u00danico de Seguran\u00e7a P\u00fablica, na <strong>ter\u00e7a-feira (2\/3)<\/strong>. No dia seguinte, quarta, a PEC pode ir ao plen\u00e1rio, onde precisa ter votos de 3\/5 dos parlamentares, em dois turnos, para ser aprovada.<br \/>\nA promessa de Motta veio depois da aprova\u00e7\u00e3o do <strong>PL Antifac\u00e7\u00e3o<\/strong>, que voltou \u00e0 C\u00e2mara depois de altera\u00e7\u00f5es no Senado, e agora vai \u00e0 san\u00e7\u00e3o presidencial. Tamb\u00e9m priorit\u00e1rio para o Executivo federal, o texto endurece as <strong>penas para participantes de organiza\u00e7\u00f5es criminosas<\/strong>, e foi alvo de intenso debate entre alas governistas e a bancada de oposi\u00e7\u00e3o.<br \/>\n<strong>Agora foi.<\/strong> \u2714\ufe0fDepois de pressionarem o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, por uma CPI (Comiss\u00e3o Parlamentar de Inqu\u00e9rito) para investigar o esc\u00e2ndalo do <strong>Banco Master<\/strong>, e falharem, os congressistas est\u00e3o encontrando outros meios de apurar o caso.<br \/>\nOs palcos encontrados s\u00e3o outros: a CPI do INSS, a <strong>CPI do Crime Organizado<\/strong> e a CAE (Comiss\u00e3o de Assuntos Econ\u00f4micos). Na \u00faltima quarta-feira, a CPI do Crime Organizado, inclusive, aprovou pedidos de convoca\u00e7\u00e3o dos irm\u00e3os do ministro Dias Toffoli, do STF, apontados como s\u00f3cios de Daniel Vorcaro. A data para oitiva ainda n\u00e3o foi definida.<br \/>\n<strong>E ainda vai ser\u2026<\/strong> \ud83d\udc40No in\u00edcio da semana, o governo <strong>ampliou as prioridades de seguran\u00e7a nacional<\/strong> para a C\u00e2mara de Rela\u00e7\u00f5es Exteriores e Defesa Nacional do Conselho de Governo (Creden), \u00f3rg\u00e3o consultivo do Planalto, e composto por 18 ministros. Sua fun\u00e7\u00e3o \u00e9 propor e implementar pol\u00edticas para temas ligados \u00e0 seguran\u00e7a.<br \/>\nAgora, os temas tamb\u00e9m incluem <strong>mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, pandemias e intelig\u00eancia artificial entre as prioridades<\/strong>. Antes, j\u00e1 constavam temas como combate ao narcotr\u00e1fico e ao terrorismo, prote\u00e7\u00e3o das fronteiras terrestres e mar\u00edtimas, coopera\u00e7\u00e3o internacional em opera\u00e7\u00f5es de paz e seguran\u00e7a cibern\u00e9tica e da informa\u00e7\u00e3o.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Esta newsletter tamb\u00e9m est\u00e1 dispon\u00edvel em \u00e1udio.\u00a0Ou\u00e7a agora O gigante Bank of America j\u00e1 classificou a Solana, uma rede blockchain usada para registrar transa\u00e7\u00f5es digitais com extrema rapidez e confiabilidade, como a \u201cVisa dos ativos digitais\u201d. 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