{"id":20259,"date":"2026-02-05T13:26:17","date_gmt":"2026-02-05T16:26:17","guid":{"rendered":"https:\/\/aprimora.site\/carvalhoalmeidaadvogados\/2026\/02\/05\/enxaqueca-afeta-31-milhoes-de-brasileiros-e-impoe-custo-bilionario-ao-pais\/"},"modified":"2026-02-05T13:26:17","modified_gmt":"2026-02-05T16:26:17","slug":"enxaqueca-afeta-31-milhoes-de-brasileiros-e-impoe-custo-bilionario-ao-pais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aprimora.site\/carvalhoalmeidaadvogados\/2026\/02\/05\/enxaqueca-afeta-31-milhoes-de-brasileiros-e-impoe-custo-bilionario-ao-pais\/","title":{"rendered":"Enxaqueca afeta 31 milh\u00f5es de brasileiros e imp\u00f5e custo bilion\u00e1rio ao pa\u00eds"},"content":{"rendered":"<p><span>Mais do que uma mera dor de cabe\u00e7a, a enxaqueca \u00e9 uma doen\u00e7a neurol\u00f3gica severa e a segunda condi\u00e7\u00e3o mais incapacitante do mundo. S\u00f3 no Brasil, afeta mais de 31 milh\u00f5es de pessoas em idade produtiva, com maior preval\u00eancia em mulheres, de acordo com o <\/span><span>Global Burden of Disease<\/span><span>, da revista Lancet<\/span><span>1<\/span><span>. As crises de dor de cabe\u00e7a intensas e recorrentes podem durar de algumas horas a v\u00e1rios dias e restringir ou impedir o paciente de realizar atividades como estudar, trabalhar e realizar simples tarefas do dia a dia.<\/span><\/p>\n<p><span>O n\u00famero de casos, no entanto, \u00e9 subnotificado devido aos obst\u00e1culos na etapa do diagn\u00f3stico e tratamento adequados. \u201cO maior desafio diagn\u00f3stico decorre da aus\u00eancia de biomarcadores, tornando-o dependente da acuidade cl\u00ednica do profissional e da capacidade do paciente de descrever seus sintomas, o que favorece o subdiagn\u00f3stico e implica em atrasos no tratamento eficaz da doen\u00e7a\u201d, observa o neurologista M\u00e1rio Peres, presidente da Sociedade Internacional de Cefaleia e da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Cefaleia em Salvas e Enxaqueca (Abraces).<\/span><\/p>\n<p><span>Outro fator que contribui para a subnotifica\u00e7\u00e3o de casos de enxaqueca \u00e9 o estigma social da doen\u00e7a. Segundo pesquisa apresentada no Simp\u00f3sio Internacional de Enxaqueca (MTIS, na sigla em ingl\u00eas)<\/span><span>2<\/span><span>\u00a0sobre o impacto da doen\u00e7a em seis pa\u00edses da Am\u00e9rica do Sul, \u00c1sia e Austr\u00e1lia, 51% dos pacientes escondem o problema e, nesse grupo, 62% n\u00e3o contam para os colegas de trabalho, 37% n\u00e3o compartilham com os amigos e 27% n\u00e3o se abrem nem com o c\u00f4njuge.<\/span><\/p>\n<p><span>Ot\u00e1vio Franco, membro da Abraces e paciente de cefaleia em salvas, n\u00e3o ter o diagn\u00f3stico adequado para as crises intensas de dor de cabe\u00e7a \u00e9 mais um fator que agrava o quadro. \u201cPior do que a dor \u00e9 n\u00e3o saber a causa dela, o que leva a tratamentos aleat\u00f3rios e ineficazes\u201d, observa.<\/span><\/p>\n<h2>Carga da dor e efeitos do ambiente de trabalho<\/h2>\n<p><span>De acordo com o neurologista Welber Sousa, membro do Comit\u00ea de Pol\u00edticas P\u00fablicas da Sociedade Brasileira de Cefaleia, do ponto de vista epidemiol\u00f3gico, a popula\u00e7\u00e3o que sofre com a enxaqueca concentra fatores de risco que amplificam o impacto da condi\u00e7\u00e3o: longas jornadas, trabalho f\u00edsico extenuante, instabilidade emocional, higiene do sono inadequada e pouca previsibilidade financeira.<\/span><\/p>\n<p><span>\u201cJ\u00e1 do ponto de vista assistencial, muitas vezes s\u00e3o pessoas que t\u00eam acesso limitado a diagn\u00f3stico, a tratamento profil\u00e1tico e at\u00e9 mesmo a medicamentos b\u00e1sicos. Trata-se, portanto, de um grupo no qual interven\u00e7\u00f5es de alto custo n\u00e3o s\u00e3o a primeira linha de abordagem \u2013 pelo contr\u00e1rio, pol\u00edticas de baixo custo, amplas e acess\u00edveis tendem a ter efeito substancial na redu\u00e7\u00e3o da carga da doen\u00e7a.\u201d<\/span><\/p>\n<p><span>O impacto da enxaqueca no mercado de trabalho e na economia dos pa\u00edses j\u00e1 \u00e9 mensur\u00e1vel, mas ainda \u00e9 pouco incorporado \u00e0s empresas e gest\u00e3o de recursos em sa\u00fade, conforme a avalia\u00e7\u00e3o de especialistas.<\/span><\/p>\n<p><span>Um estudo do instituto de pesquisa alem\u00e3o WifOR, feito em parceria com a Federa\u00e7\u00e3o Latino-Americana da Ind\u00fastria Farmac\u00eautica (Fifarma)<\/span><span>3<\/span><span>\u00a0e divulgado em 2024, analisou a carga socioecon\u00f4mica (SoC) de sete doen\u00e7as cr\u00f4nicas, incluindo a enxaqueca, entre 2018 e 2022. A metodologia considera quanto cada condi\u00e7\u00e3o reduz a capacidade dos indiv\u00edduos de contribuir para a economia.<\/span><\/p>\n<p><span>No Brasil, essa carga representou 4,1% do PIB em 2022, mais de R$ 300 bilh\u00f5es. A enxaqueca se destacou como a condi\u00e7\u00e3o de maior impacto, chegando a consumir 1,6% do PIB do pa\u00eds \u2013 o que equivale a aproximadamente R$ 168 bilh\u00f5es, perdas compar\u00e1veis \u00e0s do c\u00e2ncer.<\/span><span>3<\/span><\/p>\n<p><span>Para a l\u00edder de Economia da Sa\u00fade do WifOR, Malina M\u00fcller, o estudo evidencia que sa\u00fade \u00e9 vari\u00e1vel-chave para crescimento econ\u00f4mico. \u201cEm um pa\u00eds como o Brasil, onde os setores s\u00e3o fortemente interconectados, as consequ\u00eancias da redu\u00e7\u00e3o de produtividade n\u00e3o permanecem restritas a uma \u00fanica empresa. As perdas se propagam por fornecedores, prestadores de servi\u00e7os, comunidades e ind\u00fastrias relacionadas.\u201d<\/span><\/p>\n<p><span>Ot\u00e1vio, por exemplo, levou mais de uma d\u00e9cada para descobrir que as crises recorrentes que sentia desde os 17 anos eram de cefaleia em salvas \u2013 condi\u00e7\u00e3o rara que provoca dores intensas, recorrentes e unilaterais, e n\u00e3o enxaqueca. \u201cExistem centenas de tipos de dor de cabe\u00e7a e para cada um h\u00e1 um tratamento recomendado. Por isso \u00e9 t\u00e3o importante contar com profissionais capacitados no diagn\u00f3stico desde a aten\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria e pol\u00edticas p\u00fablicas para atenuar os efeitos cr\u00f4nicos da doen\u00e7a\u201d, pontua o paciente.<\/span><\/p>\n<h2>Produtividade reduzida e presente\u00edsmo: o custo invis\u00edvel<\/h2>\n<p><span>A enxaqueca est\u00e1 associada \u00e0 queda expressiva de produtividade e um elevado presente\u00edsmo, que ocorre quando o trabalhador comparece \u00e0 empresa, mas com desempenho comprometido. O efeito \u00e9 especialmente relevante em setores intensivos em conhecimento, como tecnologia, servi\u00e7os, sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span>Esse fator eleva as perdas tamb\u00e9m para empregadores e para o Estado. N\u00e3o \u00e0 toa, o estudo do WifOR identificou que o impacto da enxaqueca se aproxima ao dos tumores em termos de perdas econ\u00f4micas no Brasil, sobretudo em setores que dependem de m\u00e3o de obra especializada.<\/span><\/p>\n<p><span>\u201cIsso porque a perda de horas \u00fateis gera encadeamentos negativos na cadeia produtiva, afetando todo o ecossistema e trazendo impactos inclusive para as receitas fiscais. A melhora da sa\u00fade de um trabalhador estimula a atividade econ\u00f4mica ao longo de toda a cadeia de valor. Reconhecer esses benef\u00edcios mais amplos \u00e9 essencial para compreender a sa\u00fade n\u00e3o apenas como um custo, mas como um investimento que impulsiona o crescimento econ\u00f4mico a longo prazo\u201d, explica M\u00fcller.<\/span><\/p>\n<p><span>Na avalia\u00e7\u00e3o de Welber, o pa\u00eds ainda n\u00e3o dimensiona plenamente a perda econ\u00f4mica decorrente da condi\u00e7\u00e3o. \u201cO impacto da doen\u00e7a no ambiente de trabalho \u00e9 subestimado, e ainda persiste, entre profissionais e popula\u00e7\u00e3o, a vis\u00e3o moralizante que dificulta seu reconhecimento como condi\u00e7\u00e3o neurol\u00f3gica cr\u00f4nica e altamente incapacitante.\u201d<\/span><\/p>\n<h2 class=\"jota-cta\">Falhas na porta de entrada do sistema<\/h2>\n<p><span>No \u00e2mbito da sa\u00fade p\u00fablica, a enxaqueca segue pouco reconhecida na aten\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria. Apenas 40% dos pacientes chegam a um diagn\u00f3stico correto, e o tempo m\u00e9dio at\u00e9 a identifica\u00e7\u00e3o e tratamento adequados pode variar de 7 a 10 anos.<\/span><\/p>\n<p><span>\u201cN\u00e3o se trata apenas do tempo excessivo at\u00e9 o diagn\u00f3stico ou da elevada propor\u00e7\u00e3o de pessoas sem identifica\u00e7\u00e3o adequada da doen\u00e7a. \u00c9 necess\u00e1rio fortalecer a aten\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria, n\u00edvel do sistema de sa\u00fade com maior potencial de impacto em condi\u00e7\u00f5es cr\u00f4nicas como hipertens\u00e3o, obesidade e depress\u00e3o\u201d, avalia Peres, e complementa: \u201c\u00e9 fundamental identificar o n\u00famero total de pessoas que sofrem com enxaquecas e cefaleias; aquelas que recebem diagn\u00f3stico; as que iniciam tratamento; e, por fim, as que atingem controle adequado. Mapear essas etapas \u00e9 um primeiro passo para orientar pol\u00edticas p\u00fablicas efetivas e direcionar gargalos na linha de cuidado da condi\u00e7\u00e3o.\u201d<\/span><\/p>\n<p><span>O subdiagn\u00f3stico n\u00e3o apenas prolonga o sofrimento dos pacientes, mas tamb\u00e9m perpetua custos evit\u00e1veis ao sistema de sa\u00fade e \u00e0 economia. \u201cReconhecer a enxaqueca como prioridade de sa\u00fade p\u00fablica, com protocolos estruturados, constante avalia\u00e7\u00e3o de novas tecnologias e capacita\u00e7\u00e3o da aten\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria, \u00e9 fundamental para reduzir perdas econ\u00f4micas e ampliar a produtividade nacional\u201d, destaca M\u00fcller.<\/span><\/p>\n<p><span>Outra importante medida para aperfei\u00e7oar as pol\u00edticas \u00e9 a inclus\u00e3o da enxaqueca no rol das Doen\u00e7as Cr\u00f4nicas N\u00e3o-Transmiss\u00edveis (DCNT), conforme a an\u00e1lise do neurologista Welber Sousa. \u201cA aus\u00eancia da enxaqueca nessa lista do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade limita sua visibilidade, dificulta a capta\u00e7\u00e3o de recursos e impede a implementa\u00e7\u00e3o de programas estruturados de preven\u00e7\u00e3o e cuidado.\u201d<\/span><\/p>\n<p><span>Atualmente, as DCNTs incluem diabetes, hipertens\u00e3o, doen\u00e7as cardiovasculares, tumores, doen\u00e7as respirat\u00f3rias cr\u00f4nicas, entre outras condi\u00e7\u00f5es que respondem, anualmente, por mais de 320 mil mortes prematuras (de 30 a 69 anos), em todos os munic\u00edpios do pa\u00eds desde 2021, de acordo com dados do DATASUS-SIM consultados no<\/span><a href=\"https:\/\/observatoriosaudepublica.com.br\/tema\/saude\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> <span>Observat\u00f3rio da Sa\u00fade P\u00fablica<\/span><\/a> <span>4<\/span><span>.<\/span><\/p>\n<p><span>O rol e os dados do DCNT servem de base para o Plano de A\u00e7\u00f5es Estrat\u00e9gicas para o Enfrentamento de DCNT (2021-2030), que busca controlar esses fatores e reduzir mortes prematuras, com metas espec\u00edficas at\u00e9 2030.<\/span><\/p>\n\n<p><span>De acordo com Welber, tamb\u00e9m \u00e9 determinante compreender que a enxaqueca afeta desproporcionalmente as mulheres no Brasil. Para o neurologista, essa diferen\u00e7a n\u00e3o se explica apenas por fatores biol\u00f3gicos, mas tamb\u00e9m pela sobrecarga de pap\u00e9is sociais: jornada dupla, trabalho dom\u00e9stico n\u00e3o remunerado, responsabilidade pelo cuidado de filhos e idosos e maior probabilidade de precariza\u00e7\u00e3o laboral.<\/span><\/p>\n<p><span>\u201cPol\u00edticas p\u00fablicas voltadas \u00e0 redu\u00e7\u00e3o dessas desigualdades precisam atuar n\u00e3o apenas no cuidado cl\u00ednico, mas tamb\u00e9m sobre determinantes sociais e estruturais de g\u00eanero. Integrar a enxaqueca \u00e0s linhas de cuidado j\u00e1 existentes, como a Pol\u00edtica Nacional de Aten\u00e7\u00e3o Integral \u00e0 Sa\u00fade da Mulher, \u00e9 um caminho fundamental\u201d, recomenda o especialista.<\/span><\/p>\n<h2>Um desafio econ\u00f4mico e para o mercado de trabalho<\/h2>\n<p><span>De acordo com Ot\u00e1vio Franco, a ado\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas de sa\u00fade corporativa \u2013 como acesso facilitado a especialistas, acompanhamento cont\u00ednuo, triagem precoce e programas de preven\u00e7\u00e3o \u2013 tende a reduzir significativamente o presente\u00edsmo e melhorar indicadores de desempenho.<\/span><\/p>\n<p><span>Acompanhando essa perspectiva, M\u00fcller complementa: \u201cOs achados do WifOR refor\u00e7am que o debate sobre enxaqueca n\u00e3o pode ser tratado apenas como tema cl\u00ednico. Trata-se de uma quest\u00e3o estrutural que impacta produtividade, mercado de trabalho e sustentabilidade fiscal\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span>Para Franco, no campo da gest\u00e3o empresarial, essa discuss\u00e3o envolve n\u00e3o apenas sa\u00fade ocupacional, mas tamb\u00e9m gest\u00e3o de risco e reten\u00e7\u00e3o de talentos. \u201cA literatura internacional demonstra que o presente\u00edsmo provocado pela enxaqueca gera custos maiores \u00e0s empresas do que as faltas propriamente ditas. Programas corporativos que integram triagem, diagn\u00f3stico precoce e acesso a terapias preventivas t\u00eam mostrado redu\u00e7\u00e3o de perdas produtivas em outros mercados.\u201d<\/span><\/p>\n<p><span>BR-ABBV-250663 Janeiro\/2026<\/span><\/p>\n<p><span>Refer\u00eancias<\/span><\/p>\n<p>1<span>\u00a0Vos T, Allen C, Arora M, et al. <\/span><span>Global, regional, and national incidence, prevalence, and years lived with disability for 310 diseases and injuries, 1990\u20132015: a systematic analysis for the Global Burden of Disease Study 2015<\/span><span>. <\/span>The Lancet<span>. 2016.<\/span><span><br \/>\n<\/span><span>Dispon\u00edvel em:<\/span><a href=\"https:\/\/www.thelancet.com\/journals\/lancet\/article\/PIIS0140-6736(16)31678-6\/fulltext\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> <span>https:\/\/www.thelancet.com\/journals\/lancet\/article\/PIIS0140-6736(16)31678-6\/fulltext<\/span><\/a><\/p>\n<p>2<span>\u00a0Souza MNP, et al. <\/span><span>Survey assessing the burden and impact of migraine across six countries in South America, Asia, and Australia<\/span><span>. Presented at MTIS 2020 (MTV20-DP-095). <\/span>Cephalalgia<span>. 2020.<\/span><span><br \/>\n<\/span><span>Dispon\u00edvel em:<\/span><a href=\"https:\/\/journals.sagepub.com\/doi\/10.1177\/0333102420962305\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> <span>https:\/\/journals.sagepub.com\/doi\/10.1177\/0333102420962305<\/span><\/a><\/p>\n<p>3<span>\u00a0Ostwald DA, et al. <\/span><span>Socioeconomic burden of main diseases in eight Latin American countries: the case of Brazil<\/span><span>. Prepared for FIFARMA. <\/span>WifOR Institute<span>, Germany, 2024.<\/span><span><br \/>\n<\/span><span>Dispon\u00edvel em:<\/span><a href=\"https:\/\/fifarma.org\/?jet_download=b0845e6c4329c4018e81a4a3d0b269f8bb3c3e41\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> <span>https:\/\/fifarma.org\/?jet_download=b0845e6c4329c4018e81a4a3d0b269f8bb3c3e41<\/span><\/a><\/p>\n<p>4<span>\u00a0Brasil. Minist\u00e9rio da Sa\u00fade. <\/span><span>Sistema de Informa\u00e7\u00f5es sobre Mortalidade (SIM\/DATASUS)<\/span><span>. Bras\u00edlia, DF.<\/span><span><br \/>\n<\/span><span>Dispon\u00edvel em:<\/span><a href=\"https:\/\/datasus.saude.gov.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> <span>https:\/\/datasus.saude.gov.br<\/span><\/a><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mais do que uma mera dor de cabe\u00e7a, a enxaqueca \u00e9 uma doen\u00e7a neurol\u00f3gica severa e a segunda condi\u00e7\u00e3o mais incapacitante do mundo. S\u00f3 no Brasil, afeta mais de 31 milh\u00f5es de pessoas em idade produtiva, com maior preval\u00eancia em mulheres, de acordo com o Global Burden of Disease, da revista Lancet1. 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