{"id":19812,"date":"2026-01-15T13:20:45","date_gmt":"2026-01-15T16:20:45","guid":{"rendered":"https:\/\/aprimora.site\/carvalhoalmeidaadvogados\/2026\/01\/15\/ex-garcom-filho-de-diarista-e-diplomata-a-historia-de-douglas-almeida-no-concurso-do-itamaraty\/"},"modified":"2026-01-15T13:20:45","modified_gmt":"2026-01-15T16:20:45","slug":"ex-garcom-filho-de-diarista-e-diplomata-a-historia-de-douglas-almeida-no-concurso-do-itamaraty","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aprimora.site\/carvalhoalmeidaadvogados\/2026\/01\/15\/ex-garcom-filho-de-diarista-e-diplomata-a-historia-de-douglas-almeida-no-concurso-do-itamaraty\/","title":{"rendered":"Ex-gar\u00e7om, filho de diarista e diplomata: A hist\u00f3ria de Douglas Almeida no concurso do Itamaraty"},"content":{"rendered":"<p>Douglas Rocha Almeida, 31 anos, \u00e9 um jovem negro natural de Bras\u00edlia, mas criado em Luzi\u00e2nia, um bairro perif\u00e9rico de Goi\u00e1s. Filho de m\u00e3e diarista, que recebeu Bolsa Fam\u00edlia por muitos anos, e de pai pedreiro, Almeida trabalhou por 12 anos como gar\u00e7om em paralelo aos estudos. Em dezembro, depois de quatro anos de dedica\u00e7\u00e3o, foi nomeado como Terceiro-Secret\u00e1rio da carreira de diplomata do Minist\u00e9rio das Rela\u00e7\u00f5es Exteriores (MRE). Nesta quinta-feira (15\/1), o presidente Lula publicou nas redes sociais um v\u00eddeo com a hist\u00f3ria de supera\u00e7\u00e3o de Almeida.<\/p>\n<p>Em entrevista ao <strong><span class=\"jota\">JOTA<\/span><\/strong>, Almeida ressaltou que o Estado esteve muito presente na sua cria\u00e7\u00e3o e forma\u00e7\u00e3o desde a inf\u00e2ncia. Ele tinha pouca expectativa de alcan\u00e7ar um cargo t\u00e3o concorrido e de tamanha relev\u00e2ncia quando iniciou sua trajet\u00f3ria acad\u00eamica, mas afirma que as pol\u00edticas p\u00fablicas, aliadas aos seus esfor\u00e7os individuais, foram determinantes para sua trajet\u00f3ria profissional. O diplomata foi contemplado com a Bolsa-Pr\u00eamio voltada para pessoas negras do Instituto Rio Branco, que concede bolsas de 30 mil reais para forma\u00e7\u00e3o em diplomacia. E na pandemia teve de recorrer ao aux\u00edlio-emergencial.<\/p>\n<p class=\"jota-cta\"><a href=\"https:\/\/conteudo.jota.info\/marketing-lp-newsletter-por-dentro-da-maquina\">Quer acompanhar os principais fatos ligados ao servi\u00e7o p\u00fablico? Inscreva-se na newsletter Por Dentro da M\u00e1quina. \u00c9 gr\u00e1tis!<\/a><\/p>\n<p>Bacharel em rela\u00e7\u00f5es internacionais (RI) pela Universidade Cat\u00f3lica de Bras\u00edlia (UCB), na qual ingressou pelo ProUni (Programa Universidade para Todos) em 2014, Almeida tamb\u00e9m \u00e9 licenciado em letras (espanhol) pela Universidade de Bras\u00edlia (UnB), faculdade que fez em paralelo \u00e0 forma\u00e7\u00e3o em RI. Al\u00e9m disso, Almeida fez mestrado em seguran\u00e7a internacional e geopol\u00edtica pela Escola Superior de Guerra. O ensino b\u00e1sico e o estudo inicial de idiomas foi todo feito em institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de dificuldades financeiras, sua cria\u00e7\u00e3o foi marcada por dificuldades familiares. Os pais se divorciaram quando ele tinha 13 anos, de forma que ele acabou ajudando na cria\u00e7\u00e3o de suas irm\u00e3s, duas das quais s\u00e3o pessoas com defici\u00eancia. Ele tamb\u00e9m relembra que a precariedade e viol\u00eancia do dia a dia na escola em que cursou o ensino fundamental em Luzi\u00e2nia dificultavam o aprendizado.<\/p>\n<p>Douglas afirma que, apesar das dificuldades, foram criados com o esfor\u00e7o da m\u00e3e que \u201cnunca deixou faltar nada em sentido material e emocional\u201d. Na conversa com o presidente Lula, a m\u00e3e de Almeida, Cida, contou que um patr\u00e3o lhe disse que o filho deveria desistir do concurso do Itamaraty, por ser um dos mais dif\u00edceis do Brasil, afinal ele tinha um amigo que tentava h\u00e1 dez anos, tinha dinheiro e que n\u00e3o passava. \u201cEu disse: \u00e9 porque voc\u00ea n\u00e3o conhece o meu filho. S\u00f3 eu sei o quanto ele se dedica\u201d.<\/p>\n<div>\n<p>\u00a0<\/p>\n<div>\n<div><\/div>\n<div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div>\n<div>Ver essa foto no Instagram<\/div>\n<\/div>\n<div><\/div>\n<div>\n<div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<\/div>\n<div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<\/div>\n<div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<\/div>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/reel\/DTh9HlHjpvP\/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Um post compartilhado por Luiz Ina\u0301cio Lula da Silva (@lulaoficial)<\/a><\/p>\n<\/div>\n<h2><strong>Leia a entrevista com Douglas Rocha Almeida<\/strong><\/h2>\n<p><strong>Foram quantos anos de estudo at\u00e9 o senhor se tornar diplomata?<\/strong><\/p>\n<p>Os candidatos contam normalmente o per\u00edodo em que ficaram efetivamente estudando para o concurso. No meu caso, foram quatro anos e meio. Conclu\u00ed o mestrado na Escola Superior de Guerra em mar\u00e7o de 2021, e, no mesmo dia, iniciei os estudos para o concurso. Ainda assim, acho importante ser honesto e dizer que n\u00e3o se trata apenas desse recorte temporal. Tive uma forma\u00e7\u00e3o s\u00f3lida anterior a esse per\u00edodo, o que tamb\u00e9m foi determinante para a minha prepara\u00e7\u00e3o. .<\/p>\n<p><strong>O senhor fez um post no LinkedIn em que dizia que as pol\u00edticas p\u00fablicas lhe deram a oportunidade para arriscar. O quanto isso foi importante na sua trajet\u00f3ria?<\/strong><\/p>\n<p>Sou filho de m\u00e3e diarista, e minha m\u00e3e recebeu Bolsa Fam\u00edlia por muitos anos. Minha irm\u00e3, que era cadeirante, era aposentada e, portanto, recebia um sal\u00e1rio m\u00ednimo. Eu mesmo, durante a pandemia, recorri ao aux\u00edlio emergencial. Para a minha subsist\u00eancia e a da minha fam\u00edlia, o apoio de programas governamentais sempre foi essencial. Ainda hoje, por exemplo, minha m\u00e3e paga uma conta de luz mais barata por estar cadastrada no Cad\u00danico.<\/p>\n<p>O Estado, portanto, sempre esteve muito presente em nossas vidas. Estudei em escola p\u00fablica durante toda a minha trajet\u00f3ria na educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica. Na gradua\u00e7\u00e3o, cursei uma institui\u00e7\u00e3o privada por meio de bolsa do ProUni, mas tamb\u00e9m me formei em uma universidade p\u00fablica, em Letras \u2013 Espanhol. Al\u00e9m disso, fiz o mestrado em Seguran\u00e7a Internacional e Defesa na Escola Superior de Guerra, uma institui\u00e7\u00e3o p\u00fablica vinculada ao Minist\u00e9rio da Defesa, e contei com bolsa de mestrado.<\/p>\n<p><strong>Quando trabalhava como gar\u00e7om, o senhor j\u00e1 mantinha uma rotina de estudos?<\/strong><\/p>\n<p>Comecei a trabalhar como gar\u00e7om aos 15 anos. Na \u00e9poca, eu estudava no Centro de Ensino M\u00e9dio Elefante Branco, em Bras\u00edlia, mas morava em Luzi\u00e2nia, a cerca de 50 quil\u00f4metros de dist\u00e2ncia da escola. O custo do transporte era alto. O governo do Distrito Federal oferecia meia-passagem para estudantes que estudassem dentro do pr\u00f3prio Distrito Federal. Por isso, eu precisava arcar com uma passagem muito cara para conseguir estudar.<\/p>\n<p>Foi nesse contexto que comecei a trabalhar como gar\u00e7om aos finais de semana. Desde os 15 anos, portanto, mantive uma rotina intensa de estudos conciliada com o trabalho como gar\u00e7om. Essa din\u00e2mica continuou durante a gradua\u00e7\u00e3o. Dormia cerca de quatro horas por noite. Aos finais de semana, trabalhava como gar\u00e7om para conseguir me sustentar.<\/p>\n<p>Conclu\u00ed o mestrado em 2021, no Rio de Janeiro, e, em seguida, voltei para Bras\u00edlia. Retornei desempregado e voltei a trabalhar como gar\u00e7om, ao mesmo tempo em que j\u00e1 havia iniciado os estudos para o concurso.<\/p>\n<p><strong>Como o senhor equilibrava as dificuldades financeiras e o esfor\u00e7o para continuar os estudos? Qual era sua motiva\u00e7\u00e3o principal?<\/strong><\/p>\n<p>Minha motiva\u00e7\u00e3o foi se transformando ao longo do tempo. At\u00e9 2022, eu ainda tinha muitas d\u00favidas se esse concurso era, de fato, para mim. Eu desejava muito ser diplomata, mas tinha plena consci\u00eancia da dificuldade real de aprova\u00e7\u00e3o. Em 2023, no entanto, quando fiquei muito pr\u00f3ximo da aprova\u00e7\u00e3o, minha motiva\u00e7\u00e3o passou a ser concluir aquilo que eu havia iniciado. A partir dali, eu j\u00e1 tinha confian\u00e7a suficiente de que daria certo.<\/p>\n<p>Em 2022, meu nome foi publicado no Di\u00e1rio Oficial da Uni\u00e3o entre os contemplados da Bolsa Pr\u00eamio de Voca\u00e7\u00e3o para a Diplomacia. A partir da\u00ed, minha prepara\u00e7\u00e3o se tornou muito mais vi\u00e1vel. Eu acordava estudando e dormia estudando. Cheguei a fazer 12 horas l\u00edquidas de estudo por dia, o que significava, muitas vezes, passar cerca de 15 horas em frente ao computador para alcan\u00e7ar esse volume efetivo.<\/p>\n<p>Nos per\u00edodos em que n\u00e3o contei com a Bolsa Pr\u00eamio do Instituto Rio Branco, precisei recorrer ao di\u00e1logo direto com professores e cursinhos, buscando descontos ou bolsas. Al\u00e9m disso, participei de uma iniciativa extremamente importante conduzida por diplomatas: a Mentoria M\u00f4nica de Menezes Campos. Ela foi a primeira diplomata negra aprovada por concurso p\u00fablico, tendo ingressado na carreira na d\u00e9cada de 1970, em um contexto no qual n\u00e3o existiam pol\u00edticas de fomento para pessoas negras, em condi\u00e7\u00f5es ainda mais adversas do que as atuais.<\/p>\n<p><strong>Como foi a prepara\u00e7\u00e3o para o concurso do Itamaraty?<\/strong><\/p>\n<p>Estudei efetivamente para o concurso durante quatro anos e meio. Nesse per\u00edodo, conciliei grande parte dos estudos com o trabalho. Minha meta di\u00e1ria era estudar tr\u00eas horas l\u00edquidas: se eu parava para ir ao banheiro, beber \u00e1gua ou almo\u00e7ar, o cron\u00f4metro era pausado e s\u00f3 voltava a contar quando eu retomava o estudo de forma focada.<\/p>\n<p>Houve fases em que consegui estudar muito mais do que essa meta, como em maio de 2023 e janeiro de 2024, em raz\u00e3o da Bolsa Pr\u00eamio que havia recebido. Nesse per\u00edodo, cheguei a estudar cerca de 12 horas l\u00edquidas por dia, de domingo a domingo. Foi uma rotina intensa, fisicamente e mentalmente desgastante, mas que rendeu resultados.<\/p>\n<p>No in\u00edcio, utilizei majoritariamente materiais gratuitos, estudando a teoria das disciplinas e resolvendo quest\u00f5es objetivas. Na fase final, passei a usar o tempo de estudo principalmente para revisar o conte\u00fado acumulado e para treinar a aplica\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica, com foco nas provas discursivas. Eu escrevia, no m\u00ednimo, duas quest\u00f5es discursivas por dia. Mantendo essa rotina, consegui, finalmente, ser aprovado.<\/p>\n<p><strong>O senhor considera que as pol\u00edticas p\u00fablicas atuais s\u00e3o suficientes para que pessoas menos privilegiadas alcancem uma posi\u00e7\u00e3o como a sua?<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o, as pol\u00edticas p\u00fablicas n\u00e3o s\u00e3o suficientes. Eu falo isso a partir da minha pr\u00f3pria experi\u00eancia, enquanto pessoa negra e tamb\u00e9m enquanto pessoa pobre. As pol\u00edticas p\u00fablicas atualmente existentes ainda n\u00e3o d\u00e3o conta do desafio de promover um acesso verdadeiramente equitativo \u00e0 carreira diplom\u00e1tica.<\/p>\n<p>H\u00e1 uma lacuna importante quando se trata da condi\u00e7\u00e3o socioecon\u00f4mica. Para pessoas pobres, especialmente aquelas que s\u00e3o ao mesmo tempo negras e pobres, n\u00e3o h\u00e1 pol\u00edticas p\u00fablicas suficientes que garantam condi\u00e7\u00f5es reais de acesso \u00e0 carreira.<\/p>\n<p>Muitas vezes, o maior obst\u00e1culo n\u00e3o \u00e9 sequer a falta de capacidade, mas o desconhecimento. Isso revela como, mesmo no n\u00edvel mais b\u00e1sico de acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o, as pol\u00edticas p\u00fablicas falham. Por isso, afirmo: elas ainda s\u00e3o insuficientes para que pessoas como eu cheguem a esses espa\u00e7os. No meu caso, houve muita sorte e muitos privil\u00e9gios que n\u00e3o est\u00e3o dispon\u00edveis para a maioria.<\/p>\n<p><strong>Qual dica o senhor daria para pessoas que t\u00eam uma origem parecida com a sua e que desejam seguir essa carreira?<\/strong><\/p>\n<p>Minha principal dica \u00e9 entender que nem sempre o sistema vai ajudar. E, quando ajudar, \u00e9 preciso agarrar todas as oportunidades que surgirem. No meu caso, eu agarrei o ProUni, agarrei a oportunidade de fazer o mestrado no Rio de Janeiro. Decidi ir para o Rio de Janeiro fazer o mestrado mesmo sem saber exatamente como iria me sustentar.<\/p>\n<p>Fui aprovado em primeiro lugar na Escola Superior de Guerra e cheguei l\u00e1 com apenas R$ 600 no bolso. Era o dinheiro que eu tinha. Morei em uma rep\u00fablica, porque era o que dava para pagar com esse valor. Na casa, moravam cerca de 20 pessoas e, somente no meu quarto, \u00e9ramos seis.<\/p>\n<p>Por isso, acredito que, quando o sistema ajuda, \u00e9 preciso aproveitar. Sem um sistema cooperando, muitas vezes \u00e9 preciso dar o pr\u00f3prio jeito. Minha dica \u00e9 essa: quando o sistema falhar, persista com os recursos que voc\u00ea tiver \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o \u2014 seja criatividade, disciplina ou insist\u00eancia. Foi assim que consegui seguir em frente.<\/p>\n<p><strong>Quais s\u00e3o as perspectivas para a sua carreira daqui para frente?<\/strong><\/p>\n<p>No plano profissional, no longo prazo, quero me tornar uma pessoa relevante na formula\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica externa brasileira. Ser posteriormente alocado em uma divis\u00e3o estrat\u00e9gica dentro do Itamaraty e, depois, ser removido para um pa\u00eds que seja ao mesmo tempo interessante e importante na rela\u00e7\u00e3o com o Brasil. Quero construir essa trajet\u00f3ria de forma \u00e9tica, respons\u00e1vel e comprometida com o servi\u00e7o p\u00fablico.<\/p>\n<p>A carreira diplom\u00e1tica, no entanto, tamb\u00e9m abre perspectivas importantes no plano pessoal. Um dos meus principais objetivos \u00e9, j\u00e1 a partir do recebimento do meu primeiro sal\u00e1rio como diplomata, possibilitar que minha m\u00e3e deixe o trabalho como diarista. Quero que ela possa, se ela quiser, trabalhar com outras atividades, estudar, frequentar uma academia e cuidar da pr\u00f3pria sa\u00fade mental.<\/p>\n<p>Essas s\u00e3o as minhas perspectivas pessoais e profissionais para o futuro, e \u00e9 isso que pretendo construir a partir da carreira diplom\u00e1tica.<\/p>\n<p class=\"jota-cta\"><a href=\"https:\/\/whatsapp.com\/channel\/0029VaFvFd73rZZflK7yGD0I\">Inscreva-se no canal de not\u00edcias do <span class=\"jota\">JOTA<\/span> no WhatsApp e fique por dentro das principais discuss\u00f5es do pa\u00eds!<\/a><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Douglas Rocha Almeida, 31 anos, \u00e9 um jovem negro natural de Bras\u00edlia, mas criado em Luzi\u00e2nia, um bairro perif\u00e9rico de Goi\u00e1s. Filho de m\u00e3e diarista, que recebeu Bolsa Fam\u00edlia por muitos anos, e de pai pedreiro, Almeida trabalhou por 12 anos como gar\u00e7om em paralelo aos estudos. 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