{"id":18985,"date":"2025-12-05T15:27:35","date_gmt":"2025-12-05T18:27:35","guid":{"rendered":"https:\/\/aprimora.site\/carvalhoalmeidaadvogados\/2025\/12\/05\/equipe-multidisciplinar-e-navegacao-sao-pontos-chave-para-o-manejo-oncologico\/"},"modified":"2025-12-05T15:27:35","modified_gmt":"2025-12-05T18:27:35","slug":"equipe-multidisciplinar-e-navegacao-sao-pontos-chave-para-o-manejo-oncologico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aprimora.site\/carvalhoalmeidaadvogados\/2025\/12\/05\/equipe-multidisciplinar-e-navegacao-sao-pontos-chave-para-o-manejo-oncologico\/","title":{"rendered":"Equipe multidisciplinar e navega\u00e7\u00e3o s\u00e3o pontos-chave para o manejo oncol\u00f3gico"},"content":{"rendered":"<p><span>Com o aumento da incid\u00eancia de c\u00e2ncer no Brasil <\/span>[1]<span> e o surgimento de propostas terap\u00eauticas centradas no paciente <\/span>[2] [3]<span>, a Oncologia est\u00e1 em fase de transforma\u00e7\u00e3o. Afinal, c\u00e2ncer \u00e9 um termo em comum para mais de 100 tipos de doen\u00e7as malignas <\/span>[4]<span> \u2013 caracterizadas pelo crescimento desregrado de c\u00e9lulas \u2013 uma defini\u00e7\u00e3o estabelecida pelo pr\u00f3prio Instituto Nacional de C\u00e2ncer (INCA).<\/span><\/p>\n<p><span>Nesse sentido, o cuidado oncol\u00f3gico que se debru\u00e7a no modelo biom\u00e9dico, o qual entende a sa\u00fade e a doen\u00e7a como fen\u00f4menos apenas biol\u00f3gicos, abre espa\u00e7o tamb\u00e9m para o modelo biopsicossocial <\/span>[5]<span>, que tem no tratamento multidisciplinar um de seus pilares.<\/span><\/p>\n<p><span>Assim, por meio da integra\u00e7\u00e3o entre diferentes especialidades da \u00e1rea da sa\u00fade, o paciente \u00e9 visto como um indiv\u00edduo com m\u00faltiplas necessidades. De acordo com a Sociedade Brasileira de Oncologia Cl\u00ednica (SBOC), \u201co apoio m\u00fatuo entre diferentes profissionais e especialistas, a troca de informa\u00e7\u00f5es e o desenvolvimento conjunto s\u00e3o fundamentais para a evolu\u00e7\u00e3o do tratamento contra o c\u00e2ncer no Brasil\u201d<\/span>[6]<span>.<\/span><\/p>\n<p><span>Uma equipe multidisciplinar pode contar com mais de dez tipos de profissionais, dentre eles enfermeiros, farmac\u00eauticos, nutricionistas, m\u00e9dicos, fisioterapeutas, assistentes sociais, odontologistas, fonoaudi\u00f3logos, psic\u00f3logos e terapeutas ocupacionais, por exemplo. \u201cA presen\u00e7a de uma equipe multidisciplinar transforma a jornada do paciente oncol\u00f3gico\u201d, como aponta Luciana Holtz, fundadora e presidente do Instituto Oncoguia. Segundo ela, cada profissional auxilia em um campo do cuidado \u00e0 sa\u00fade. \u201cPsic\u00f3logos ajudam a reduzir a ansiedade e depress\u00e3o, apoiando o paciente a enfrentar o tratamento com mais clareza e ades\u00e3o\u201d, diz.<\/span><\/p>\n<p><span>Holtz tamb\u00e9m explica o papel de outros especialistas no manejo oncol\u00f3gico. Nutricionistas, por exemplo, t\u00eam a fun\u00e7\u00e3o de contribuir para prevenir a perda ou o ganho de peso, al\u00e9m de manejar efeitos colaterais, possibilitando uma melhor toler\u00e2ncia ao tratamento em casos de quimioterapia. J\u00e1 fisioterapeutas e profissionais de educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica s\u00e3o primordiais para preservar a mobilidade e aumentar a qualidade de vida desses pacientes, que muitas vezes passam por um processo de fragilidade no enfrentamento \u00e0 doen\u00e7a.<\/span><\/p>\n<p><span>\u201cAssistentes sociais, farmac\u00eauticos e estomaterapeutas tamb\u00e9m t\u00eam fun\u00e7\u00f5es essenciais no enfrentamento de barreiras sociais, no uso seguro de medicamentos e no cuidado de estomas [dispositivos como colostomias, ileostomias ou ostomias]\u201d, acrescenta Holtz. Esse tipo de cuidado de uma equipe multidisciplinar tem impacto direto no tratamento do paciente, como aponta a l\u00edder da institui\u00e7\u00e3o, com \u201cmenos complica\u00e7\u00f5es, menos interna\u00e7\u00f5es, mais ades\u00e3o e, acima de tudo, um paciente que se sente cuidado de forma integral\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span>A mesma percep\u00e7\u00e3o \u00e9 compartilhada por Ariane Osorio, enfermeira e coordenadora assistencial nacional do Grupo Oncocl\u00ednicas, que aponta a Oncologia, por natureza, como uma \u00e1rea que exige integra\u00e7\u00e3o. \u201cNenhuma especialidade, isoladamente, \u00e9 capaz de sustentar o cuidado de forma plena. A estrutura multidisciplinar surge justamente como resposta a essa complexidade, permitindo que diferentes olhares se encontrem em torno de um mesmo prop\u00f3sito: oferecer ao paciente um tratamento tecnicamente robusto, mas tamb\u00e9m compassivo e cont\u00ednuo.\u201d<\/span><\/p>\n<p class=\"jota-cta\"><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/produtos\/saude?utm_source=cta-site&amp;utm_medium=site&amp;utm_campaign=campanha_saude_q2&amp;utm_id=cta_texto_saude_q2_2023&amp;utm_term=cta_texto_saude&amp;utm_term=cta_texto_saude_meio_materias\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Com not\u00edcias da Anvisa e da ANS, o <span class=\"jota\">JOTA<\/span> PRO Sa\u00fade entrega previsibilidade e transpar\u00eancia para empresas do setor<\/a><\/p>\n<p><span>Para ela, quando as equipes atuam de forma coordenada, h\u00e1 uma profunda mudan\u00e7a na din\u00e2mica do cuidado. \u201cO planejamento terap\u00eautico passa a ser constru\u00eddo de maneira compartilhada, o fluxo assistencial torna-se mais fluido, e as decis\u00f5es ganham consist\u00eancia, porque s\u00e3o tomadas \u00e0 luz de m\u00faltiplas expertises\u201d, acrescenta Osorio.<\/span><\/p>\n<p><span>Alexandre J\u00e1come, l\u00edder nacional da Oncologia Gastrointestinal da Oncocl\u00ednicas, refor\u00e7a essa vis\u00e3o, uma vez que \u201co paciente com algum tipo de c\u00e2ncer apresenta in\u00fameras demandas, oriundas de in\u00fameras esferas, que n\u00e3o poder\u00e3o ser integralmente atendidas apenas pelo m\u00e9dico. N\u00e3o se trata de doen\u00e7as, mas de pessoas que podem estar doentes ou n\u00e3o.\u201d<\/span><\/p>\n<p><span>Ele explica que essas necessidades ultrapassam o aspecto cl\u00ednico tradicional: \u201cAs pessoas ter\u00e3o demandas emocionais, nutricionais, sociais, de cuidado e reabilita\u00e7\u00e3o, e cl\u00ednicas que ultrapassam a atua\u00e7\u00e3o do oncologista cl\u00ednico.\u201d<\/span><\/p>\n<p><span>Quando fala sobre o funcionamento pr\u00e1tico dessa integra\u00e7\u00e3o, J\u00e1come refor\u00e7a a import\u00e2ncia da estrutura assistencial. \u201cPara que haja uma atua\u00e7\u00e3o adequada da equipe multidisciplinar, \u00e9 necess\u00e1rio estruturar a presen\u00e7a de todos os profissionais enquanto o paciente estiver no centro de tratamento\u201d, explica.<\/span><\/p>\n<p><span>Isso \u00e9 poss\u00edvel, como indica J\u00e1come, por meio da organiza\u00e7\u00e3o de agendas e estrutura f\u00edsica apropriadas para que esta equipe trabalhe de maneira ordenada e direcionada \u00e0s especificidades de cada paciente.<\/span><\/p>\n<p><span>Al\u00e9m disso, segundo ele, \u00e9 essencial que cada membro compreenda seu papel, sendo \u201cfundamental que os membros da equipe entendam a import\u00e2ncia que cada um possui no cuidado ao paciente e que o m\u00e9dico possa organizar a atua\u00e7\u00e3o de cada profissional \u00e0s demandas do paciente.\u201d<\/span><\/p>\n<h2>Navega\u00e7\u00e3o do paciente: um processo de cuidado<\/h2>\n<p><span>Para garantir a coordena\u00e7\u00e3o de todos esses profissionais, de forma a evitar lacunas entre diagn\u00f3sticos e propostas terap\u00eauticas, surge um novo olhar no cuidado oncol\u00f3gico: a \u201cnavega\u00e7\u00e3o do paciente\u201d. Criado por Harold Freeman em parceria com a American Cancer Society (ACS), o conceito surgiu em 1990, no Hospital Harlem, em Nova York <\/span>[7]<span>. Em resumo, esse processo \u00e9 liderado por um profissional que guia os pacientes pelo sistema e servi\u00e7os de sa\u00fade \u2013 assim como um capit\u00e3o \u00e0 frente de uma embarca\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span>Embora seja um indiv\u00edduo capacitado para essa orienta\u00e7\u00e3o voltada a diversas doen\u00e7as cr\u00f4nicas, sua atua\u00e7\u00e3o na Oncologia se destaca, uma vez que \u00e9 considerada uma \u00e1rea complexa com demandas diferenciais para assist\u00eancia ao paciente.<\/span><\/p>\n<p><span>No Brasil essa fun\u00e7\u00e3o \u00e9 geralmente centrada na figura de um enfermeiro ou enfermeira. No entanto, h\u00e1 poucas institui\u00e7\u00f5es que realizam esse tipo de programa no pa\u00eds. E, quando est\u00e3o em funcionamento, em geral ocorre em servi\u00e7os voltados ao c\u00e2ncer de mama, sendo realizado muitas vezes por assistentes sociais <\/span>[8]<span>.<\/span><\/p>\n<p><span>\u201cEsse profissional atua como um verdadeiro GPS, guiando o paciente ao longo de todas as etapas: desde a suspeita, passando pelo diagn\u00f3stico, at\u00e9 o in\u00edcio do tratamento\u201d, analisa Holtz, do Instituto Oncoguia. De acordo com ela, o resultado n\u00e3o \u00e9 apenas a redu\u00e7\u00e3o de atrasos nesse processo, como tamb\u00e9m uma maior organiza\u00e7\u00e3o dos exames, melhor preparo para consultas e manejo dos sintomas precoces.<\/span><\/p>\n<p><span>Sob a perspectiva de Osorio, do Grupo Oncocl\u00ednicas, a navega\u00e7\u00e3o \u00e9 \u201cum elo essencial entre a complexidade t\u00e9cnica da oncologia e a experi\u00eancia humana do cuidado\u201d. De acordo com ela, o papel primordial do enfermeiro navegador \u00e9 garantir que essa jornada ocorra de forma integrada, sem interrup\u00e7\u00e3o entre diagn\u00f3stico, tratamento e seguimento.<\/span><\/p>\n<p><span>Dessa forma, os ganhos para os pacientes e para o sistema de sa\u00fade, seja p\u00fablico ou suplementar, s\u00e3o in\u00fameros. \u201cO paciente entende melhor o plano terap\u00eautico e tem algu\u00e9m de confian\u00e7a para tirar d\u00favidas e acolher ang\u00fastias. Para o sistema, significa menos perdas de seguimento, menos abandono e mais efici\u00eancia\u201d, opina Holtz. \u201c\u00c9 um modelo que j\u00e1 se mostrou capaz de salvar tempo, recursos e, principalmente, vidas\u201d, diz a presidente do Instituto Oncoguia.<\/span><\/p>\n<p><span>Para a enfermeira oncologista Karina Freitas, supervisora t\u00e9cnica do Ambulat\u00f3rio de Oncologia do Hospital Estadual de Botucatu, a navega\u00e7\u00e3o tem como foco suprir as necessidades do paciente, de forma a garantir uma assist\u00eancia individualizada. \u201cO enfermeiro navegador acompanha o paciente em toda a sua jornada, desde a suspeita cl\u00ednica at\u00e9 o tratamento, p\u00f3s-tratamento e cuidados paliativos\u201d, explica Freitas, que tamb\u00e9m \u00e9 doutora em enfermagem pela Faculdade de Medicina de Botucatu (FMB-Unesp).<\/span><\/p>\n<p><span>Segundo ela, o trabalho pr\u00e1tico do profissional voltado \u00e0 navega\u00e7\u00e3o est\u00e1 em coordenar os cuidados, identificar barreiras e propor solu\u00e7\u00f5es, monitorar sintomas e orientar o paciente e a fam\u00edlia, fazendo uma gest\u00e3o eficiente do tempo e assegurando um atendimento humanizado. \u201cNa Oncologia, por lidar com demandas complexas e espec\u00edficas, a navega\u00e7\u00e3o contribui para maior ades\u00e3o ao tratamento e melhores desfechos cl\u00ednicos\u201d, pontua.<\/span><\/p>\n<p><span>Al\u00e9m disso, a navega\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m traz impactos ao sistema de sa\u00fade, uma vez que h\u00e1 menor abandono do tratamento e os recursos s\u00e3o otimizados de acordo com as demandas dos pacientes. A longo prazo, isso contribui para o uso mais eficiente dos recursos de sa\u00fade.<\/span><\/p>\n<h2>Desafios para consolidar navega\u00e7\u00e3o e multidisciplinaridade<\/h2>\n<p><span>Para Freitas, dentre os obst\u00e1culos cotidianos est\u00e3o a falta de reconhecimento formal da fun\u00e7\u00e3o de navega\u00e7\u00e3o. Nesse sentido, ela elenca aspectos que impactam na navega\u00e7\u00e3o do paciente, como a limita\u00e7\u00e3o de recursos, a sobrecarga de trabalho dos profissionais da sa\u00fade, a alta rotatividade profissional e a necessidade de capacita\u00e7\u00e3o espec\u00edfica para a fun\u00e7\u00e3o. \u201c\u00c9 fundamental que a institui\u00e7\u00e3o entenda o valor estrat\u00e9gico dessa fun\u00e7\u00e3o para incorporar esse profissional de forma estruturada na equipe\u201d, opina.<\/span><\/p>\n<p><span>Holtz, do Instituto Oncoguia, tamb\u00e9m acredita que \u00e9 necess\u00e1rio melhorar a capacita\u00e7\u00e3o profissional, com mais programas de forma\u00e7\u00e3o, resid\u00eancias multiprofissionais e incentivos para a perman\u00eancia em \u00e1reas com maiores demandas assistenciais. \u201cApesar de termos pol\u00edticas que preveem as equipes multidisciplinares no SUS e na sa\u00fade suplementar, sabemos que na pr\u00e1tica elas nem sempre est\u00e3o dispon\u00edveis para quem precisa. \u201c\u00c9 essencial medir e publicar indicadores que mostrem o impacto dessa abordagem no desfecho cl\u00ednico e na qualidade de vida dos pacientes\u201d, finaliza.<\/span><\/p>\n<p><span>J\u00e1come reconhece que, apesar dos avan\u00e7os, muitos servi\u00e7os ainda n\u00e3o operam com equipes multidisciplinares maduras. Para ele, o primeiro passo \u00e9 institucional: \u201cPrimeiramente \u00e9 necess\u00e1rio que cada institui\u00e7\u00e3o que trate pacientes com c\u00e2ncer entenda a necessidade de uma equipe multiprofissional para atender seus pacientes integralmente.\u201d<\/span><\/p>\n<p><span>De acordo com o especialista, a organiza\u00e7\u00e3o pode ser conduzida pelo time de oncologia e pela navega\u00e7\u00e3o: \u201cO m\u00e9dico oncologista e a equipe de enfermagem de navega\u00e7\u00e3o podem, a partir da presen\u00e7a destes profissionais, organizar a atua\u00e7\u00e3o de todos, permitindo que cada um v\u00e1 de encontro \u00e0s demandas do paciente, e permane\u00e7a presente ao longo do tratamento.\u201d<\/span><\/p>\n<p><span>Ele tamb\u00e9m aponta caminhos para dissemina\u00e7\u00e3o do modelo. \u201cAs institui\u00e7\u00f5es que possuem servi\u00e7os multidisciplinares mais maduros podem atuar no treinamento de outras institui\u00e7\u00f5es e profissionais, tamb\u00e9m disseminando essas experi\u00eancias e conhecimentos em cursos e congressos\u201d, finaliza J\u00e1come.<\/span><span>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 <\/span><\/p>\n<p><span>MAT-BR-NON-2025-00260 Dez\/2025<\/span><\/p>\n<p><span>Refer\u00eancias<\/span><\/p>\n<p><span> INSTITUTO NACIONAL DO C\u00c2NCER (INCA). Estimativa 2023: incid\u00eancia de c\u00e2ncer no Brasil. Bras\u00edlia: INCA, 2022. Dispon\u00edvel em:<\/span><a href=\"https:\/\/www.inca.gov.br\/publicacoes\/livros\/estimativa-2023-incidencia-de-cancer-no-brasil\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> <span>https:\/\/www.inca.gov.br\/publicacoes\/livros\/estimativa-2023-incidencia-de-cancer-no-brasil<\/span><\/a><span>. Acesso em: 10 out. 2025.<\/span><br \/>\n<span> FARIAS, Amanda Xavier; MARTINS, Termia Teixeira Pereira; COUTO, Giullia Bianca Ferraciolli de. A import\u00e2ncia da equipe multidisciplinar no tratamento do paciente oncol\u00f3gico. Revista de Extens\u00e3o da Unitins, v. 2 (Artigo de extens\u00e3o) 2024. Dispon\u00edvel em:<\/span><a href=\"https:\/\/revista.unitins.br\/index.php\/extensao\/article\/view\/9662\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> <span>https:\/\/revista.unitins.br\/index.php\/extensao\/article\/view\/9662<\/span><\/a><span>. Acesso em: 10 out. 2025<\/span><br \/>\n<span> LIMA, Ivani de Oliveira Queiroz Casimiro de. Comunica\u00e7\u00e3o promovida por uma equipe multidisciplinar ao paciente com c\u00e2ncer em cuidados paliativos. 2019. Dispon\u00edvel em:<\/span><a href=\"https:\/\/repositorio.ufpb.br\/jspui\/handle\/123456789\/17333?utm_source=chatgpt.com\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> <span>https:\/\/repositorio.ufpb.br\/jspui\/handle\/123456789\/17333?utm_source=chatgpt.com<\/span><\/a><span>. Acesso em: 10 out. 2025<\/span><br \/>\n<span> BRASIL. Instituto Nacional de C\u00e2ncer Jos\u00e9 Alencar Gomes da Silva. O que \u00e9 c\u00e2ncer. Rio de Janeiro, 2020. Dispon\u00edvel em:<\/span><a href=\"https:\/\/www.gov.br\/inca\/pt-br\/assuntos\/cancer\/o-que-e-cancer\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> <span>https:\/\/www.gov.br\/inca\/pt-br\/assuntos\/cancer\/o-que-e-cancer<\/span><\/a><span>. Acesso em: 10 out. 2025<\/span><br \/>\n<span> BERGEROT, Cristiane Decat; BERGEROT, Paulo Gustavo; MOLINA, Lorena Nascimento Manrique; et al. Psico-oncologia e a relev\u00e2ncia de um programa de triagem biopsicossocial. Oncologia (Williston Park), v. 36, n. 9, p. 552-556, 2022. DOI: 10.46883\/2022.25920972. Dispon\u00edvel em:<\/span><a href=\"https:\/\/www.cancernetwork.com\/view\/psico-oncologia-e-a-relevancia-de-um-programa-de-triagem-biopsicossocial\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> <span>https:\/\/www.cancernetwork.com\/view\/psico-oncologia-e-a-relevancia-de-um-programa-de-triagem-biopsicossocial<\/span><\/a><span>. Acesso em: 10 out. 2025.<\/span><br \/>\n<span> SOCIEDADE BRASILEIRA DE ONCOLOGIA CL\u00cdNICA (SBOC). Multiprofissional. Sociedade Brasileira de Oncologia Cl\u00ednica. [S. l.], [2025]. Dispon\u00edvel em:<\/span><a href=\"https:\/\/sboc.org.br\/multiprofissional\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> <span>https:\/\/sboc.org.br\/multiprofissional<\/span><\/a><span>. Acesso em: 10 out. 2025.<\/span><br \/>\n<span> FREEMAN, H. P. The History and Principles of Patient Navigation. [Relat\u00f3rio \/ artigo]. Em: American Cancer Society National Hearings on Cancer in the Poor, 1989; programa iniciado em 1990, apoiado pela American Cancer Society. Dispon\u00edvel em:<\/span><a href=\"https:\/\/mdpnn.files.wordpress.com\/2013\/04\/3-30-2012-the-origin-and-evolution-of-patient-navigation.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> <span>https:\/\/mdpnn.files.wordpress.com\/2013\/04\/3-30-2012-the-origin-and-evolution-of-patient-navigation.pdf<\/span><\/a><span>. Acesso em: 10 out. 2025.<\/span><br \/>\n<span> BERGEROT, Cristiane Decat; BERGEROT, Paulo Gustavo; MOLINA, Lorena Nascimento Manrique; et al. Nurse Navigator: development of a program for Brazil. Revista Latino-Americana de Enfermagem, v. 28, 2020. DOI: 10.1590\/1518-8345.3258.3275. Dispon\u00edvel em:<\/span><a href=\"https:\/\/www.scielo.br\/j\/rlae\/a\/ZMWdWh8DB6q76wsH8NvN7Xh\/?lang=pt\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> <span>https:\/\/www.scielo.br\/j\/rlae\/a\/ZMWdWh8DB6q76wsH8NvN7Xh\/?lang=pt<\/span><\/a><span>. Acesso em: 10 out. 2025.<\/span><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com o aumento da incid\u00eancia de c\u00e2ncer no Brasil [1] e o surgimento de propostas terap\u00eauticas centradas no paciente [2] [3], a Oncologia est\u00e1 em fase de transforma\u00e7\u00e3o. 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