{"id":18814,"date":"2025-12-01T11:01:50","date_gmt":"2025-12-01T14:01:50","guid":{"rendered":"https:\/\/aprimora.site\/carvalhoalmeidaadvogados\/2025\/12\/01\/corte-idh-condena-nicaragua-por-desaparecimento-forcado-de-coronel-da-reserva\/"},"modified":"2025-12-01T11:01:50","modified_gmt":"2025-12-01T14:01:50","slug":"corte-idh-condena-nicaragua-por-desaparecimento-forcado-de-coronel-da-reserva","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aprimora.site\/carvalhoalmeidaadvogados\/2025\/12\/01\/corte-idh-condena-nicaragua-por-desaparecimento-forcado-de-coronel-da-reserva\/","title":{"rendered":"Corte IDH condena Nicar\u00e1gua por desaparecimento for\u00e7ado de coronel da reserva"},"content":{"rendered":"<p><span>A Corte Interamericana de Direitos Humanos (Corte IDH) declarou a Nicar\u00e1gua internacionalmente respons\u00e1vel pelo desaparecimento for\u00e7ado e tortura do coronel da reserva Jos\u00e9 Ram\u00f3n Silva Reyes, perpetrados a partir de 31 de outubro de 1983. Direitos de familiares dele tamb\u00e9m foram considerados violados.<\/span><\/p>\n<p><span>O caso se passou durante o conflito armado interno do pa\u00eds, que eclodiu depois do triunfo da Revolu\u00e7\u00e3o Sandinista, em 18 de julho de 1979.<\/span><\/p>\n<p><span>Ao assumir o poder, o Governo de Reconstru\u00e7\u00e3o Nacional dissolveu a antiga Guarda Nacional, obrigando antigos membros a buscar ref\u00fagio em embaixadas na capital Man\u00e1gua, em pa\u00edses vizinhos ou em instala\u00e7\u00f5es da Cruz Vermelha na pr\u00f3pria Nicar\u00e1gua.\u00a0<\/span><\/p>\n<p class=\"jota-cta\"><a href=\"https:\/\/conteudo.jota.info\/marketing-lp-newsletter-ultimas-noticias?utm_source=jota&amp;utm_medium=lp&amp;utm_campaign=23-09-2024-jota-lp-eleicoes-2024-eleicoes-2024-none-audiencias-none&amp;utm_content=eleicoes-2024&amp;utm_term=none\"><span>Assine gratuitamente a newsletter \u00daltimas Not\u00edcias do <span class=\"jota\">JOTA<\/span> e receba as principais not\u00edcias jur\u00eddicas e pol\u00edticas do dia no seu email<\/span><\/a><\/p>\n<p><span>Silva Reyes, aposentado em 1973, buscou asilo pol\u00edtico e prote\u00e7\u00e3o na embaixada da Guatemala em Man\u00e1gua, acompanhado por sete filhos. L\u00e1 ele permaneceu at\u00e9 30 de outubro de 1983, dia em que sumiu.<\/span><\/p>\n<p><span>Um dia depois, Denis Silva Garc\u00eda, filho do coronel aposentado, foi comunicado pelo Minist\u00e9rio do Interior que o pai havia fugido da embaixada, acompanhado por outros dois solicitantes de asilo.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span>Sem respostas efetivas, os familiares iniciaram uma investiga\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria e passaram a procur\u00e1-lo por diversos pa\u00edses da Am\u00e9rica Central, sem \u00eaxito.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span>Em 1985, ao entrar em contato com o ent\u00e3o chefe da Comiss\u00e3o Especial de Investiga\u00e7\u00f5es do Minist\u00e9rio do Interior, Denis Garc\u00eda ouviu que seu pai \u201cfoi enganado para sair da embaixada da Guatemala\u201d e estava sendo mantido em uma das pris\u00f5es das opera\u00e7\u00f5es de seguran\u00e7a do Estado \u201cjunto com outras pessoas, submetido a m\u00faltiplas formas de tortura f\u00edsica e psicol\u00f3gica\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span>Depois de fugir para os Estados Unidos, ap\u00f3s ser tamb\u00e9m perseguido, o ex-chefe da Comiss\u00e3o de Investiga\u00e7\u00f5es prestou depoimentos a grupos de direitos humanos e ao Congresso americano, nos quais afirmou que o governo infiltrou uma pessoa na embaixada da Nicar\u00e1gua para propor um plano de fuga aos demais.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span>Conforme o relato, os aderentes escalaram um muro na sede diplom\u00e1tica e fugiram para um rancho, localizado nas encostas montanhosas perto de Man\u00e1gua, onde foram posteriormente capturados por agentes estatais. Silva Reyes teria sido levado para um centro de deten\u00e7\u00e3o usado para interrogat\u00f3rio e tortura. Os depoimentos apontam que ele e outros dois homens foram mortos e enterrados em uma vala. Os corpos nunca foram encontrados.<\/span><\/p>\n<p><span>Devido \u00e0s constantes den\u00fancias e buscas por respostas, o filho do coronel reformado disse ter recebido diversas amea\u00e7as de morte, raz\u00e3o pela qual ele deixou o pa\u00eds, em 2017.<\/span><\/p>\n<p><span>Com base nas provas apresentadas no processo, a Corte Interamericana de Direitos Humanos concluiu que Silva Reyes foi submetido a desaparecimento for\u00e7ado, bem como deten\u00e7\u00e3o arbitr\u00e1ria, quando foi preso por agentes de seguran\u00e7a sem mandado de pris\u00e3o, privado de toda legalidade e supervis\u00e3o judicial, e em condi\u00e7\u00f5es clandestinas.<\/span><\/p>\n<p><span>Em raz\u00e3o disso, os ju\u00edzes declararam que o Estado violou os direitos ao reconhecimento da personalidade jur\u00eddica, \u00e0 vida, \u00e0 integridade pessoal e \u00e0 liberdade pessoal, em preju\u00edzo de Jos\u00e9 Ram\u00f3n Silva Reyes.<\/span><\/p>\n<p class=\"jota-cta\"><a href=\"https:\/\/t.me\/jotanotelegram\">Inscreva-se no canal do <span class=\"jota\">JOTA<\/span> no Telegram e acompanhe as principais not\u00edcias, artigos e an\u00e1lises!<\/a><\/p>\n<p><span>Em rela\u00e7\u00e3o aos filhos da v\u00edtima, a Corte considerou que a Nicar\u00e1gua \u00e9 respons\u00e1vel pelas viola\u00e7\u00f5es dos direitos \u00e0s garantias judiciais, \u00e0 tutela judicial, \u00e0 verdade, \u00e0 integridade pessoal e \u00e0 prote\u00e7\u00e3o \u00e0 fam\u00edlia. No caso de uma filha, que na \u00e9poca dos fatos tinha 15 anos, o tribunal declarou violado os direitos da crian\u00e7a.<\/span><\/p>\n<p><span>A composi\u00e7\u00e3o da Corte ao proferir a senten\u00e7a foi a seguinte: Nancy Hern\u00e1ndez L\u00f3pez, presidente (Costa Rica); Rodrigo Mudrovitsch, vice-presidente (Brasil); Ricardo C. P\u00e9rez Manrique (Uruguai); Ver\u00f3nica Gomez (Argentina); Patricia P\u00e9rez Goldberg (Chile); Alberto Borea Odr\u00eda (Peru) e Diego Moreno Rodr\u00edguez (Paraguai).<\/span><\/p>\n<h2>Direito ao projeto de vida<\/h2>\n<p><span>Os ju\u00edzes Rodrigo Mudrovitsch, do Brasil, e Ricardo P\u00e9rez Manrique, do Uruguai, emitiram em conjunto um voto parcialmente dissidente para defender a autonomia do direito ao projeto de vida \u2013 neste caso, em preju\u00edzo dos filhos do coronel reformado.<\/span><\/p>\n<p><span>A senten\u00e7a reconhece a viola\u00e7\u00e3o do direito ao projeto de vida dos familiares do militar, mas a correlaciona \u00e0 viola\u00e7\u00e3o dos direitos \u00e0 vida e \u00e0 autodetermina\u00e7\u00e3o. Mudrovitsch e Manrique v\u00e3o al\u00e9m: eles argumentam que se trata de um direito aut\u00f4nomo, convencionalmente protegido. Nos \u00faltimos anos, essa linha jurisprudencial ganhou for\u00e7a especialmente com o juiz mexicano Eduardo Ferrer Mac-Gregor, que deixou a Corte recentemente.<\/span><\/p>\n<p><span>\u201cO projeto de vida protege elementos que d\u00e3o sentido \u00e0 pr\u00f3pria exist\u00eancia. Entre esses elementos est\u00e3o a vida e a liberdade; por\u00e9m, isoladamente ou apenas somados, esses dois direitos n\u00e3o abrangem a perspectiva abrangente do direito legal a um projeto de vida. A l\u00f3gica de declarar viola\u00e7\u00f5es de m\u00faltiplos artigos diferentes da Conven\u00e7\u00e3o, que podem ser aplicados separadamente ou simultaneamente, dependendo do contexto f\u00e1tico, n\u00e3o considera a perspectiva integradora que o reconhecimento da autonomia de um direito consolida ao destacar a exist\u00eancia de um \u00fanico direito legal, do qual derivam obriga\u00e7\u00f5es espec\u00edficas\u201d, posicionam-se os ju\u00edzes.<\/span><\/p>\n<p><span>A ideia de um direito independente ao projeto de vida foi inaugurada pela Corte IDH no caso Loayza Tamayo contra Peru, em 1998. Na ocasi\u00e3o, o tribunal responsabilizou o pa\u00eds pelo tratamento cruel, degradante e desumano dado \u00e0 professora universit\u00e1ria Mar\u00eda Elena Loayza Tamayo<\/span><span>,<\/span><span> em decorr\u00eancia de sua deten\u00e7\u00e3o arbitr\u00e1ria por parte do governo de Alberto Fujimori, ocorrida em 1993.<\/span><\/p>\n<p><span>Na senten\u00e7a do caso peruano, o \u201cprojeto de vida\u201d foi conceituado como a \u201crealiza\u00e7\u00e3o integral da pessoa afetada, considerando sua voca\u00e7\u00e3o, aptid\u00f5es, circunst\u00e2ncias, potencialidades e aspira\u00e7\u00f5es, que lhe permitem estabelecer razoavelmente para si determinadas expectativas e buscar alcan\u00e7\u00e1-las\u201d.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span>Naquele momento, no entanto, o reconhecimento da viola\u00e7\u00e3o tinha car\u00e1ter fundamentalmente reparat\u00f3rio. O que Mudrovitsch e Manrique defendem agora, no voto parcialmente dissidente, \u00e9 que a apenas a repara\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 suficiente para abarcar todas as especificidades que comp\u00f5em o direito a um projeto de vida.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span>\u201cA prote\u00e7\u00e3o integral do direito legal a um \u201cprojeto de vida\u201d n\u00e3o pode ser confundida com, nem se restringir \u00e0 no\u00e7\u00e3o de repara\u00e7\u00e3o integral (<\/span><span>restitutio in integrum<\/span><span>), que, por sua vez, s\u00f3 produz efeitos ap\u00f3s a perpetra\u00e7\u00e3o das viola\u00e7\u00f5es. A urg\u00eancia de declarar a autonomia do direito a um projeto de vida est\u00e1 ligada ao conte\u00fado desse direito, bem como \u00e0 possibilidade de prote\u00e7\u00e3o do projeto de vida mesmo antes de sua viola\u00e7\u00e3o. Portanto, argumenta-se que a perspectiva reativa, focada exclusivamente na repara\u00e7\u00e3o dos danos causados <\/span><span>\u200b\u200b<\/span><span>pela ruptura do projeto de vida, seja individual ou coletivo, n\u00e3o abrange todas as facetas da prote\u00e7\u00e3o integral desse direito legal\u201d, escrevem os magistrados.<\/span><\/p>\n<p><span>Eles tamb\u00e9m citam os projetos coletivos de vida, calcados em v\u00ednculos afetivos e sociais, capazes de proteger a exist\u00eancia de pessoas em situa\u00e7\u00e3o de vulnerabilidade.<\/span><\/p>\n<p><span>\u201cProteger o projeto de vida, portanto, exige aten\u00e7\u00e3o aos seus contornos relacionais, marcados por v\u00ednculos afetivos e sociais que merecem ser protegidos e fortalecidos. Esses aspectos familiares e coletivos do projeto de vida n\u00e3o negam a individualidade, mas a reposicionam em um contexto de rela\u00e7\u00f5es inclusivas e de apoio m\u00fatuo. Essa vis\u00e3o mais ampla \u00e9 especialmente relevante em situa\u00e7\u00f5es de vulnerabilidade, onde n\u00e3o apenas o desenvolvimento pessoal, mas tamb\u00e9m a pr\u00f3pria sobreviv\u00eancia do indiv\u00edduo, depende em grande medida da fam\u00edlia ou do grupo comunit\u00e1rio, como no caso de povos ind\u00edgenas em territ\u00f3rios ancestrais e de crian\u00e7as e adolescentes, exemplos de circunst\u00e2ncias reconhecidas pela Corte Interamericana de Direitos Humanos como decisivas para a forma\u00e7\u00e3o de um projeto de vida.\u201d<\/span><\/p>\n<p><span>Ao fecharem o voto, Mudrovitsch e Manrique conclamam a Corte a refletir sobre a necessidade de maior prote\u00e7\u00e3o \u201caspiracional e existencial\u201d do indiv\u00edduo.<\/span><\/p>\n<p><span>\u201cO Sistema Interamericano, desde a sua origem, orienta-se para a prote\u00e7\u00e3o integral, vocacional, aspiracional e existencial do indiv\u00edduo. Setenta e sete anos ap\u00f3s a Declara\u00e7\u00e3o Americana, somos chamados a dar subst\u00e2ncia e efeito operacional a essas disposi\u00e7\u00f5es, que encontram respaldo vinculante principalmente no Artigo 11 da Conven\u00e7\u00e3o. A autonomia e a especificidade do direito a um projeto de vida s\u00e3o considera\u00e7\u00f5es urgentes nas reflex\u00f5es que a Corte Interamericana de Direitos Humanos \u00e9 chamada a empreender daqui em diante.\u201d<\/span><\/p>\n<h2>Poss\u00edveis impactos<\/h2>\n<p><span>Carolina Cyrillo, professora de direito constitucional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), elogia o posicionamento dos dois ju\u00edzes dissidentes na ideia de tornar independente o direito ao projeto de vida.<\/span><\/p>\n<p><span>\u201c\u00c9 a t\u00edpica posi\u00e7\u00e3o de um constitucionalista. O voto abre espa\u00e7o para que as pessoas possam exigir esse direito, para a possibilidade de uma reivindica\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria e para obrigar o controle de convencionalidade pr\u00f3pria. Eles est\u00e3o dando autonomia ao Direito. Quando falamos em progressividade dos direitos, \u00e9 disso que se trata: os direitos n\u00e3o podem ficar presos, congelados na Conven\u00e7\u00e3o Americana\u201d, comenta. \u201cEssa tradu\u00e7\u00e3o que eles fazem do Direito Constitucional traz uma densidade te\u00f3rica enorme, o que faz com que Sistema Interamericano passe a ser palat\u00e1vel, conhecido por todos\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span>Para Melina Fachin, vice-diretora e professora do curso de Direito da Universidade Federal do Paran\u00e1 (UFPR), a interpreta\u00e7\u00e3o da autonomia do direito \u00e9 uma evolu\u00e7\u00e3o da jurisprud\u00eancia e deve ganhar for\u00e7a entre os demais ju\u00edzes com o passar do tempo.<\/span><\/p>\n<p><span>\u201cA ideia \u00e9 realizar a dignidade humana no seu mais vasto potencial. \u00c9 um reconhecimento de outras dimens\u00f5es existenciais, como o plano afetivo, as expectativas de vida e os pertencimentos. Desinvisibilizar esse tipo de dano ultrapassa par\u00e2metros econ\u00f4micos, tradicionais, e nos leva a uma vis\u00e3o mais humanista, plural, relacional\u201d, afirma.<\/span><\/p>\n<p><span>Segundo ela, considerar o projeto de vida como um direito independente \u00e9 proteger as trajet\u00f3rias integrais das pessoas. \u201cO aspecto pr\u00e1tico \u00e9 a profundidade da repara\u00e7\u00e3o que vai ser determinada, porque a viola\u00e7\u00e3o ao projeto de vida abrangeria mais aspectos, teria uma amplia\u00e7\u00e3o do escopo reparat\u00f3rio. Al\u00e9m disso, h\u00e1 um car\u00e1ter preventivo. A Corte est\u00e1 enviando uma mensagem aos Estados da regi\u00e3o para evitar essas pr\u00e1ticas negligentes, estimulando o controle de convencionalidade e pol\u00edticas p\u00fablicas que n\u00e3o protejam apenas a vida f\u00edsica, mas as trajet\u00f3rias integrais\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span>O reconhecimento do projeto de vida como direito aut\u00f4nomo pode ter efeitos em outras situa\u00e7\u00f5es, especialmente em viola\u00e7\u00f5es contra popula\u00e7\u00f5es vulnerabilizadas, afirma Andr\u00e9 de Carvalho Ramos, professor da Faculdade de Direito da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP).<\/span><\/p>\n<p><span>\u201cDemos um passo importante. Ao reconhecer o direito aut\u00f4nomo voc\u00ea gera obriga\u00e7\u00f5es de prote\u00e7\u00e3o. Para o Brasil, significa que as pol\u00edticas p\u00fablicas e decis\u00f5es judiciais devem levar a s\u00e9rio esse impacto estrutural que essas viola\u00e7\u00f5es t\u00eam sobre os indiv\u00edduos. Se \u00e9 um direito aut\u00f4nomo, o Estado tem que prevenir, tem que ter um olhar prospectivo. Isso pode ter um grande impacto em rela\u00e7\u00e3o a outras situa\u00e7\u00f5es que n\u00e3o sejam s\u00f3 de desaparecimento for\u00e7ado, como desastres ambientais, despejos for\u00e7ados, viol\u00eancia de g\u00eanero e racismo estrutural, situa\u00e7\u00f5es que obviamente afetam o direito ao projeto de vida\u201d.<\/span><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Corte Interamericana de Direitos Humanos (Corte IDH) declarou a Nicar\u00e1gua internacionalmente respons\u00e1vel pelo desaparecimento for\u00e7ado e tortura do coronel da reserva Jos\u00e9 Ram\u00f3n Silva Reyes, perpetrados a partir de 31 de outubro de 1983. Direitos de familiares dele tamb\u00e9m foram considerados violados. 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